Com incentivo à inovação, Curitiba almeja ser o Vale do Silício brasileiro – Por Diogo Kastrup Richter


A inovação tecnológica é visualizada cada vez mais como um importante meio de crescimento econômico e de melhora dos índices de qualidade de vida, perseguida pelos setores público e privado.

Antes praticamente restritos aos geeks do Vale do Silício, termos como aceleradoras, incubadoras, investidores-anjo e venture capital são jargões cada vez mais corriqueiros no ambiente empresarial. Governos têm gradativamente destinado recursos para atrair ideias inovadoras para os seus domínios. Instituições de ensino, que são referência no conhecimento de ponta, têm buscado parcerias com esses agentes do ecossistema de inovação.

O poder de transformação da inovação e da tecnologia não tem passado despercebido em solo tupiniquim. De acordo com o ranking das Empresas Mais Inovadoras do Mundo, da Fast Company, o Brasil é sede de cinco das 350 empresas mais inovadoras do mundo e, recentemente, alcançou a façanha de conquistar sua primeira startup unicórnio (valor de mercado maior que US$ 1 bilhão).

Parques tecnológicos, fomentados por parcerias público-privadas, têm surgido em diversas cidades brasileiras – tal como o Sapiens Parque, em Florianópolis, e o Porto Digital, em Recife – todos disputando a alcunha do Vale do Silício brasileiro. A par desse cenário, a Prefeitura de Curitiba implantou, em 2017, a Política Municipal de Fomento ao Ecossistema de Inovação, à qual se deu o nome de Vale do Pinhão. É uma política de integralização de ações de universidades, investidores, grandes empresas e startups para a geração de negócios inovadores na capital paranaense, fazendo dela um polo de tecnologia nacional.

A Prefeitura anunciou, no fim de maio deste ano, o relançamento do Programa Curitiba Tecnoparque. Inativo desde 2013, o Programa concede diversos benefícios fiscais a companhias de setores considerados estratégicos, como empresas de telecomunicação, informática, pesquisa e desenvolvimento, design, ensaios de qualidade, instrumentos de precisão e automação industrial, biotecnologia, nanotecnologia, novos materiais, saúde, meio ambiente e outros setores produtivos de base tecnológica. Mediante a submissão de projeto de Pesquisa e Inovação à Agência Curitiba, gestora do Curitiba Tecnoparque, as empresas de tecnologia localizadas na capital paranaense podem contar com alíquota de 2% de ISS (ordinariamente de 5%), bem como, se instaladas no Setor Especial do Programa, com isenção de IPTU, de taxa pelo exercício do poder de polícia, de contribuição de melhoria e, ainda, de ITBI, para a instalação do estabelecimento comercial.

Com a significativa diminuição da carga tributária suportada pelo setor de tecnologia, a Prefeitura espera atrair negócios inovadores para a cidade, que já é casa de diversas startups de relevância nacional e internacional. Mas o trabalho não deve parar por aí: de acordo com o Índice das Cidades Empreendedoras, da Endeavor Brasil, o município ainda carrega o fardo de um ambiente regulatório complexo, o que torna manutenção de negócios na cidade um verdadeiro desafio burocrático – em terras onde o custo Brasil é conhecido por tornar o empreendedorismo uma atividade difícil, senão impraticável.

Com essas medidas, espera-se que a cidade Luz dos Pinhais se mantenha na trilha para se tornar um baluarte de inovação e tecnologia nacional – e uma chama de esperança à castigada economia brasileira. Afinal, ambientes de inovação saudáveis, lastreados em instituições eficientes, favorecem a difusão de conhecimento entre os diversos segmentos da sociedade, atingindo o interesse público em múltiplas facetas. Resultado: todos saem ganhando.

Diogo Kastrup Richter, advogado do departamento tributário do escritório Marins Bertoldi.

Incubadora da Fiep abre vagas para startups de impacto social

Curitiba acaba de ganhar um programa de aceleração voltado exclusivamente a startups de impacto social, em áreas como mobilidade, energia, educação, segurança, resíduos, logística e equipamentos públicos. A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) abriu, nesta quarta-feira (13/6), as inscrições para incubar em sua sede, na capital, cinco novas empresas que ofereçam produtos e soluções para cidades inteligentes.

“Este novo programa, denominado Startup Smart Cities, visa incentivar o empreendedorismo de alto impacto para criar soluções para cidades inteligentes e combina aceleração e conexão entre as empresas nascentes, as indústrias e todo o ecossistema de inovação da cidade”, explica Filipe Cassapo, gerente do Centro Internacional de Inovação da Fiep.

As inscrições para a incubação já estão abertas e a primeira banca de avaliação irá ocorrer no dia 29 de junho. A iniciativa é uma parceria da Fiep com o Sindicato das Indústrias Eletroeletrônicas (Sinaees) e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

“Quando a gente pensa em cidades, há muitos desafios que precisam ser superados e as startups podem ter um papel fundamental no desenvolvimento de soluções inovadoras. Do melhor manejo do lixo ao trânsito caótico das metrópoles, o que não falta é opção a ser explorada”, afirma Frederico Lacerda, diretor da Agência Curitiba, órgão ligado à Prefeitura e responsável pelo fomento do Vale do Pinhão, o movimento de todas as áreas do município e do ecossistema de inovação da capital para tornar Curitiba a cidade mais inteligente do país.

Lacerda, que representou a Prefeitura no lançamento do programa da Fiep, lembra também que as cidades inteligentes unem qualidade de vida e desenvolvimento econômico por meio da tecnologia aplicada nas operações do dia a dia. De acordo com o Ranking Connected Smart Cities 2017, que avalia as cidades mais inteligentes do país usando 70 indicadores, Curitiba é a 2ª colocada.

Segundo Cassapo, o ecossistema de inovação que se formou na cidade nos últimos anos certamente tem influência nesta posição de destaque. “Órgãos públicos e privados, academia e demais organizações encontram o cenário ideal para o desenvolvimento de projetos capazes de tornar a cidade cada vez mais inteligente”, completou o gerente do Centro Internacional de Inovação da Fiep.

Atualmente, a Fiep já oferece um programa de incubação, em sua sede, na capital, para 11 startups, que recebem ajuda para estruturar planos de negócio, desenvolver produtos e serviços e contatar empresários interessados em investir e contratar as soluções. São empresas como GoEpik, Metha, Prevention (Adam Robô) e Exy9br, que apostam em negócios relacionados à automação, inteligência artificial, realidade virtual e internet das coisas (IoT), que estão entre os pilares da chamada indústria 4.0.

De acordo com Cassapo, as cinco novas startups ficarão incubadas em uma nova área na sede da entidade, junto ao Instituto de Veículos Híbridos e Elétricos. “Como no caso, das 11 outras empresas que fazem parte do programa de incubação, esperamos que as novas startups criem uma sinergia com os projetos voltados a mobilidade desenvolvidos pelo instituto”, justifica o gerente da Fiep.

Cassapo observa ainda que os editais de seleção são abertos e contínuos, com opções para duas formas de incubação: residente – na qual a empresa fica nas dependências da incubadora – e não residente. O programa tem duração de um ano, período no qual são realizadas reuniões para monitoramento de desempenho por meio de indicadores e metas.

Para apoiar no seu desenvolvimento, as empresas recebem suporte de rede de mentores e consultores especializados do Sistema Fiep e parceiros.

Palestra e debate

Antes do lançamento oficial da Startups Smart Cities, Josep Maria Buades Juan, representante da Agência Catalã de Competitividade, fez a palestra O Estado da Arte das Cidades Inteligentes.

Em seguida, houve um debate sobre a importância do ecossistema de startups para as cidades inteligentes, que teve a participação de Frederico Lacerda; do presidente do Sinaees, Alvaro Dias Junior; do gerente da Regional Paraná da Abinee, Jorge Paulo de Aguiar; e do coordenador do Programa Inovativa MDIC, Rafael Wandrey.

Mais informações sobre inscrições para a incubação de startups na Fiep podem ser obtidas pelo site.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Vale do Pinhão promove mega evento de inovação

Foto: Levy Ferreira/SMCS

Foto: Levy Ferreira/SMCS

Primeiro evento organizado pelo ecossistema de inovação da capital, o Vale do Pinhão vai sediar, no fim de semana dos dias 3 e 4 de março, o Movimenta Curitiba. O encontro ocorrerá no espaço Usina5, no Prado Velho, e vai oferecer palestras e oportunidades de negócios na área de inovação para estudantes, empreendedores e pessoas em busca de novos desafios. O evento será gratuito e é uma extensão do Smart City Expo Curitiba 2018, que termina dia 1º de março. As inscrições devem ser feitas no site movimentacuritiba.com.br.

“A inovação é reconhecida como uma das principais formas para ampliar a competitividade da economia de uma cidade. Por isso, todo o ecossistema se uniu para promover um evento de oportunidades de negócios durante a semana de inovação de Curitiba, que começa com o Smart City Expo”, salienta Tiago Francisco da Silva, diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. Ele lembra que o Vale do Pinhão é o ecossistema de inovação da capital e região, que é fomentado pela Prefeitura de Curitiba e é formado por empreendedores, startups, poder público, empresas, universidades e terceiro setor.

Segundo Tiago, 100 palestras sobre inovação e 47 exposições serão realizadas durante o Movimenta Curitiba. Além disso, 120 startups estarão apresentando seus projetos. O evento será ainda um ponto de encontro e lazer para passar o fim de semana, com música, food trucks, intervenções de grafite e até corridas de drones. Intervenções culturais promovidas pela Fundação Cultural de Curitiba e a divulgação do Worktiba, primeiro coworking público do Brasil, também ocorrerão no festival.

A programação detalhada do Movimenta Curitiba será divulgada nos próximos dias pelo site do Vale do Pinhão www.valedopinhao.agenciacuritiba.com.br .

Pacto

O Movimenta Curitiba é uma das três ações estabelecidas pelo Pacto de Inovação Curitiba, lançado em dezembro do ano passado por 31 instituições públicas e privadas que integram o Vale do Pinhão.

Aprovado por empreendedores, startups, poder público, empresas, universidades e terceiro setor, durante encontro no Engenho da Inovação, o Pacto de Inovação prevê, além do Movimenta Curitiba, a criação de uma agenda colaborativa dos eventos do ecossistema para 2018 e a discussão e definição das linhas gerais de uma estratégia de inovação para a cidade.

Movimenta Curitiba

Data: 3 e 4 de março

Horário: das 10 às 21h (sábado) e das 10h às 19h (domingo)

Local: Usina5, Rua Constantino Bordignon, 5, Prado Velho.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Startups que cresceram no Vale do Pinhão estarão na Smart City Expo

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Imagine você chegando em uma clínica de olhos e, antes de entrar no consultório do oftalmologista, ser pré-avaliado por um robô que irá fazer um teste para auxiliar o médico a diagnosticar doenças como miopia, hipermetropia, presbiopia (vista cansada) e astigmatismo. Parece ficção científica? Pois saiba que esta tecnologia já existe e foi desenvolvida aqui em Curitiba dentro do Vale do Pinhão.

O Adam Robô, criado pela startup Prevention, ainda é inédito e será uma das estrelas do Smart City Expo Curitiba 2018, evento de cidades inteligentes que ocorrerá, de 28 de fevereiro a 1º de março deste ano, no Expo Renault Barigui.

Programa de incentivo à inovação criado pela Prefeitura no ano passado, o Vale do Pinhão tem aumentado a conexão entre os empreendedores da área de tecnologia e irá mostrar em seu espaço no Smart City Expo as ações integradas voltadas à inovação de startups, aceleradoras, investidores, empresas e instituições públicas e privadas de Curitiba.

“O Smart City Expo irá reunir cerca de cinco mil participantes, que poderão conhecer e vivenciar de perto todos os projetos que estão surgindo no Vale do Pinhão, o ecossistema de inovação da cidade”, salienta Frederico Augusto Munhoz da Rocha Lacerda, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, empresa de economia mista vinculada à Prefeitura e que é responsável pelo gerenciamento do programa.

Durante os dois dias do Smart City, quem visitar o estande do Vale do Pinhão poderá participar de uma programação de palestras de representantes de startups da capital e também conhecer as propostas de revitalização dos bairros Rebouças e Prado Velho, que fazem parte do projeto do Vale do Pinhão. Além disso, serão apresentadas iniciativas pioneiras da capital, como o Centro de Agricultura Urbana (também no Vale) e o Saúde Já Curitiba, aplicativo de pré-agendamento de consultas nos postos de saúde do município.

Avant-première

Com lançamento nacional programado para meados de março, o Adam Robô fará sua avant-première no Smart City Expo. “Acreditamos que a apresentação desta nova tecnologia no evento deverá impulsionar ainda mais o crescimento da Prevention e potencializar o surgimento de novos negócios”, prevê Juliano de Moraes Santos, 40 anos, criador da startup curitibana especializada em equipamentos de pré-teste de visão.

Ele lembra que a empresa surgiu no fim de 2016, mas ganhou impulso no começo de 2017 com o lançamento do Vale do Pinhão pela Prefeitura. “Participando do Vale do Pinhão, começamos a produção da primeira versão do Adam e conseguimos impulsionar o crescimento do negócio, pois nos conectamos com outros empresários de Curitiba e fizemos parcerias com fornecedores de hardware e software”, justifica.

Santos salienta ainda que, graças as conexões criadas no Vale do Pinhão, a startup começou suas atividades no Worktiba Barigui (coworking público e gratuito da Prefeitura) e hoje também está incubada dentro da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), onde desenvolveu o Adam Robô, uma evolução do primeiro equipamento, que surgiu para auxiliar os oftalmologistas no diagnóstico de doenças oculares.

“Esta nova geração é mais leve, tem melhor ergonomia e lentes e softwares mais modernos, além de contar com um aplicativo de operacionalização”, conta ele. Para 2019, está previsto o lançamento do Adam Autônomo, que eliminará a necessidade de uma pessoa para operar.

O Sistema Fiep, por meio do Instituto Senai de Inovação (ISI), apoia o Vale do Pinhão e aposta nesse incentivo para o crescimento do empreendedorismo na capital.

Sobre o Vale do Pinhão

Idealizado pelo prefeito Rafael Greca, o Vale do Pinhão é a denominação dada ao Ecossistema de Inovação de Curitiba. O ecossistema de inovação é composto por todos e quaisquer atores cujo objetivo é o desenvolvimento de inovação, como por exemplo, universidades, aceleradoras, incubadoras, fundos de investimento, centros de pesquisa e desenvolvimento, startups, movimentos culturais e criativos e a sociedade.

Além da Prefeitura de Curitiba, através da Agência Curitiba, outras instituições fomentam o ecossistema, como o Sebrae-PR, a FIEP, o sistema Fecomércio-PR, a PUCPR, a UTFPR, a UP e a UFPR.

Confira toda a programação de eventos e como se inscrever nos programas para startups no site www.valedopinhao.agenciacuritiba.com.br.

Sobre o Smart City Expo Curitiba 2018

É o evento de cidades inteligentes do Smart City Expo World Congress, chancelado pela Fira Barcelona, que ocorrerá na capital paranaense entre os dias 28 de fevereiro e 1º de março. É a primeira vez que o Smart City Expo ocorrerá em uma cidade brasileira. Foi trazido e está sendo organizado pela iCities, empresa pioneira no Brasil na temática de Cidades Inteligentes.
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Fonte: Prefeitura de Curitiba

Evento reúne startups de Curitiba no Engenho da Inovação

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O primeiro encontro coletivo do programa “Curitiba, cidade das Startups” lotou o espaço de eventos do Engenho da Inovação, nesta quinta-feira (7/12). Mais de 100 empresas estiveram presentes e acompanharam a apresentação sobre o programa para startups, o Vale do Pinhão e ao final fizeram uma rodada de negócios entre eles.

A primeira startup a chegar no encontro e com grande expansão nos últimos meses é a Dimmi Auto, uma plataforma que conecta motoristas com concessionárias, oficinas e mais de 400 mil fornecedores de acessórios, peças e serviços relacionados aos veículos.

A ideia surgiu no começo deste ano de uma análise de mercado feita por 3 amigos, hoje sócios da empresa, que juntaram mais de 30 anos de experiência de tecnologia da informação em serviços prestados para concessionárias de veículos em uma nova solução.

A solução 100% curitibana conecta de forma inteligente, intuitiva e georreferenciada os prestadores de serviços e fornecedores com os clientes, atendendo diretamente eles por meio de chat, aplicativo de mensagem ou contato telefônico. Outro diferencial é o custo para as empresas, a assinatura mensal da plataforma custa até cinco vezes menos que os produtos que apresentam soluções mais simplificadas para o setor.

O sócio criador da plataforma Dimmi Auto ressaltou a importância do programa “Curitiba, cidade das startups” e os contatos feitos na rodada de negócios: “É muito importante esse tipo de evento para o compartilhamento de ideias e contato entre os empreendedores. Nós estamos em fase de aceleração e devemos expandir em breve, contratando mais gente”, comenta Marcos Nahon Otoni.

Novas conexões

Sobre o Vale do Pinhão e as ações previstas no programa “Curitiba, cidade das startups” o diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Tiago Francisco da Silva, ressaltou as ações de fomento e conexões que estão sendo feitas para fortalecer os empreendedores e a inovação da cidade.

A Agência Curitiba deu o apoio e promoção a mais de 46 eventos de inovação e empreendedorismo até agora neste ano, a lei de inovação encaminhada à Câmara Municipal, o maior evento de cidades inteligentes do mundo que acontece pela primeira vez no Brasil e aqui em Curitiba em 2018, ações de internacionalização, os coworkings públicos, as ações de experimentação de novas tecnologias na cidade, entre outras ações. “Apresentamos e debatemos as ações de fomento a inovação e o empreendedorismo que estão acontecendo na cidade, o “Curitiba, cidade das startups” se conecta com as demais ações do Vale do Pinhão no fomento ao ecossistema de inovação da cidade”, disse Tiago.

O coworker do Worktiba Barigui Fernando Cruz, criador e desenvolvedor da plataforma meis.com.br, que divulga os trabalhos dos Microempreendedores Individuais MEIs, aproveitou o evento para trazer novas empresas para o seu sistema e fez boas conexões para desenvolver o negócio. “O evento foi ótimo para entender melhor o que vem por aí de projetos para a inovação e o empreendedorismo, além disso fiz contatos e ampliei a base de trabalho do meis.com.br”, comenta.

A participação no programa “Curitiba, cidade das startups” é gratuita e aberta a qualquer empresa ou empreendedor de Curitiba e do Brasil, para isso apenas é preciso se cadastrar no site: http://valedopinhao.agenciacuritiba.com.br/cadastre-sua-startup

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Curitiba recebe o Emerging Talks – Going Global for Brazilian Startups

O projeto do Vale do Pinhão foi lançado no início deste ano pela Prefeitura de Curitiba com o objetivo de transformar a capital paranaense na primeira cidade inovadora da América Latina até 2020. Ainda em 2015, Curitiba ficou em terceiro lugar no ranking das cidades brasileiras com maior potencial inovador, de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a revista Inovação.

Alinhada a este cenário, a capital paranaense recebe no próximo dia 09 de maio o Emerging Talks Curitiba, primeiro webinar promovido pelo Sistema Fiep, por meio de seu Centro Internacional de Inovação, e StartupBrics sobre inovação, startups e mercados emergentes. Com a participação de Samir Abdelkrim, fundador da StartupBrics, o evento será dedicado a sinergia entre os ecossistemas de inovação de Curitiba e da França. “O ecossistema de empreendedorismo inovador da cidade de Curitiba, apoiado e catalisado pelo Sistema Fiep, possui potencial muito concreto, para ser rapidamente reconhecido entre os blocos emergentes, como a África ou a China, bem como em países já consolidados em termos de inovação, como a França”, afirma Filipe Cassapo, gerente do Centro Internacional de Inovação do Sistema Fiep. “Neste sentido, o Emerging Talks Curitiba, será uma grande oportunidade para fortalecer a internacionalização das nossas empresas startups e levar a tecnologia e inovação do Paraná para o mundo”, completa.

Ao final das apresentações, StartupBrics e Sistema Fiep assinam um MoU (Memorandum of Understanding), para aproximar os ecossistemas de inovação das duas instituições. Segundo a diretora da StartupBRICS, Charlotte Burrier, Curitiba oferece uma situação geográfica interessante por aproximar os atores que podem fomentar a inovação, o que chamou sua atenção. “Fiquei em Curitiba por três ou quatro dias e conheci pessoas que de alguma forma já se conheciam, se relacionam em várias esferas”, afirma. “No Campus da Indústria, por exemplo, há um colégio, uma incubadora, um centro de pesquisa. Nesse mesmo espaço físico estão pessoas de setores diferentes, mas todos com o foco na inovação. Essa concentração geográfica contribui para estimular um ecossistema superimportante e que cresce rapidamente”, diz. O evento é gratuito e aberto ao público. As inscrições podem ser feitas pelo link: www.eventbrite.fr/e/billets-emerging-talks-curitiba-going-global-for-brazilian-startups-33890385054

Confira a programação do Emerging Talks Curitiba:

9: 00 Apresentação StartupBrics, por Samir Abdelkrim.

9: 30 Apresentação do Centro Internacional de Inovação do Sistema Fiep, por Filipe Cassapo.

10:00 Apresentação Becoworking, por Ruben Grave, sobre a Importância de criar comunidades inovadoras de impacto internacional.

10: 30 Apresentação da Endeavor – Programa Scaleup, por Marco Antonio Mazzonetto.

11:00 Apresentação da Bond’innov, French Tech Ticket (competição francesa de startups aberta a startups do mundo todo).

11:30 Apresentação do Innovation Week Challenge, por Bruno Rondani.

12: 00 Assinatura do MoU.

* As autoridades e participantes franceses estarão presentes por meio do webinar

Emerging Talk Curitiba – Going Global for Brazilian Startups

Dia 09 de maio, das 09 às 12:00, no Laboratório de Criatividade do Campus da Indústria (Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico)

Inscrições gratuitas no site: www.eventbrite.fr/e/billets-emerging-talks-curitiba-going-global-for-brazilian-startups-33890385054

Greca no Parque de Software de Curitiba: Vale do Pinhão nasceu aqui

O prefeito de Curitiba Rafael Greca afirmou que o Vale do Pinhão, projeto de incentivo à inovação de Curitiba, é fruto do Parque de Software, inaugurado por ele há mais de 20 anos. Acompanhe vídeo do Valor Agregado.

Vale do Pinhão: diretor da Agência Curitiba apresenta iniciativa a empresários do setor de TI

Tiago Francisco da Silva, diretor da Agência Curitiba, apresentou as iniciativas da Prefeitura para incentivar o desenvolvimento de um ecossistema de startups e criação de negócios inovadores na capital do Paraná. Dezenas de empresários do setor de Tecnologia da Informação acompanharam a apresentação em uma reunião na sede do Sebrae Paraná. Saiba mais sobre o Vale do Pinhão em uma entrevista em vídeo:

Vale do Pinhão: Curitiba precisa de muito mais do que um nome engraçadinho para ser referência em tecnologia

Prefeito Rafael Greca, durante eleições, já falava a empresários sobre o Vale do Pinhão

Nos últimos quatro anos, Curitiba viveu um “período de trevas” no incentivo ao setor de tecnologia. A prefeitura da cidade congelou programas importantes como o ISS Tecnológico e o Tecnoparque, cuidou mal da relação com o ICI, principal fornecedor de TI do município, abandonou o Parque de Software. A criação de uma secretaria para Tecnologia Informação não mostrou qualquer resultado positivo. A cidade pagou o preço: viu Florianópolis despontar como “capital tecnológica” e apresentou menos iniciativas inovadoras do que municípios do interior do Paraná.

Agora, em uma elogiável demonstração de boa vontade, o novo prefeito Rafael Greca anuncia a criação do “Vale do Pinhão” para incentivar a economia criativa, as startups e o setor de TI. Mas a novidade, que lembra o tom poético do criador precisa mostrar que pode ser mais que rima. Curitiba precisa, mesmo, é de uma grande solução. O problema é que esse Vale do Pinhão parece com iniciativas que já não funcionaram em um passado recente, a começar pelo nome: a gestão anterior apoiou a tal da Capivalley, que também tinha um nome engraçadinho, mas não vingou. Afastadas as capivaras inspiradoras das mídias sociais da gestão anterior, cria-se outra marca que se identifica com a população local, mas que pode acabar não convencendo o mercado lá fora. Afinal, aposta em tecnologia é para vender para o mundo. Essa é a força do Vale do Silício.

Além do novo nome, outra aposta de Greca é a ocupação de um espaço decadente no bairro Rebouças. A ideia é integrar o setor produtivo à academia, com universidades instaladas ao redor. Mas a área nunca atraiu a atenção do empresariado do setor. Já se apostou nessa região quando Beto Richa foi prefeito e o incentivo do Tecnoparque, por exemplo, acabou sendo estendido para toda a cidade, na gestão de Luciano Ducci, porque não havia espaço para todos nas áreas delimitadas e a demarcação interessava mais aos especuladores imobiliários do que aos empreendedores da TI local.

Se Curitiba quer ser grande em tecnologia, precisa ir além do “mais do mesmo” e de soluções batidas, que voltam com rótulo diferente. Acredito que o primeiro passo seja a criação de uma Governança de TI municipal, tomando, como exemplo, o que se criou, recentemente, em nível estadual para a convergência de ideias e estratégias. Mas o mais importante é ouvir a voz de quem cria as soluções inovadoras. A união do setor produtivo com poder público e academia é muito boa, ,mas o Facebook não foi criado pelo reitor de Harvard, a Microsoft não é obra de um governador e a Apple não surgiu de algum devaneio do prefeito de Cupertino. Empreendedorismo é coisa de empreendedores.