eSocial: a menos de um mês do fim do prazo, empresas ainda encontram dificuldade para se adaptar

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Quando o governo federal anunciou, em 2014, que mudaria a forma da prestação de contas de informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias, algumas empresas celebraram. Outras ficaram confusas sobre a novidade que demandaria que vários processos não só fossem automatizados, mas também passassem a ser realizados conforme a legislação vigente. Com o eSocial não haveria mais desculpas: erros e envio de dados fora do prazo estabelecido seriam passíveis de multa, com a facilidade de autuação dos órgãos fiscalizadores.

Após algumas postergações, a implantação final do eSocial foi marcada para o início de 2018, contemplando cinco fases para as empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões. Segundo o diretor executivo da TOTVS Curitiba, Márcio Viana, até essas instituições enfrentaram dificuldades na implantação por deixarem para a “última hora”. “Não estamos falando de empresas pequenas e sim de grandes companhias, com áreas de TI estruturadas. Parece que havia esperança de que a data fosse adiada novamente. Como não aconteceu, elas tiveram que trabalhar com um calendário apertado para ajustar informações, como solicitar que colaboradores estivessem com seus CPFs regularizados”, comenta Viana.

Em julho de 2017, o governo federal abriu o ambiente do eSocial para testes, permitindo que as companhias verificassem como era o envio de informações, como o cadastro de empregadores e tabelas. Poucas empresas participaram. “Isso não é uma percepção que temos baseada somente no universo de nossos clientes. Em diversos eventos realizados pela TOTVS pelo País, quando ajudamos a tirar dúvidas de como funciona a adaptação ao eSocial, verificamos que poucas se prepararam e aproveitaram a oportunidade”, adiciona Viana.

Agora, com o prazo de adaptação para empresas com faturamento de até R$ 78 milhões chegando no final (inclusive, MEIs que possuem funcionários também terão que enviar dados pelo programa a partir de 1º de julho), Viana comenta que está percebendo uma movimentação maior – mas, novamente, muitas empresas ainda não estão preparadas. O diretor executivo da TOTVS Curitiba destaca que, mais do que se adaptar a uma nova ferramenta para o envio das informações, será necessária uma adaptação de processos para estar em compliance com as regras. Ele exemplifica: “Horas extras não podem ser pagas após 30 dias. Salários não podem ser pagos após o 5º dia útil. Isso está previsto em legislação, mas muitas empresas criavam processos para suas realidades. Agora, será necessário se ajustar”.

O Grupo JCR, holding que atua com logística, infraestrutura e real state, foi contra a corrente e apostou em implantar as mudanças do eSocial com antecedência: desde janeiro, o sistema TOTVS da empresa já está preparado e com as informações completas para o primeiro envio. Segundo o sócio da IT5, Itacir Cândido, que faz o processamento da folha de pagamento da JCR, a antecipação foi importante para tornar o processo seguro. “Não tivemos nenhuma dificuldade cadastral, o que nos deixa confiantes”, adiciona.

Mais automatização, mais tempo para estratégia

Com a aproximação da área de Tecnologia à de Recursos Humanos deve ser observada uma melhor eficiência em processos, como fechamento de ponto, folha de pagamento e admissão. “Muitas empresas ainda possuíam processos manuais, que exigiam muito tempo operacional dos analistas de recursos humanos. Agora, eles terão mais oportunidade para focar em assuntos estratégicos, como gestão de talentos e clima organizacional, atividades prioritárias para produtividade, retenção de pessoas e melhores resultados financeiros”, reforça Viana.

Sobre o questionamento de algumas empresas sobre as mudanças relacionadas ao eSocial, ele informa que haverá um melhor equilíbrio entre as instituições. “Agora, todas terão que fazer da forma ‘correta’, evitando que empresas que dão um ‘jeitinho’ sejam beneficiadas pela falta de fiscalização”, analisa. Ele finaliza: “São 1.800 campos em 45 layouts. As empresas que devem se enquadrar agora também passarão por cinco fases e a primeira deve ser implantada em menos de um mês. Mesmo com o prazo apertado, elas ainda podem conseguir entregar todas as informações na data estipulada e com qualidade, sendo que as companhias de tecnologia são grandes aliadas nesse processo”.

O futuro dos softwares – Por Márcio Viana

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Cada vez mais empresas fornecedoras de tecnologia têm procurado e ampliado a oferta de soluções SaaS (software as a service, ou software como serviço, em português). O fornecimento de serviço por meio de assinatura é a principal característica desse tipo de contratação, que apresenta vantagens como redução de custos e praticidade. Nesse cenário, profissionais liberais e pequenos e médios empresários se beneficiam pelo fato de começar suas atividades utilizando soluções tecnológicas de ponta sem comprometer o orçamento.

No mercado, grande parte dos SaaS são oferecidos na nuvem e, segundo pesquisa da Synergy Research Group, a estimativa é que contratação desses serviços dobre nos próximos três anos. Por rodarem na web, esses aplicativos são mais leves, além de também já oferecerem backup automático dos dados, que é gerenciado por servidores mais robustos e seguros. Mas a modalidade traz um ganho que nem sempre o usuário percebe: constante atualização.

Pelo fato do serviço ser contratado por meio de mensalidades, o usuário pode buscar, a qualquer momento, outra ferramenta que o atenda de maneira mais completa. Dessa forma, as empresas de tecnologia são incentivadas a melhorarem o serviço e buscarem novas soluções, uma vez que o usuário não fica mais “amarrado” ao investimento realizado para adquirir o software. E mais, as desenvolvedoras podem promover melhorias constantemente, não sendo mais necessário esperar um novo pacote para incentivar a compra de uma versão mais recente do software.

Grandes empresas de tecnologia veem as contratações desse modelo de serviço subir de maneira exponencial, pelo fato dos custos iniciais de implantação serem mais baixos comparados a de outros softwares. O ativo, aqui, é nada atrativo: com a evolução tecnológica, os softwares têm apresentando funções cada vez mais inovadoras, e a atualização constante pode ajudar nos negócios. Além disso, a contratação por mensalidade é atrativa, porque dilui os custos e permite que a aquisição de novas licenças acompanhe a evolução da empresa, que pode ampliar ou reduzir o número de colaboradores, deixando de investir em algo que poderá não ser utilizado.

E a gama de opções de SaaS são grandes: agroindústria, educação, jurídico, saúde, varejo, manufatura, financeiro e comércio são apenas alguns exemplos de áreas que podem aproveitar a oportunidade de utilizar soluções personalizadas para seus negócios. Para aproveitar ao máximo os benefícios desse conceito, é importante que as companhias revejam seus processos, evitando customizações Isso porque, quando é necessário que o software seja adequado às necessidades individuais, além de ter um custo adicional, o cliente poderá ter que fazer novas alterações após as mudanças de versão das plataformas utilizadas.

Soluções baseadas em benchmarking dispõem as melhores práticas dos processos realizados pelo mercado e facilitam a implantação nos negócios. Por serem padrão, as atualizações são mais práticas e o cliente tem a melhor experiência de uso. Usar – e não possuir – é a tendência do mercado. E muito mais vantajosa para todos os envolvidos.

Márcio Viana é diretor executivo da TOTVS Curitiba

Impactos e desafios do e-Social serão discutidos em Curitiba

As mudanças geradas pelo programa e-Social, ferramenta implantada pelo Governo Federal que concentra todas as informações dos trabalhadores (tributárias, previdenciárias e trabalhistas) de forma eletrônica, ainda despertam dúvidas e colocam no caminho dos empresários muitos desafios. Para auxiliar os profissionais de RH e de TI, a TOTVS Curitiba promove na próxima quinta-feira (22 de março) mais um evento sobre o assunto.

O encontro será no Hotel Bourbon, a partir das 8h30, e contará com a presença do gestor de estratégias de soluções de RH da TOTVS, Emerson Rosa. O e-Social vem para reforçar ainda mais a parceria que deve existir entre os setores de Tecnologia da Informação e Recursos Humanos nas empresas. Emerson irá falar sobre os principais desafios e maneiras de realizar os controles necessários para atender ao e-Social, e como fazer isso sem gerar grandes impactos e problemas na empresa.

Aberto ao público, o evento possui vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site marketing.totvscuritiba.com.br/e-social.

Desmistificando o e-Social

Data: 22 de março (quinta-feira

Horário: das 8h30 às 12h

Local: Hotel Bourbon (Rua Cândido Lopes, 102 – Centro – Curitiba)

Inscrições e mais informações: marketing.totvscuritiba.com.br/e-social.

TOTVS adquire a paranaense Virtual Age e reforça estratégia de segmentação

Reforçando cada vez mais sua especialização e atuação em segmentos econômicos, a TOTVS, líder no desenvolvimento de softwares de gestão empresarial, anunciou ontem a compra de 100% do capital social da Virtual Age, empresa especializada no desenvolvimento de softwares na nuvem para toda a cadeia de Moda Têxtil e Vestuário. Sediada na cidade de Cianorte, no Paraná, a Virtual Age está há 27 anos no mercado, ofertando tecnologia para o segmento com soluções especializadas que vão desde a fiação até o varejo, passando por tecelagem, beneficiamento, confecção, atacado e comercialização.

Suas soluções controlam mais de um bilhão de peças de roupa, por ano, em todo o Brasil. A empresa atende uma sólida carteira de mais de 500 clientes, dentre os quais se destacam os maiores fabricantes de camisas, calças sociais, jeans e ternos do Brasil, como a Água de Coco, Osmoze, Sawary, Nicoboco, Oppnus, Cobra D’água e Patrícia Bonaldi, além de atender a rede de lojas da maior camisaria da América Latina. A Virtual Age comercializa suas soluções no modelo SaaS (“Software as a Service”), com uma recorrência de 81% de sua receita. Seu faturamento líquido esperado para 2014 é de R$ 29 milhões.

“Com esse movimento, a TOTVS reforça sua estratégia de especialização e entra em definitivo no setor de Moda Têxtil e Vestuário, combinando suas forças de distribuição com os produtos especializados e o conhecimento de negócios da Virtual Age”, destaca Gilsinei Hansen, vice-presidente de Segmentos e Sistemas da TOTVS.

A empresa adquirida pela TOTVS foi pioneira em ofertar softwares web para o mercado de moda e uma das primeiras a ter um ERP especialista integrado ao sistema de RFID (Radio Frequency Identification). Além disso, a Virtual Age tem uma vasta experiência em lojas de departamento com gestão de crediário e cartão próprio, atendendo diversas redes por todo o Brasil.

Alexandre Mafra, vice-presidente executivo Financeiro da TOTVS, explica a importância de investir em projetos que reforcem e complementem as soluções ofertadas pela companhia. “Demos mais um passo para fortalecer nossa vocação com a estratégia de segmentação e a oferta de produtos cada vez mais essenciais e ágeis aos nossos clientes, independentemente do setor em que atuam”, conclui.

Laércio Cosentino, da TOTVS: “é preciso inovar para se tornar referência duradoura”

O CEO da TOTVS Lárcio Cosentino esteve em Curitiba para participar do primeiro “Estrela da Manhã” de 2014, evento promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil Seção Paraná (ADVB-PR). Ele falou sobre inovação. Destacou a importância de qualquer empresa estar sempre “um passo a frente” para atender as necessidades do mercado e de clientes.

Nos vídeos abaixo, você acompanha reportagem do programa de tv Valor Agregado sobre o evento e uma entrevista com Lárcio Cosentino.