Curitiba tem primeiro marketplace físico com soluções digitais

A DigitalWeb, startup que desenvolve soluções para descomplicar o atendimento ao cliente, e a Minestore, uma plataforma de e-commerce que já conta com mais de 60 mil lojistas online, se uniram em uma sociedade e criaram o primeiro Marketplace físico do Brasil.

O Mercado Gastronômico no Shopping Pátio Batel, em Curitiba, possui uma solução inédita de tecnologia. Inaugurado em novembro de 2017, o projeto recebeu mais de 10 mil pessoas nos primeiros três dias após inauguração. A ideia é que até março de 2018 seja inaugurada uma loja conceito, seguindo os mesmos padrões, em São Paulo.

Como funciona o Marketplace físico

As compras podem ser feitas em diferentes lojas (com CNPJ´s distintos) e o pagamento feito em um caixa único, possibilitando a divisão de pagamentos e emissão de NFC-e para cada uma das empresas, sem gerar bi-tributação ao processo.

O conceito é muito parecido com um marketplace, só que físico. “O sistema garante aos lojistas participantes uma otimização na operação, uma vez que só farão o atendimento aos clientes, sem se preocuparem com a cobrança”, comenta Leandro Johann CEO do Grupo.

O caixa único facilita as compras de clientes e a rotina dos estabelecimentos. “No momento da venda podemos ficar concentrados em explicar sobre o produto, sem ficar preocupado com a dinâmica do pagamento”, comenta Diogo Dreyer, sócio-fundador da Angus Young, clube de assinatura de carnes,que está no Mercado Gastronômico.

Caroline Costa, fundadora da O Famoso Brigadeiro, que também participa do projeto, concorda que o caixa único facilita o processo. “Muitas vezes o pagamento no caixa comum pode demorar, o que acaba atrapalhando a performance da equipe”, comenta Caroline.

A ferramenta é comandada por meio de um aplicativo que contempla: terminal de pedidos, controle de estoque, integração de cartão débito e crédito, emissão de nota fiscal, envio automático de informações para a contabilidade e indicadores gerenciais mobile. O aplicativo pode ser acessado mesmo sem internet ou energia. Todas as informações são armazenadas na nuvem e podem ser acessadas a qualquer momento.

Qual a diferença do Marketplace Físico para um shopping center?

No Marketplace físico você compra em vários lojas e paga uma única vez no final da compra. Em um shopping center você paga individualmente em cada loja que compra.

O Marketplace físico permite acesso às informações de faturamento do lojista, e por este motivo, consegue calcular o percentual sobre os resultados das vendas. Além de possibilitar o teste de novas operações em tamanhos menores para validar o mercado.

Vendas de Natal devem crescer 1,5% em Curitiba

A pesquisa ACP/Datacenso sobre as perspectivas do comércio curitibano com relação às vendas motivadas pelo Natal de 2017, com 200 comerciantes e 200 consumidores que responderam perguntas espontâneas e estimuladas entre os dias 6 e 8 desse mês, indicou crescimento nominal de 4% em comparação com período igual de 2016. O crescimento real será de 1,5%, descontada a inflação de 2,53% acumulada nos últimos 12 meses.

Os comerciantes ouvidos pelo Datacenso (70%) ocupam cargos de gerente e supervisor, ou de proprietários e sócios (30%), representando micro (74%), pequenas (24%) e grandes (2%) empresas, que empregam de nove a mais de 100 funcionários.

Dividida em grupos praticamente iguais entre homens e mulheres, a amostragem de consumidores tem entre 18 anos de idade a mais de 55 anos, e renda mensal familiar variando entre R$ 937 (1 salário mínimo) a R$ 9.370,01 (mais de 10 salários mínimos). A faixa de renda média predominante (50%) entre os consumidores varia de R$ 1.874 a R$ 4.685,00.
As lembranças natalinas indicadas pelos consumidores dispostos a presentear até três pessoas (esposas, esposos, filhos, netos, outros parentes e amigos) são roupas (58%), brinquedos tradicionais (33%) e calçados (18%), além das demais opções costumeiramente lembradas no Natal.

O consumidor pretende gastar R$ 85 por pessoa, ou seja, R$ 255 no total dos três presentes planejados. Em comparação com o Natal do ano passado, quando o gasto médio total registrado foi de R$ 234, o aumento desse ano está estimado em 9%, um indício seguro da retomada do ritmo de vendas pelo varejo.
Para os empresários ouvidos pelo Datacenso especificamente quanto à expectativa do movimento de vendas de 2017, cerca da metade, ou 47% admitiram vendas iguais as do ano passado, 35% esperam vender mais, 15% menos e 4% não souberam responder.

Promoções especiais estão sendo planejadas por 50% dos empresários ouvidos (descontos para pagamento à vista, número maior de parcelas no cartão de crédito, sorteios, brindes e propaganda), além da confiança no clima festivo do final de ano que mantém a tradição dos presentes de Natal, o 13º salário e as férias familiares.
Um número expressivo de empresas (62%) não tem plano de contratar empregados temporários para a temporada festiva, ao passo que 38% devem tomar a iniciativa embora em quantidade menor que a do ano passado, sendo que apenas 10% dos contratados deverão ser efetivados.

Vendas para o Dia dos Pais deverão permanecer estáveis em Curitiba

Pesquisa ACP/ Datacenso realizada entre os dias 18 e 19 de julho em Curitiba, indicou que as vendas motivadas pelo Dia dos Pais em 2017 devem permanecer estáveis com relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de a maior parte (52%) dos 200 comerciantes consultados esperar o mesmo volume de vendas de 2016, parte significativa dos comerciantes ouvidos (32%) está otimista e aguarda crescimento real de 0,6%, corrigido pela inflação do período de 2,99%.

Apesar do cenário equilibrado, as perspectivas deste ano são consideradas positivas e revelam otimismo dos comerciantes. “Diferente da data em 2016 com relação a 2015, quando houve queda real de vendas de 6,7% na capital paranaense, espelho da crise em curso, conforme apontava a pesquisa ACP/Datacenso”, disse o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Gláucio Geara.

De acordo com a sondagem, o valor do presente a ser desembolsado pelo consumidor deverá ser de R$119,00 para adquirir, entre os itens mais citados, roupas (57%), perfumes (10%), calçados (8%), almoço/ jantar 6%), eletrônicos (6%), bolsas/ acessórios (4%), ferramentas (2%), joias/ relógios (2%), livros (2%) e outros (8%).

Entre o público consultado pessoalmente pelos consultores do Instituto Datacenso, 59% pertence ao gênero feminino e 41% masculino, universo compreendido na faixa entre 18 e 45 anos com renda entre 1874,01 e R$ 9.730.

Para agradar os pais, a forma de pagamento à vista com cartão (30%) permanece em primeiro lugar na preferência dos consumidores, seguido da forma parcelada com cartão de crédito (26%), à vista com cartão de crédito (21%), à vista em dinheiro (17%), à prazo com carnê (5%) e à prazo com cheque (1%).

Incentivo

Com o objetivo de aumentar a receita e motivar compradores, lojistas planejam promoções para pagamento à vista (42%), campanha nacional de rede (28%), sorteio e distribuição de brindes e prêmios (23%), kits promocionais (12%), promoção de produtos direcionados aos pais (5%), desconto para pagamento no cartão de crédito (5%), ainda não sabem (14%).

Fonte: Associação Comercial do Paraná

4 dicas para sua loja virtual se diferenciar no mercado

Por Luis Pelizon, diretor comercial da Rakuten Digital Commerce

O sucesso no e-commerce depende da combinação de uma série de ações que precisam ser colocadas em prática de forma coordenada. Para se diferenciar dos demais concorrentes, os empreendedores virtuais precisam garantir que a operação de suas lojas atenda a 4 requisitos principais: uma boa plataforma adequada a suas necessidades, uma estratégia coesa e direcionada, uma política comercial bem definida e muita atenção à logística. Abaixo, elenco algumas informações que podem ser úteis para guiar os lojistas em cada um destes elementos.

1) Plataforma

Para que uma loja alcance a capacidade de se destacar frente às demais, é essencial contar com uma plataforma robusta. Isto vai influenciar diretamente no desempenho do site e, consequentemente, na impressão causada nos clientes. O usuário não pode ficar esperando 5 minutos até as telas da loja virtual carregarem. É preciso que a experiência de navegação seja otimizada. A plataforma contratada precisa rodar de um jeito simples e ordenado. O intuito prioritário do sistema deve ser propiciar que o comprador encontre o que procura e consiga finalizar a compra com o menor número possível de cliques. O que irá determinar estes elementos são a arquitetura de software da plataforma aliada ao hardware.

Outra característica importante das plataformas é que elas sejam capazes de oferecer funcionalidades específicas para que cada empreendedor necessita. Por exemplo, se o portal comercializa eletroeletrônicos, precisará de um serviço de busca avançada otimizado, de espaços bem posicionados para descrição das funções técnicas e dos vídeos mostrando o funcionamento do produto. Um último ponto a ficar atento é se a plataforma está sendo bem sucedida em atender a todos os tipos de público e fazer com que seu site seja amigável aos dispositivos móveis.

2) Estratégia

Entender qual o posicionamento mais adequado para a loja virtual é primordial para qualquer negócio, ainda mais no e-commerce. O empreendedor tem que fazer para si mesmo a pergunta: qual o público quero atingir? Este tem que ser o marco para desenvolver um plano de negócios que abarque seus objetivos e vai balizar as medidas a serem tomadas. Outra orientação valiosa é entender quem são seus principais concorrentes em cada categoria de produto, pois só a partir deste estudo, será possível desenvolver a melhor política de elaboração de preço, que como qualquer empreendedor virtual sabe, é um fator de compra decisivo na internet. O lojista precisa ter bem definido em quais canais de venda ele pode atuar e a quantidade de orçamento disponível para divulgar produtos e comprar mídia na internet. Se o budget for racionado, vale utilizar as técnicas de SEO para melhorar o rankeamento nos motores de busca e trabalhar o comissionamento de forma colaborativa

3) Política comercial

O termo ‘markup’ designa o resultado da receita líquida, ou seja, é o que sobra no final. É fundamental ter muito nítido qual o ‘markup’ de cada produto. Assim é possível decidir com mais precisão e de uma maneira embasada quais os níveis de desconto e que tipos de parcelamentos o site pode oferecer para cada produto, qual a porcentagem de juros estipular e até mesmo se a operação daria conta de parcelar sem acréscimo no preço final.

4) Logística

Chegamos ao ‘Calcanhar de Aquiles’ de todos os lojistas. O custo do frete é realmente primitivo e o principal ponto de atrito entre lojista e consumidor. O Brasil ainda depende muito dos Correios, mas existem outras transportadoras se aprimorando para alcançar uma capacidade cada vez maior de entregar os produtos em qualquer lugar do país. As empresas de logística evoluíram muito tecnicamente, colocando em prática a otimização das rotas para conseguir atender o comprador dentro do prazo acertado. De olho nesta evolução das empresas, existem sistema e plataformas que ajudam na gestão do frete, otimizando essa parte importante de um e-commerce. É o caso do sistema Rakuten Logistics – conectado atualmente aos Correios – já está plugando outras transportadoras para aumentar ainda mais sua eficiência. Esta vertical de negócios é extremamente importante dentro da operação da companhia, pois permite apresentarmos aos parceiros uma tabela de frete diferenciada, graças à escala proporcionada pela enorme quantidade de lojas parceiras da Rakuten.

Parceira SAP participa do BR Week 2017

Em mais uma edição, a FH, empresa de tecnologia especializada em processos de negócios e software, participa do Brazilian Retail Week 2017 como patrocinadora do evento. Neste ano, a companhia – que possui a maior capacidade instalada do Brasil para projetos omnichannel – apresentará ao público as funcionalidades do SAP Hybris para o varejo. A plataforma tem, entre os diferenciais, capacidade de adaptação a todos os tipos e tamanhos de empresas, uma vez que as soluções são em cloud e podem ser contratadas conforme as necessidades dos clientes.

O SAP Hybris reúne em uma só solução de comércio eletrônico (B2B, B2C ou B2B2C) recursos como automação da força de vendas, atendimento a clientes, autoatendimento, marketing, mapeamento completo da jornada do cliente, entre outros.

De acordo com Sandro A. Stanczyk, Head de Technology da FH, com essa plataforma os clientes podem ter experiências personalizadas e mais impactantes, além da possibilidade de ampliar as vendas de bens, serviços e conteúdo digital em todos os pontos de contato, canais e dispositivos. Ele ainda acrescenta: “a grande tendência para o varejo é a humanização do B2B, que deve possibilitar uma experiência de compra igual ao B2C”.

FH se destaca entre em projetos SAP Hybris

Em 2016, alinhada com o que há de mais tecnológico no mundo SAP, a FH conquistou o prêmio de melhor parceira SAP do Brasil – nas categorias SAP S/4HANA, SAP Hybris e VAR GB. Neste ano, a companhia também recebeu o selo SAP Recognized Expertise em Hybris Commerce, que comprova a expertise da empresa na área de comércio eletrônico.

Entre os cases da FH com projetos SAP Hybris, destacam-se: DPaschoal, Marisa, Cia.Hering, Babyartikel, Amazon, Nestlé, Adveo, Weg, Cantu Pneus, Leroy Merlin, AB Brasil, Grupo Lagoa, Rôgga Empreendimentos, Embraco, entre outros.

BR Week 2017

A FH é a única parceira SAP que estará com um estande (10) durante o evento. “É mais uma oportunidade que temos para apresentar as potencialidades do SAP Hybris ao mercado, já que este é o principal evento de varejo do país”, destaca Stanczyk.

O Brazilian Retail Week 2017 será realizado entre os dias 26 e 29 de junho, em São Paulo, no Hotel Transamérica, das 8h30 às 18h. Para essa edição, o maior e mais completo evento de varejo do Brasil traz como tema “A hora da virada: o varejo na era da experiência”. Na oportunidade, mais de 3 mil congressistas poderão debater as principais inovações para tornar as operações varejistas mais produtivas, rentáveis e sólidas.

BR Week 2017

Data/horário: 26 a 29 de junho, das 8h30 às 18h

Local do evento: Hotel Transamérica – Avenida das Nações Unidas, 18.591 – São Paulo (SP)

Faça sua inscrição: www.brweek.com.br/inscricoes/ ou entre em contato com eventos@gpadrao.com.br | (11) 3125-2215

Vendas motivadas pelo Dia dos Namorados terão queda real de 2% em Curitiba

A sondagem ACP/Datacenso sobre a expectativa dos comerciantes de Curitiba quanto às vendas motivadas pelo Dia dos Namorados (12 de junho), indica a queda real de 2% no movimento das lojas quando é aplicada a correção da inflação de 4,08%, acumulada nos últimos 12 meses.

Duzentos proprietários, sócios, gerentes ou supervisores de micro (73%) e grandes empresas (1%) foram entrevistados entre os dias 18 e 19 desse mês, admitindo que as vendas serão iguais às do ano passado (64%), superiores (28%) e inferiores (8%).

A pesquisa, que tem a coordenação técnica do economista Cláudio Shimoyama, presidente do Instituto Datacenso, também mostrou que os comerciantes mais otimistas com as vendas (67%) devem preparar promoções especiais, ao passo que 33% dos entrevistados anteciparam decisão contrária, aguardando a opção espontânea dos clientes.

Descontos em compras à vista, sorteio de brindes e prêmios, campanhas publicitárias de rede e promoção de produtos específicos, são os principais argumentos pensados pela maioria dos comerciantes para alavancar a estratégia de vendas do Dia dos Namorados.

Como se verificou nas pesquisas anteriores relacionadas às melhores datas para o comércio, a opção de pagamento preferida pela maior parcela de consumidores curitibanos será o parcelamento com cartão de crédito, recuando os índices de pagadores com cartões de débito, à vista com dinheiro ou parcelamento com cartões de lojas.

5 Tendências para o Varejo em 2017

Leandro Krug, coordenador do MBA em Gestão do Varejo e Administração de Shopping Center da Universidade Positivo (UP)

O comércio varejista brasileiro terminou 2016 com o pior resultado da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em 2001 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com retração de 6% nas vendas do varejo, queda de 3.2% no Produto Interno Bruto (PIB), inflação de 6,8% e mais de 12 milhões de desempregados, o cenário econômico brasileiro negativo de 2016 intensificou o nível de exigência do consumidor, que passou a adotar novos comportamentos de consumo.

A Fecomercio SP (Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) projeta para 2017 um crescimento de 2% no varejo. A previsão de retomada do setor é lenta devido a uma perda projetada em R$ 10,5 bilhões, decorrente do grande número de feriados nacionais que emendam com finais de semana. Para o coordenador do MBA em Gestão do Varejo e Administração de Shopping Center da Universidade Positivo (UP), Leandro Krug Batista, este é o ano da “virada do varejo”. “O aumento do índice de confiança do consumidor, a inflação baixa e a queda no juros pode ser a combinação perfeita para uma reação imediata” – comenta Leandro. Para isso o setor precisa se adaptar rapidamente às mudanças e pensar em novas estratégias para atrair e engajar o público e lutar para manter as portas abertas em 2017. “O principal efeito da crise é no comportamento do consumidor, que fica mais seletivo. Por isso, é preciso ajudar o cliente a comprar o melhor e da melhor forma”, explica.

As principais tendências para o varejo mundial em 2017 foram apresentadas na NRF Retail’s Big Show 2017, maior evento mundial do varejo, realizado de 15 a 17 de janeiro, em Nova Iorque. Segundo Batista, algumas das tendências apresentadas na feira já estão sendo aplicadas no mercado nacional e devem se intensificar entre as redes que querem se destacar na cabeça e no coração do consumidor. São elas:

1. Omnichannel

Percebe-se que o varejo tradicional feito da loja física continua forte e continuará por muito tempo, mas presença online, pela combinação de smartphones e ferramentas sociais, faz cada vez mais parte do processo de consumo dos consumidores, desde o despertar do desejo de produtos e serviços até a busca de informações e a tomada de decisão de compra. Por isso, a integração de canais online e off-line é inevitável e a estratégia omnichannel já dá os primeiros sinais aplicados no Brasil. O grande desafio, segundo Batista, não é a tecnologia, que está cada vez mais acessível, mas a mentalidade estratégica das organizações brasileiras, que ainda oferece resistência interna às mudanças.

2. Experiência

A geração Y, também conhecida como millennials, é a geração da experiência. Os jovens nascidos entre 1980 e 2000 valorizam mais a experiência e felicidade do que a posse de produtos. No Brasil, cerca de 30% da população é composta por millennials, segundo o IBGE. Por isso, fica evidente que o varejo não pode mais entregar apenas produtos. As empresas que fizerem apenas isso serão facilmente descartadas. A loja deve estar preocupada com toda a experiência de compra do cliente e essa experiência deve ter uma forte conexão emocional.

3. Tribos em vez de Segmentos

As tribos não podem ser ignoradas no processo de consumo, muito pelo contrário: lojas que conseguem acolher tribos específicas, valorizando as emoções, falando a linguagem dela, seguindo seus valores, seus ritos, conseguem uma maior lealdade. Nesse caso, o consumo assume a forma de culto e os produtos tornam-se objetos de veneração. “Não é mais possível classificar clientes apenas pela idade, renda e gênero” – comenta Leandro

4. Tecnologia e big data

Wi-Fi, Bluetooth, QR Code, sensoriamento RFDI e câmeras usadas para captação de vídeo em aplicações de segurança, mapeamento de tráfego e reconhecimento facial são algumas das tecnologias que vieram para ficar. Será cada vez maior a utilização de painéis de gestão de clientes com muitos dados a respeito dos perfis de consumidores que entram na loja, quanto tempo ficam, o que olham e o que levam. Resta aos varejistas saber utilizar esses dados de forma inteligente e não invasiva.

5. Transparência e agilidade

As empresas estão sendo avaliadas o tempo todo – e em tempo real – na internet. Vídeos, fotos, e relatos são compartilhados e ganham um alcance nunca antes imaginado, capaz de destruir qualquer marca. Como contra fatos não há argumentos, o varejo terá que ser cada vez mais transparente. A agilidade nas respostas às reclamações e denúncias é capaz de desmentir boatos e esclarecer os fatos junto ao público antes que a informação se espalhe e fique fora de controle. É importante também se colocar no lugar do cliente e responder sempre com humildade. Arrogância não combina com lealdade.

Os primeiros sinais da virada de ciclo do mercado

Observa-se um início de inversão de tendência onde as quedas mais profundas já ocorreram no segundo semestre de 2015 e o primeiro trimestre de 2016. Embora a expectativa para o produto interno bruto (PIB) do segundo trimestre ainda seja negativo, há sinais de início de retomada para o segundo semestre. Basta ver os dados indicados pela pesquisa do IBGE sobre a retomada do varejo para a região Sudeste no mês de junho. São Paulo cresceu 1,7%; Minas Gerais, 1,4%; e Espírito Santo, 0,5%. Não será espetacular e nem de um dia para o outro, mas irá acontecer – e a região Sudeste, a principal do País, iniciará esse caminho.

O mais importante para o mercado como um todo, é que estamos no fim de um ciclo ruim, no entanto a velocidade para que esta retomada seja sentida no comércio varejista deve ainda ser lenta – reflexo de algumas incertezas com relação à aprovação dos ajustes fiscais no campo político/econômico, e que refletem diretamente na confiança para a retomada do investimento e, consequentemente, na geração de emprego. Os fundos de investimentos estrangeiros estão interessados no Brasil e aguardam apenas que a situação política fique mais estável para começar a dar os primeiros passos, ou a retomada dos mesmos.

Acredito que o último trimestre de 2016 apresentará recuperações mais consistentes no comércio, embora ainda pontuais. Vale ressaltar que setores que não são de primeira necessidade deverão ter um início de recuperação somente para 2017. Ainda este ano a previsão para o setor supermercadista é de apresentar uma ligeira recuperação, fruto da inflação de alimentos que ainda deve continuar em alta e, principalmente, pelo comportamento do consumidor que em cenários de retração econômica preservam os seus gastos com os itens de primeira necessidade.

Portanto a retomada ainda não ocorrerá de forma generalizada. Teremos dois extremos no mercado brasileiro nos próximos meses, um com os supermercadistas, com expectativas de ligeiro crescimento, um pouco mais acelerado e rápido que os demais; e no outro extremo os segmentos automobilístico, eletroeletrônicos, linha branca, material de construção, vestuário e calçados, que tem uma perspectiva de melhora e recuperação somente para 2017.

É preciso ânimo e estratégias eficazes para voltar a crescer. Aproveitar o otimismo do mercado consumidor requer experiência e sabedoria para retomar o desenvolvimento de uma empresa, independendo do segmento. Por isso, o empresário que ficar se lamentando pela crise, perderá a boa vontade da retomada. Que tal apostar no otimismo para os próximos meses?

Artigo de Luiz Melo, especialista em Gestão de Produtos & Supply-Chain e sócio-diretor da 360 Varejo

10 Tendências para o Varejo em 2016

As perspectivas para 2016 não são das melhores em quase todos os setores da economia. Inflação e taxa de desemprego em alta afetam diretamente o setor varejista. De acordo com a coordenadora do Laboratório de Varejo da Universidade Positivo (UP), Fabíola Paes, o setor precisa pensar em novas estratégias para poder atrair e engajar o público. “O principal efeito da crise é no comportamento do consumidor, que fica mais seletivo. Por isso, é preciso minimizar os efeitos da crise econômica e ajudar o cliente a comprar o melhor e da melhor forma”, explica.

As principais tendências para o varejo em 2016 foram apresentadas na Pós NRF, evento promovido pela Posigraf, na última semana, em Curitiba (PR). O encontro trouxe um resumo do que foi exposto na última NRF Retail’s Big Show 2016, maior evento mundial do varejo, realizado em Nova Iorque. Confira as principais tendências para este ano:

1. Globalização

Cada vez mais o varejo é internacional. Em 2013, 15 das 250 maiores varejistas do mundo estavam presentes no Brasil. Já em 2016, o número deve subir para 33. Ou seja, em dois anos, a presença de marcas internacionais no território nacional subiu – e esse é o maior sinal da globalização. Mesmo que o mercado de um país para outro seja diferente, as marcas precisam se adaptar à cultura local para aumentar a presença global.

2. Experiência

A geração Y, também conhecida como millennials, é a geração da experiência. Os jovens nascidos na década de 80 valorizam mais a experiência e felicidade do que a posse de “coisas”. Uma pesquisa da JC Penney mostra que 100% deles usam a internet para buscar informações antes da compra, mas que 75% consideram a loja física a principal experiência com a marca. Por isso, é necessário que o posicionamento esteja focado no estilo de vida e não mais nas categorias tradicionais.

3. Eficiência e Produtividade

A produtividade do brasileiro está bem abaixo da média mundial. Para se ter uma ideia, são necessários quatro trabalhadores para conseguir a mesma produtividade de um norte-americano. Os processos e estratégias do varejo não são das mais eficazes. “O que não se mede, não se gerencia” – a famosa frase de William Edwards Deming define bem o que é necessário fazer: planejar e medir a eficiência do quadro de trabalho no Brasil.

4. Internet das Coisas

Relógios, geladeiras, carros e óculos inteligentes. Acessórios até então simples, mas com o objetivo de se conectar a internet. A “Internet das Coisas” está cada vez mais presente no dia a dia e surge para complementar o mundo físico e integrar com o digital. Entretanto, para muitos casos, ainda é preciso inovar, para tornar o produto mais “usável”.

5. Zero Atrito

Cada vez mais simplificar o relacionamento e zerar o atrito existente entre marca e cliente é necessário para que o consumidor tenha a melhor experiência com a marca. Hoje em dia, a internet é a maior aliada pois, por meio do digital, é possível dar informações em tempo real para o público. Muitas vezes, o cliente espera o vendedor voltar com uma informação ou produto – e é justamente durante esse pequeno período em que ele analisa se a compra é realmente necessária. Esse é um dos maiores atritos, por isso, é preciso pensar em estratégias e até mesmo no uso da tecnologia para diminuir esse impacto.

6. Colaboração

Em um ano desafiador para todos os setores da economia brasileira, o varejo precisa do engajamento dos colaboradores e de todos os envolvidos no processo para somar forças e se manter forte.

7. Omnichannel

O mundo digital está cada vez mais presente no dia a dia, transformando e impactando a forma de se relacionar. Segundo pesquisa feita pelo Google, no Brasil, 86% das pessoas fazem pesquisas de compras pelo smartphone. Ou seja, o digital cria oportunidades, mas também traz grandes desafios para o varejo. O novo conceito omnichannel, advindo do multicanal, provoca o setor a pensar estratégias para gerar vantagem competitiva, alta performance e inovação nos negócios.

8. Repensar Loja Física

As lojas precisam se reinventar para se adaptar ao estilo de vida, principalmente dos millennials, que buscam experiências de compras – e não apenas um produto. É preciso alinhar o mundo físico com o digital para estimular o desejo do consumidor.

9. Big Data

Com tantas mudanças, é preciso, mais do que nunca, obter dados para gerar informação relevante para a empresa. Além disso, é essencial saber o propósito, para ser efetivo nas ações.

10. Propósito e Cultura

Para sobreviver, a empresa precisa ter uma razão de existir, para motivar e engajar o público, que está cada vez mais preocupado com alguma “causa”. É preciso pensar fora da caixa, mas com a cabeça do cliente.

Setor varejista do Paraná deverá emitir NFC-e a partir de janeiro

A partir de 1º de janeiro, entra na obrigatoriedade de emissão de Nota Fiscal do Consumidor eletrônica (NFC-e) no Paraná a categoria de comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios (hipermercados). Esta é a última categoria do varejo do estado a entrar na lista de obrigatoriedades. O Paraná conseguiu colocar em prática um cronograma ágil e, em apenas seis meses, todos os contribuintes do comércio varejista foram incluídos na emissão do documento fiscal eletrônico do varejo.

Para acelerar o processo de adaptação dos varejistas ao novo modelo fiscal eletrônico, a Associação Comercial do Paraná (ACP) colocou à disposição dos associados, desde julho, o software gratuito myrp varejo para emissão da NFC-e. O download do sistema pode ser feito diretamente no link http://www.acpr.com.br/varejo e também no site da Secretaria Estadual da Fazenda do Estado do Paraná, na opção NFC-e. A ferramenta garante a emissão de NFC-e com agilidade, de maneira segura e eficiente.

Compra Curitiba promove ambiente de negócios

Fecomércio PR, o Sebrae e a Faciap realizam dia 1º de outubro, o Compra Curitiba, uma oportunidade de promover negócios entre micro e pequenos empresários com o setor público. Será realizado no Sesc da Esquina, com abertura às 9h. A participação é gratuita.

Esta é a segunda edição do evento. No ano passado contou com a participação de 500 empresas, dessas 20% prospectaram negócios por meio de licitações com empresas do setor público.

Pela manhã, serão palestras no Teatro do Sesc da Esquina, sobre lucratividade e inovação, e tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas, conforme explica o coordenador regional de Ambiente de Negócios do Sebrae PR Regional Leste, Vinicius Milani. “Os editais de até R$80 devem ser abertos para esta modalidade, assim como as compras divisíveis em até 25% dos lotes”.

À tarde os participantes seguem para o ambiente de negócios, com estantes das empresas no hall do auditório do Sesc da Esquina. Entre elas: o Sistema Fecomércio Sesc Senac, o Sistema Fiep Sesi Senai, Sebrae, Correrios, Exército Brasileiro, Secretaria de Administração de Curitiba, e o Governo do Estado do Paraná por meio do setor de compras e a Pontifícia Universidade Católica (PUC).
Inscrições pelo 0800 570 0800.

Hackathon, varejo, turismo, e-commerce e ex-presidente do BC estão entre principais atrações do ParanáTIC 2015

Uma palestra com o economista Gustavo Loyola vai abrir o ParanáTIC 2O15, principal evento de Tecnologia da Informação do sul do Brasil, que acontece dias 12 e 13 de novembro na cidade paranaense de Foz do Iguaçu.

Loyola presidiu o Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso e foi responsável pela reestruturacão do sistema bancário brasileiro. O sócio-diretor da Tendências Consultoria vai falar sobre o atual cenário de crise no país e perspectivas para o empresariado no futuro.

Uma das novidades deste ano é a realização de Trilhas de Varejo e Turismo. Serão várias palestras e debates sobre integração de ferramentas tecnológicas para um melhor desempenho de empresas ligadas aos dois setores. Essa integração com verticais faz parte do Plano Estratégico do setor de TI do Paraná de aproximação e oferta de soluções para as mais variadas atividades econômicas.

Entre as palestras de destaque, João Ricardo Mendes, fundador do Hotel Urbano, vai falar sobre “Encontrar Conforto no Desconforto”. O Hotel Ubano é o maior site de vendas de diárias de hotéis e pacotes aéreos pela internet no Brasil. Dílton Felipini, especialista em comércio eletrônico, vai tratar de formas para superar a crise com vendas pela internet. Cláudio Navarro, do Instituto CESAR, participa de Painel de Inovação, Graziela Mota fala sobre o futuro varejo com auxílio de ferramentas de tecnologia. Ainda para falar sobre vendas, o ParanáTIC também vai contar com Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.

A aproximação com o mundo acadêmico vai ser garantida com uma maratona de programação e também com o Prêmio Talento Acadêmico, atividade científica e cultural promovida pela Assespro-Paraná. Em parceria com instituições de ensino superior conveniadas e/ou parceiras, tem como objetivo identificar, reconhecer e divulgar projetos científicos na área de tecnologia da informação que representem uma importante contribuição para a inovação tecnológica brasileira.

Neste ano, o ParanáTIC vai ganhar projeção internacional. A Assespro Nacional, Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, já confirmou a participação de representantes de 14 regionais da entidade para conhecer o trabalho do movimento paranaense de TIC, que conta com seis Arranjos Produtivos Locais. A participação internacional vai ser viabilizada pela ALETI, Federação Ibero-americana de Entidades de Tecnologías da Informação, que conta com 21 associações empresariais em 19 países.

Realizado em parceria da Assespro-Paraná com o Sebrae, o ParanáTIC reúne empresários, pesquisadores, professores, estudantes e profissionais da área de Tecnologia da Informação e Comunicações, com o objetivo de promover a integração de pessoas visando a criação de empresas, produtos e serviços inovadores. Tem como desafio articular iniciativa privada, poder público e academia para consolidar o Paraná como referência em inovação tecnológica no Brasil.

SERVIÇO: ParanáTIC 2015

Dias 12 e 13 de novembro
Hotel Mabu, Foz do Iguaçu, Paraná
Acompanhe as novidades sobre o evento em http://www.paranatic.com.br
Mais informações sobre o Paranátic: 41 33371014 ou mailto:executivo@assespropr.org.br

Hackathon desenvolve soluções inovadoras para varejo e serviços

Um aplicativo chamado Brick, que ajuda o consumidor a encontrar soluções para a suas necessidades dentro de lojas de autosserviço, foi a ideia vencedora do Hackathon Retail + Service, uma maratona de empreendedorismo promovida pelo Sebrae/PR, Universidade Positivo (UP) e ParkShopping Barigüi, que aconteceu na última semana, em Curitiba (PR). A solução promete resolver o problema de 2 em cada 3 compradores do autosserviço, que não encontram as informações que precisam e acabam saindo das lojas frustrados. “O Brick ajuda as pessoas em todas as etapas da compra, da identificação da necessidade à sugestão de produtos alternativos”, afirma Fabrício Toledo, desenvolvedor da equipe vencedora. Além dele, a equipe é composta por Matheus Moro, Kethleen Teixeira, João Felipe Oliveira Floriano de Souza e Rodrigo Sasi.

De 26 a 30 de agosto, foram 27 participantes, 20 horas de visitas técnicas, 12 horas de treinamento e capacitação e apenas 12 horas para o desenvolvimento de seis startups que resolvessem problemas sugeridos pelas empresas apoiadoras do evento: Slaviero Hotéis, Lafort, Inove, Condor, Confidence Cambio, Balaroti, C&A e Grupo Boticário. Para a consultora do Sebrae/PR e coordenadora regional, do Programa Startup PR, Marielle Rieping, “as visitas técnicas foram um grande ganho aos participantes, pois permitiram diagnosticar os gargalos existentes em alguns processos e serviram de insumo primordial para os insights, além do entendimento do mercado”.

O estudante de Administração de Empresas e participante do Hackathon Retail + Service, Reginaldo Pacheco, destacou o poder de relacionamento de eventos como esse: “vimos seis projetos maravilhosos que emergiram da rede. Tenho certeza que, com o potencial de cada um e com as conexões sendo criadas e ficando cada vez mais fortes, esse movimento de startups vai impactar o mundo, muito além do cenário econômico. Todo esse movimento é capaz de promover uma mudança na estrutura como a gente acaba se relacionando, gerando um impacto social muito grande”.

Além do troféu e das medalhas, a equipe vencedora ganhou uma bolsa de estudos na Pós-Graduação da UP, a incubação da startup no Laboratório de Varejo da UP e a vaga garantida no Epifania Sebrae, o programa de aceleração de startups do Sebrae/PR, em 2016. Para a coordenadora do Laboratório de Varejo da UP, Fabíola Paes, a escolha da startup vencedora foi muito difícil, pois todas as soluções desenvolvidas surpreenderam os mentores e os jurados na inovação, qualidade e escalabilidade apresentadas. “Espero que as seis equipes deem continuidade ao desenvolvimento dessas ideias, alavancando o empreendedorismo no varejo e serviços”, afirmou.

Bematech tem receita líquida histórica em 2014

A Bematech S.A. (BM&FBovespa: BEMA3) provedora de soluções completas de tecnologia para o varejo, food service e hospitality, divulga seus resultados financeiros referentes ao último trimestre de 2014 (4T14) e consolidado anual. No ano de 2014 – que marca a consolidação do posicionamento estratégico da companhia e sua atuação acertada e direcionada às verticais alvo, a empresa alcançou novo recorde de receita líquida – registrando R$ 425,6 milhões, valor 16,5% superior ao resultado consolidado de 2013. No 4T14, esse crescimento foi de 13,6%, alcançando R$ 114,8 milhões, contra R$ 101,1 milhões no 4T13.

Acentuando o crescimento estável e o sucesso da execução do planejamento desenhado para a companhia, o EBITDA no ano avançou para R$ 88,2 milhões, valor 18,3% acima do registrado em 2013, com margem de 20,7%. Quando comparamos os dois últimos trimestres de 2014 e 2013, a evolução do índice foi de 11,6%, atingindo 23,4 milhões no 4T14.

A rentabilidade da companhia seguiu em ascensão, atingindo R$ 179,8 milhões de lucro bruto, contra R$ 143,6 milhões em 2013 – evolução de 25,2%. No tri, o lucro bruto totalizou R$ 48,5 milhões, 21,9% superior ao mesmo período do ano passado. Quando olhamos para o lucro líquido, a evolução no consolidado do ano foi de 25,9%, registrando R$ 54 milhões em 2014 contra R$ 42,9 milhões em 2013. No 4T14, o lucro líquido foi de R$ 12,4 milhões, em linha com o mesmo período do ano passado.

Ao longo de 2014 os investimentos da companhia totalizaram R$ 17 milhões, correspondendo a 4% da receita líquida total, valor 6,9% superior ao registrado em 2013. Desse montante, 67% destinou-se ao desenvolvimento de novos produtos e 33% aos ativos para manutenção das operações.

Resultado por verticais

Varejo

O desempenho da vertical de varejo no 4T14 foi impactado positivamente pelos efeitos da sazonalidade, uma vez que os estabelecimentos buscam se preparar para o aumento das vendas impulsionado no período pelo Natal e Black Friday.

Com seu portfólio diferenciado – que combina equipamentos, sistemas de gestão, serviços de suporte e manutenção, meios de pagamento e soluções fiscais – a Bematech avançou fortemente tanto em novos projetos dentro dos clientes, quanto na conquista de novos estabelecimentos. É importante ressaltar ainda o aspecto da fidelização, uma vez que, com o portfólio completo e a ampla capacidade de atendimento e distribuição da Bematech, os clientes conseguem ter todo suporte em seu crescimento, o que os mantém ainda mais fiéis à marca.

Food Service

No 4T14, a vertical de food service impactou a receita da companhia de forma positiva. O lançamento no 3T14 da versão web do Bematech Chef, comercializada como SaaS (Software as a Service), em conjunto com os novos produtos colocados no mercado, como a comanda eletrônica e o GDI (Gestor de Indicadores), impulsionaram o resultado da vertical.

Com o portfólio mais robusto, foi possível perceber o avanço de vendas por parte das revendas, que passaram a levar soluções com mais funcionalidades aos seus clientes, ampliando as oportunidades de receita recorrente por meio de inovações que agregam valor às soluções. A expansão do número de revendas também contribuiu para os resultados do segmento, fortalecendo ainda mais a capilaridade da companhia. O treinamento desses canais é outro diferencial da Bematech, principalmente se considerarmos o processo de expansão e interiorização das novas redes. No trimestre também houve avanço no mercado corporativo de redes e franquias, tanto de redes nacionais, como internacionais.

Acompanhando o futuro do varejo, a Bematech está concluindo a integração do sistema de gestão da vertical com os aplicativos de delivery que estão ganhando espaço em bares, restaurantes e lanchonetes.

Hospitality

Como nas demais verticais, 2014 também foi positivo para hospitality. Em Hotéis, a Bematech registrou aumento do número de clientes, tanto pela expansão da base existente – que continua com a abertura de novas unidades, principalmente no interior – como pela conquista de novas redes, sendo algumas internacionais, que iniciaram em 2014 seus primeiros investimentos no Brasil. Além disso, diferentes fontes de receita têm surgido com o lançamento de novas funcionalidades e produtos – como as soluções de mobilidade – e a prestação de serviços e consultorias.

A receita do sistema de reservas manteve a evolução dos últimos trimestres, principalmente pelo aumento de reservas efetuadas pelos GDSs (Global Distribution Systems) e OTAs (Online Travel Agencies).

Já no setor de transportes, a receita foi impactada pelo aumento de venda de soluções e cross-selling nos clientes, como também pela continuidade da evolução das vendas de micro-seguros e serviços de IaaS (Internet as a Service). Outros destaques do 4T14 foram as vendas dos terminais de autoatendimento com sistema de gestão embarcado e as vendas de soluções fiscais, fazendo frente à resolução nº 4.282 de 17/02/14 da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT).

Ainda nesse mercado, cujo foco é automação do ponto de venda, ingressamos em um novo segmento de transportes terrestres, com destaque para a conquista de um novo cliente no mercado do Chile, bem como novas perspectivas que se abrem no cenário nacional.

Operações de Venda e Cobertura Comercial

O ano teve sua sazonalidade afetada pela Copa do Mundo. Diferentemente do tradicional – no qual o primeiro semestre é mais fraco para o varejo e o segundo semestre mais aquecimento dado a preparação para o final do ano – 2014 registrou um pico no primeiro trimestre, com evoluções mais amenas ao longo dos demais períodos.

Ainda assim, passado o período de Copa do Mundo e eleições presidenciais, as vendas no 4T14 se mantiveram estáveis. A diversificação e amplitude das revendas com as quais a Bematech trabalha fizeram uma importante diferença nesse trimestre, mantendo os impactos positivos sobre a receita total da companhia. Ainda no 4T14 houve destaque para o lançamento do Bemacash, solução de automação comercial baseada em mobilidade, software na nuvem e integrada com meios de pagamento com a parceira Rede, destinada aos pequenos varejistas.

Meios de Pagamento

As soluções de meios de pagamento mantiveram bom ritmo de vendas no 4T14. O lançamento do TEF mobile para tablets e smartphones, anunciado no 3T14 intensificou a presença da companhia nesse mercado. Com o desenvolvimento de novos canais de vendas participantes do programa Bematech Mais, a base instalada do BemaTEF tem aumentado significativamente e, atrelado ao portfólio completo de soluções, continua alavancando os negócios das revendas e da Bematech.

Soluções Fiscais

As mudanças sobre as futuras soluções fiscais se intensificaram ao longo de 2014. Atualmente, cinco Estados já iniciaram as mudanças para a NFC-e, são eles: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Por meio de sua Plataforma Fiscal, lançada no 2T14, a Bematech tornou-se capaz de atender, com uma única solução, a todos os modelos presentes no mercado – ECF, NFC-e e SAT. As diferentes exigências por Estado estimularam as vendas dessa solução principalmente no mercado corporativo de franquias e grandes redes, que precisaram se adequar aos modelos fiscais nos diversos Estados em que atuam.

Além disso, mais uma vez a capilaridade tem feito diferença, pois o número de revendas e sofware houses homologadas e treinadas a comercializar a solução tem aumentado significativamente tri a tri.