Com incentivo à inovação, Curitiba almeja ser o Vale do Silício brasileiro – Por Diogo Kastrup Richter


A inovação tecnológica é visualizada cada vez mais como um importante meio de crescimento econômico e de melhora dos índices de qualidade de vida, perseguida pelos setores público e privado.

Antes praticamente restritos aos geeks do Vale do Silício, termos como aceleradoras, incubadoras, investidores-anjo e venture capital são jargões cada vez mais corriqueiros no ambiente empresarial. Governos têm gradativamente destinado recursos para atrair ideias inovadoras para os seus domínios. Instituições de ensino, que são referência no conhecimento de ponta, têm buscado parcerias com esses agentes do ecossistema de inovação.

O poder de transformação da inovação e da tecnologia não tem passado despercebido em solo tupiniquim. De acordo com o ranking das Empresas Mais Inovadoras do Mundo, da Fast Company, o Brasil é sede de cinco das 350 empresas mais inovadoras do mundo e, recentemente, alcançou a façanha de conquistar sua primeira startup unicórnio (valor de mercado maior que US$ 1 bilhão).

Parques tecnológicos, fomentados por parcerias público-privadas, têm surgido em diversas cidades brasileiras – tal como o Sapiens Parque, em Florianópolis, e o Porto Digital, em Recife – todos disputando a alcunha do Vale do Silício brasileiro. A par desse cenário, a Prefeitura de Curitiba implantou, em 2017, a Política Municipal de Fomento ao Ecossistema de Inovação, à qual se deu o nome de Vale do Pinhão. É uma política de integralização de ações de universidades, investidores, grandes empresas e startups para a geração de negócios inovadores na capital paranaense, fazendo dela um polo de tecnologia nacional.

A Prefeitura anunciou, no fim de maio deste ano, o relançamento do Programa Curitiba Tecnoparque. Inativo desde 2013, o Programa concede diversos benefícios fiscais a companhias de setores considerados estratégicos, como empresas de telecomunicação, informática, pesquisa e desenvolvimento, design, ensaios de qualidade, instrumentos de precisão e automação industrial, biotecnologia, nanotecnologia, novos materiais, saúde, meio ambiente e outros setores produtivos de base tecnológica. Mediante a submissão de projeto de Pesquisa e Inovação à Agência Curitiba, gestora do Curitiba Tecnoparque, as empresas de tecnologia localizadas na capital paranaense podem contar com alíquota de 2% de ISS (ordinariamente de 5%), bem como, se instaladas no Setor Especial do Programa, com isenção de IPTU, de taxa pelo exercício do poder de polícia, de contribuição de melhoria e, ainda, de ITBI, para a instalação do estabelecimento comercial.

Com a significativa diminuição da carga tributária suportada pelo setor de tecnologia, a Prefeitura espera atrair negócios inovadores para a cidade, que já é casa de diversas startups de relevância nacional e internacional. Mas o trabalho não deve parar por aí: de acordo com o Índice das Cidades Empreendedoras, da Endeavor Brasil, o município ainda carrega o fardo de um ambiente regulatório complexo, o que torna manutenção de negócios na cidade um verdadeiro desafio burocrático – em terras onde o custo Brasil é conhecido por tornar o empreendedorismo uma atividade difícil, senão impraticável.

Com essas medidas, espera-se que a cidade Luz dos Pinhais se mantenha na trilha para se tornar um baluarte de inovação e tecnologia nacional – e uma chama de esperança à castigada economia brasileira. Afinal, ambientes de inovação saudáveis, lastreados em instituições eficientes, favorecem a difusão de conhecimento entre os diversos segmentos da sociedade, atingindo o interesse público em múltiplas facetas. Resultado: todos saem ganhando.

Diogo Kastrup Richter, advogado do departamento tributário do escritório Marins Bertoldi.

Glovo inicia operações em Curitiba

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A Glovo, startup espanhola de entregas rápidas, inicia as operações em Curitiba (PR) e, com isso, chega a 7 cidades em pouco mais de 2 meses no Brasil. A capital paranaense integra um agressivo plano de rápida expansão pelo território nacional, onde a empresa já está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Niterói e Campinas, além da forte atuação na América Latina, com serviços em países como Argentina, Chile e Peru.

A partir de uma joint venture com a Cabify na América Latina, plataforma inteligente de mobilidade urbana, a proposta da Glovo é apresentar o modelo de “Multi delivery on-demand”, já consagrado em países como Espanha e Itália, e permitirá entregas em bairros na região central de Curitiba, como Água Verde, Batel, Bigorrilho, Bom Retiro, Cristo Rei, Juvevê, Mercês, entre outros. O plano da startup é chegar a 12 cidades brasileiras até junho deste ano.

O conceito da startup se baseia em realizar entregas rápidas com preços mais competitivos. No país, a startup realiza entregas com taxa fixa de R$ 6,90 nos primeiros 3 meses de operação e de R$ 16,90 para courier, serviço de correio expresso para entrega de documentos e objetos. Os “glovers” (apelido dos entregadores) poderão se cadastrar na plataforma para realizar entregas de motocicleta, podendo ser remunerados de acordo com o número de pedidos atendidos, tempo e distância percorrida.

Inspirado pelos modelos de negócios como o do Airbnb, o jovem empresário e engenheiro aeroespacial Óscar Pierre fundou a Glovo em fevereiro de 2015, a partir da ideia de que é possível otimizar o tempo de maneira consistente com o uso de um serviço que entrega qualquer coisa de forma muito mais rápida. Por isso, o app permite comprar, receber ou mesmo enviar qualquer item em poucos minutos dentro de uma mesma cidade.

Atualmente são mais de 3,5 mil estabelecimentos associados à marca – como o McDonald’s que, na Itália e Espanha têm o app como parceiro exclusivo de entregas, além de 4 mil “glovers” espalhados por mais de 25 cidades ao redor do mundo. “Permitimos que, a qualquer momento, todo tipo de estabelecimento comercial se conecte aos perfis dos usuários da Glovo, otimizando o tempo e transformando a forma como os clientes adquirem novos produtos e os recebem em suas casas”, explica Pierre, CEO global e fundador.

O Country Manager da Glovo no Brasil é Bruno Raposo, ex-Peixe Urbano e ImóvelWeb, que abraça a aposta da empresa espanhola em território nacional. “O mercado de delivery no Brasil tem crescido acima de 10% nos últimos anos e muitos empresários estão atentos a esta demanda. Assim, acreditamos que o país tem grande potencial para se tornar um dos nossos maiores mercados nos próximos anos”, analisa o executivo, destacando que a joint-venture com a Cabify prevê que a Glovo assuma a operação do Cabify Express, serviço de entregas rápidas.

Dividido em sete categorias de serviços, o aplicativo atende parceiros como farmácias, supermercados, lanchonetes e restaurantes, além de outros de diversas naturezas. “O ponto é que não ficamos restritos à entrega de comida, este é um dos principais diferenciais da Glovo”, ressalta Raposo. O aplicativo traz a função “o que quiser”, através da qual o usuário pode solicitar qualquer produto com assistência de um tipo de “concierge” pessoal. Ao escolher por esta funcionalidade, a startup assume a mediação do contato entre o comprador e fornecedor, de forma a levantar as especificações exatas dos itens requisitados e monitorar todo o serviço, da aquisição à entrega das encomendas ao cliente.

O modelo de negócio da Glovo ainda contempla uma grande rede de suporte aos clientes, composta por call centers terceirizados e equipe de atendimento dedicada. Os “glovers”, por sua vez, também passam por palestras informativas oferecidas pela startup, para que as entregas sejam realizadas com o máximo de cuidado, agilidade e eficiência.

Startup curitibana recebe US$ 16 milhões de aporte

A Pipefy, plataforma de gerenciamento de processos eficientes, anunciou hoje o levantamento de US$16 mi em sua rodada de investimentos Série A, encabeçada pela OpenView Partners, firma de venture capital focada em empresas em fase de expansão, e a Trinity Ventures. A Redpoint Ventures e a Valor Capital, que já haviam investido na startup, também participaram da rodada. Outros investidores da companhia são a 500 Startups, o Founders Fund (do fundador do Paypal, Peter Thiel) e os fundadores da Zendesk, Morten Primdahl e Alexander Aghassipour. Os fundos levantados serão utilizados para escalar as operações da empresa à medida que a Pipefy expande suas equipes tanto em São Francisco como no Brasil.

“Nós estamos construindo um novo segmento de mercado”, disse Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy. “Nossa visão é permitir que cada gestor dentro de uma organização crie seus próprios fluxos de trabalho customizados, sem a necessidade de possuir conhecimento técnico em programação. Ao possibilitar o gerenciamento ágil de processos, nossos clientes podem reagir a um ambiente de mudanças constantes e rápidas, garantindo uma execução de alta qualidade.”

A plataforma em nuvem da Pipefy está presente em 8.000 empresas, que vão de pequenos negócios como a Dandelion Chocolates, baseada em São Francisco, a grandes empresas como Accenture, IBM Santander e Wipro, passando por startups que ja receberam investimentos, como a Olist e a Nibo. O Pipefy foi projetado para facilitar o processo lento, caro e muitas vezes incômodo enfrentado por muitos gestores. Com o Pipefy, novos processos operacionais para departamentos como serviço ao consumidor, RH, financeiro, marketing e vendas podem ser postos em prática dentro de horas ou dias, sem entraves de TI.

“A paixão e a visão de produto do CEO e fundador são cativantes,” disse Dan Demmer, Sócio-Gerente da OpenView, que acaba de se juntar ao Conselho de Administração da Pipefy. “Estamos animados para trabalhar com o Alessio e o resto da crescente equipe Pipefy para continuar o trabalho em cima do sucesso obtido até agora com a transição para um modelo de gerenciamento de processos que não envolve programação.”

A Pipefy se dedica a atender ao mercado global de gestão de processos de negócios, que vale mais de US$7 bi e deve chegar a 2024 valendo mais de US$ 23 bi, de acordo com a Grand View Research. Ao se aproximar do consumidor no mercado de operações internas comuns a todos os negócios do mundo, a Pipefy cresceu muito rapidamente e agora já atende clientes em mais de 146 países. Uma vez implementado em uma empresa, o software é rapidamente adotado a uma taxa de crescimento de 10% ao mês.

“É difícil criar uma experiência de produto global nesse mercado, devido à complexidade significativa das operações internas de empresas. A Pipefy conseguiu criar um belo produto, que prioriza o usuário final e vai direto ao ponto dos problemas de negócios que eles estão resolvendo,” disse Dan Scholnick, Sócio-Geral da Trinity Ventures. “Milhares de clientes em todo o mundo validaram a plataforma por meio do tempo e dinheiro que dedicam diariamente ao Pipefy.”

Durante anos, gerentes de empresas e departamentos de TI vêm lutando para priorizar recursos de TI valiosos. A área de negócio das empresas tentava usar tecnologia para ser mais eficiente, mas dependia sempre do auxílio do departamento de TI para implementar e manter essas mudanças.

“O Pipefy revolucionou a forma como vemos e construímos nossos processos nas operações da Accenture”, disse Fabiano Guastela, gerente de transformação digital da empresa líder em serviços profissionais de outsourcing. “Sua flexibilidade e facilidade de uso nos permitiram melhorar nossa produtividade e qualidade de entrega”.

O Pipefy elimina uma batalha de longa data entre os gerentes de operações e os setores de TI, colocando o poder de gerenciar processos de negócios complexos, em que a velocidade da entrega de valor é fundamental, de volta nas mãos dos especialistas. Sua plataforma permite o gerenciamento ágil de processos, permitindo que os negócios controlem os próprios fluxos de trabalho.

Bzplan anuncia investimento na startup paranaense Eadbox

A Eadbox, desenvolvedora de software que permite a criação e distribuição de cursos online, é a terceira empresa a receber aporte da Bzplan neste ano. O investimento é o primeiro da gestora de fundos fora de Santa Catarina – a startup paranaense receberá R$ 4 milhões para aprimorar principalmente a área de Produto e Tecnologia. O objetivo é aumentar o engajamento dos alunos, melhorar a qualidade dos cursos e ampliar as vendas dos autores.

Com 85 funcionários, a Eadbox cresceu 130% no último ano. Seu sistema possibilita que as pessoas transformem, em menos de cinco minutos, seu conhecimento em um curso online. Após a construção do material, o autor pode distribuí-lo para a maior audiência possível, uma vez que a plataforma o ajudará a encontrar os alunos ideais. Segundo o CEO da startup, Nilson Filatieri, algumas empresas também estão utilizando o software para treinar suas equipes, por considerarem a ferramenta completa e fácil de usar.

“Queremos consolidar a Eadbox como a principal plataforma para compartilhamento de conteúdo profissional de alta qualidade, por isso o investimento expressivo em tecnologia e produto. Nossa intenção é sermos referência no segmento em países emergentes, onde enxergamos uma grande oportunidade de crescimento e o quanto a educação pode impactar a sociedade”, diz Filatieri.

Para Marcelo Wolowski, sócio-diretor da Bzplan, além de estar presente em um grande mercado e oferecer uma solução flexível e moderna para pequenas empresas e corporações, a Eadbox possui um time extremamente competente, que entende profundamente do setor de educação e controla muito bem as variáveis do alto crescimento. “Crescer mais de 100% ao ano não é uma tarefa simples, é preciso disciplina, motivação, competência e uma solução escalável para um grande problema de mercado. Nós identificamos todos esses elementos na Eadbox”, destaca.

A Fomento Paraná tornou-se cotista do fundo da Bzplan como forma de atrair recursos para apoiar empresas inovadoras. De acordo com o diretor administrativo e financeiro da instituição, Claudio Massaru Shigueoka, isso é parte de um esforço para captar recursos e desenvolver novos mecanismos financeiros para apoiar os empreendedores paranaenses.

“Agora estamos diante da primeira empresa do Paraná a receber um aporte de recursos do fundo. A Eadbox é um projeto de sucesso com alto potencial de crescimento e gerador de empregos de elevada qualificação. Esse investimento é um grande marco para o estado, que passou a contar com um sofisticado instrumento de fomento. O venture capital é um dos principais meios utilizados para acelerar empreendimentos nas áreas mais prósperas e inovadoras do mundo, tais como o Vale do Silício”, explica Shigueoka.

Ser uma gestora de empreendedores para empreendedores é um dos grandes diferenciais da Bzplan em relação aos demais fundos de venture capital do Brasil. Sua equipe de sócios e profissionais conta experiência comprovada em criar, crescer e vender negócios de tecnologia. Com sede em Florianópolis (SC), foi criada em 2002 a partir da experiência de seus sócios na gestão de pequenos empreendimentos inovadores e na captação de recursos financeiros – ao todo, já avaliou mais de mil projetos. No ano passado, ganhou destaque com a operação de saída de uma das empresas em que investiu: a Axado, startup líder nacional em gestão de fretes, foi vendida ao Mercado Livre por R$ 26 milhões, o que rendeu um retorno de 426% ao fundo.

Fonte: ACATE

Startup curitibana é pioneira em Cloud Corporativa

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Com o objetivo de impactar positivamente a vida de empresas, a Winov, startup de Curitiba, oferece soluções inovadoras de Cloud Corporativo que unem alta performance, personalização e segurança. Compreendendo que o setor de serviços em nuvem é disputado por gigantes da tecnologia – como Google, Microsoft e Amazon –, a jovem empresa, fundada em 2015, estabeleceu um patamar inovador de desempenho na área. É a primeira a investir mais de 20 milhões de reais em equipamentos hiperconvergentes da Nutanix, tecnologia que dispensa o NAS (sistema de armazenamento distribuído) e reúne storage, rede e servidores em uma única plataforma.

“O ganho de performance é absurdo em comparação com os servidores tradicionais. A plataforma é baseada em virtualização de servidores, o que simplifica o gerenciamento sem perder eficiência e performance. O investimento é muito maior, quando comparado a uma infraestrutura tradicional como o NAS, mas o ganho de performance pode chegar a oito vezes o gerenciamento da estrutura, sendo mais simples e seguro”, explica Richardt Steil, chefe de tecnologia da Winov. A infraestrutura hiperconvergente da Winov foi desenvolvida com o objetivo de expandir o processo e gerenciamento interno de forma linear. “Como o sistema é integrado na plataforma, abandonando a ideia do NAS, os custos operacionais são reduzidos e o processo se torna mais simples de ser gerenciado. Sendo assim, conseguimos entregar ao cliente um serviço único e performático por custos competitivos”, completa Steil.

Para Diego Coimbra, chefe de marca e marketing da Winov, o propósito da startup é entregar a melhor tecnologia em infraestrutura e softwares aos clientes, viabilizando custos competitivos e mensais, conforme o uso do cliente. “É pelo modelo de Cloud que fazemos com que nossos clientes foquem apenas no seu core business, sem se preocuparem com performance ou questões relacionadas à demanda de altos processamentos. Nossa tecnologia permite uma alta performance sob demanda de forma escalável”, comenta Coimbra.

Com mais de 300 lojas espalhadas pelo Brasil, a grande varejista Mercado Móveis (conhecida como Lojas MM) utiliza a solução de Cloud Corporativo da Winov. Segundo Fernando Silveiro, gerente de controladoria da Mercado Móveis, a experiência que a hiperconvergência proporciona é fascinante. “Há alguns meses, quando passamos a nossa primeira grande experiência dentro da Winov e em equipamentos hiperconvergentes, nossa performance melhorou cinco vezes. Além disso, pudemos experienciar toda a agilidade e praticidade do modelo em nuvem”, completa o gerente.

Atualmente, a Winov está localizada em um amplo Data Center desde 2012. Seguindo as melhores práticas e métricas de TIER 3 em todo seu ecossistema, a estrutura é dinâmica, altamente segura, constantemente monitorada e autossuficiente em energia elétrica. Além disso, o Data Center possui uma excelente conectividade que previne acidentes envolvendo dados.

O que empresas tradicionais podem aprender com as startups

Por Eduardo L’Hotellier, fundador e CEO do GetNinjas

Contar sobre os desafios que tive nesses seis anos à frente do GetNinjas tem sido uma tarefa cada vez mais frequente e estimulante. Ao compartilhar minha experiência, também aprendo muito. Venho colecionando as dúvidas e sugestões das centenas de pessoas, de empresas tradicionais ou iniciantes, que encontro em eventos, palestras e painéis. De forma geral, acabam sendo muito parecidas, o que me inspirou a compartilhá-las para que mais pessoas e negócios sejam impactados.

Sempre começo minhas palestras contando os motivos que me levaram a trocar um emprego formal, no mercado financeiro, pela aventura de empreender. Sim, falo que é uma aventura, porque os desafios são muitos, o que exige do empreendedor um perfil profissional mais disposto a assumir riscos para propor novas ideias ao mercado.

Cada vez mais empresas tradicionais nos sondam em busca de inspiração. Esse perfil mais ousado, que tenta algo diferente do que já é feito, que testa, é algo que elas ainda não sabem como adotar, mas precisam aprender para inovar em seus segmentos de atuação.

Seleção de talentos

Para manter um negócio inovador, é preciso antes de tudo contar com um time engajado e colaboradores com uma identificação forte com a cultura e clima da empresa. E, acima de tudo, ter pessoas apaixonadas por criar negócios inovadores e com potencial de escalar e dominar o mercado.

Remuneração

É muito importante que todos colaboradores tenham uma participação ativa na empresa, o que é possível oferecendo ao funcionário a possibilidade se tornar acionista da empresa, numa combinação de salário e equity. Isso ajuda a gerar o sentimento de dono e motivar as pessoas a darem o melhor para ver a empresa crescer e serem recompensadas pelos esforços no futuro.

Propósito de negócio

Não é só com equity que se motiva uma equipe. Mostrar para o time o impacto gerado pelo nosso negócio, é o melhor estímulo para que as pessoas se dediquem a dar o melhor de si. Isso pode ser incentivado por meio de projetos de comunicação, usando vídeos, texto ou quadros espalhados pelas paredes do escritório, por exemplo, para contar histórias de sucesso dos usuários do seu produto ou serviço.

Organização dos times

Para continuar crescendo rapidamente e ajudar muito mais profissionais a terem clientes fieis, startups do mundo inteiro, incluindo as que já cresceram muito – como Uber, Netflix e Airbnb, uma estrutura de organização de times chamada Squad. Criada pelo Spotify, esse método propõe a divisão dos times em pequenos grupos com missões bem definidas sobre o produto. No GetNinjas, por exemplo, temos squads de aquisição, experiência do usuário, receita e marketing. Em cada um desses times, há pessoas de tech, produto, design, BI e conteúdo, o que os torna bem completos e independentes.

Outra metodologia bastante adotada por startups, e que ajudou o Google a se estruturar e crescer, é o OKRs (Objectives and Key Results). Criada pelo ex-CEO da Intel, o OKR é uma forma de se definir, medir e reavaliar resultados num curto prazo, 3 meses. Isso garante aos times manter um direcionamento e independência maior na execução dos projetos já pré-definidos e estipulados, o que permite tomar decisões mais rápidas para um crescimento contínuo do negócio.

Clima Organizacional

Outro ponto importante sobre um negócio de sucesso é o bem-estar da equipe. Para isso, o time de Recursos Humanos precisa ser bastante ativo e criativo. Sempre cito nas minhas palestras, as iniciativas lideradas pelo nosso RH, que visam melhorar a comunicação entre os times. Como exemplo, temos o Papo Reto, um encontro mensal com uma conversa informal que ajuda no desenvolvimento e satisfação de toda a empresa.

Outras ações do RH, que também contam com participação e engajamento de todo time são os Embaixadores da Cultura e o Gente Ninja. Os embaixadores são formados por um grupo de cerca de 10 funcionários que se reúnem periodicamente para construir uma cultura empresarial viva e ativa, que ajude a disseminar os propósitos da empresa para todos funcionários. O Gente Ninja é outro grupo que discute sobre tudo que engloba diversidade dentro e fora da empresa.

Com essas ideias de ações, empreendedores novos e também os mais tradicionais podem pensar em como trazer ideias simples e ativas para dentro das organizações a fim de estimular o poder criativo dos times e motivar a produção.

Iniciativas como essa são importantes para levarmos para empresários de todo país propostas inovadoras e de alto impacto social e econômico. Assim, mostrando como startups lideradas pela nova geração estão revolucionando a forma de se gerenciar e como indústrias de segmentos mais tradicionais podem impulsionar seus negócios com iniciativas simples, mas de grande impacto.

Gestor de fundos de investimentos americano conversa com investidores paranaenses

A situação dos juros americanos e as consequências no mercado brasileiro é o tema do evento “Encontro com o Gestor”, promovido pela consultoria de investimentos Inva Capital, em Curitiba, na próxima terça-feira, 29. O evento traz o vice presidente da PIMCO na América Latina, Luiz Otávio Oliveira, para um bate-papo com investidores paranaenses e administradores de recursos.

Uma das maiores gestoras de recursos do mundo, a PIMCO administra atualmente 1,6 trilhão de dólares e abriu recentemente um escritório de gestão de fundos de investimentos no Brasil. “A economia americana está consideravelmente alterada com o governo de Trump e a PIMCO está lá, onde tudo acontece. Essa experiência e as perspectivas são valiosas, uma vez que a economia americana é a que direciona todas as outras”, explica o CEO da Inva Capital, Raphael Cordeiro.

O encontro acontece a partir das 19 horas, no hotel Pestana, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (41) 3023-4580 ou por meio do e-mail investimentos@invacapital.com.br.

Encontro com o Gestor – Inva Capital

Quando: 29 de agosto, às 19h

Onde: Hotel Pestana – Rua Comendador Araújo, 499. Centro – Curitiba

Valor: Gratuito

Inscrições: (41) 3023-4580 / investimentos@invacapital.com.br

Vagas limitadas

5 Fintechs para ficar de olho

O ano de 2016 foi, sem dúvida, importante para as startups, pois muitas das que surgiram nos anos anteriores se consolidaram em seus segmentos e, em contrapartida, muitas outras foram lançadas durante este período.

Um dos setores que mais se destacou pela criação de novas startups foi o de fintechs. As novas empresas têm como principal objetivo implantar inovações tecnológicas no mercado financeiro alterando os padrões tradicionais do setor, além de facilitar processos de pagamentos, melhorar fluxos de caixa e otimizar o gerenciamento financeiro das empresas. Com isso, há uma automatização de processos que antes eram arcaicos, favorecendo a entrada de novos consumidores e fortalecendo a estrutura operacional das empresas de qualquer porte ou segmento.

De acordo com um levantamento feito pela FintechLab, o número de fintechs no Brasil cresceu significativamente em menos de um ano, passando de 130 em abril de 2016, para 244 em janeiro de 2017, o que representa um crescimento de 87%. Segundo a consultoria CB Insights no mundo existem cerca de 12 mil fintechs, sendo que 26 delas já são consideradas unicórnios, empresas que possuem valor de mercado de mais de 1 bilhão de dólares cada.

Diante deste cenário, sugiro cinco fintechs para ficarmos de olho em 2017:

Contabilizei – Criada no início de 2012, a startup oferece serviços de contabilidade de forma automatizada e simples como, por exemplo, a elaboração de relatórios, registros contábeis, emissão de nota fiscal, controle de resultados e guia de impostos feito por meio de uma ferramenta online que permite simplificar, agilizar com um preço mais acessível;

Nubank – A startup, que foi criada em setembro de 2014, tem como objetivo automatizar alguns serviços bancários e melhorar a experiência do cliente, ao oferecer aos consumidores cartões de crédito sem tarifas, além de cobrar taxas de juros abaixo do mercado, em caso de atraso ou parcelamento da fatura. Uma das principais diferenças é o atendimento desburocratizado da startup e a satisfação dos seus clientes ao usar os cartões, principalmente porque os mesmos conseguem ter o controle do que foi gasto;

iugu – Fundada em 2012, a iugu é uma plataforma online de infraestrutura financeira e tem se consolidado no mercado como a principal solução para diminuir a barreira na implementação de pagamento digital, oferecendo serviços personalizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. A empresa, pioneira no Brasil, em oferecer serviços financeiros 360º, desde o processamento de pagamentos e antecipação de recebíveis, até a conciliação financeira, diminuindo o custo da operação e tempo, tornando o negócio mais eficiente, atua como facilitadora para companhias que desejam realizar cobranças de forma recorrente e acompanhar métricas de negócios.

FoxBit – Criada em 2014, a startup é maior corretora de bitcoins do Brasil, que permite que vendedores encontram compradores em um ambiente simples, ágil e seguro, com a maior liquidez do Brasil. Possui cerca de 90 mil clientes cadastrados e mais de R$ 600 milhões transacionados;

Konduto – Primeira empresa do mundo a monitorar todo o comportamento de navegação e compra de um usuário em uma loja virtual ou aplicativo mobile e, com isso, calcular a probabilidade de fraude em uma transação on-line. Além disso, também leva em consideração informações “básicas” da análise de risco, como geolocalização, dados cadastrais e características do aparelho utilizado na compra utilizado na compra (fingerprint), gerenciamento de regras condicionais e revisão manual. A empresa já possui mais de 150 clientes e processa mais de 4 milhões de pedidos mensalmente.

Concurso “Minha startup muda o mundo” chega à 5ª edição

A quinta edição do concurso “Minha startup muda o mundo” que substituiu o anterior “Minha ideia muda o mundo” promovido pela Associação Comercial do Paraná (ACP) por meio do Conselho de Jovens Empresários (CJE), com diferentes apoiadores e patrocinadores, foi lançada nessa quinta-feira (10) em evento realizado na sede da entidade do setor produtivo, com a presença de grande número de interessados que também ouviram as exposições dos especialistas Leonardo Jianoti, Allan Costa e Arthur Igreja.

O presidente da ACP Gláucio Geara destacou a participação de jovens empresários na direção da entidade que completou 127 anos de história, afirmando que “os jovens entusiastas pelo empreendedorismo se aliam à experiência dos mais antigos na carreira empresarial, acreditando no futuro do Paraná e do Brasil”.

O vice-presidente e coordenador do CJE, Gustavo Tacla, “o mais jovem de todos os vice-presidentes em toda a história da entidade”, segundo Gláucio, fez referência ao concurso cujo objetivo “é fomentar o empreendedorismo no Estado mediante a seleção de participantes indicados por uma comissão avaliadora, na quarta fase do concurso, para o recebimento de auxílio financeiro gratuito para o desenvolvimento das startups vencedoras”.

Tacla explicou ainda que todas as informações sobre o concurso estão contidas no regulamento que pode ser acessado no site oficial www.minhastartupmudaomundo.com.br, assim como a ficha de inscrição dos projetos já em exploração ou a serem explorados pelo participante inscrito, voltados “exclusivamente para fins comerciais e de varejo”.

Realizado pela ACP e CJE, o concurso “Minha startup muda o mundo” conta com o patrocínio da Fomento Paraná, Companhia Paranaense de Energia (Copel), World Trade Center, Snow Man Labs e Instituto Renault e apoio do Instituto ACP para Inovação, ISAE/PR, CuritibaAngels, Jupter, ECEticca e Andersen Balão Advogados.

Curitiba promove encontro para fomentar o ecossistema de empreendedorismo e inovação

Na quarta-feira, 21 de junho, o programa 100 Open Startups, plataforma internacional que conecta startups e grandes empresas, realizará o Demoday 100 Open Startups Curitiba. O evento contará com a participação de startups locais, empresários e investidores ligados aos setores corporativo, de empreendedorismo e inovação. O objetivo é tornar o Paraná um estado ainda mais representativo no segmento, além de abrir espaço para novos negócios e conquistar resultados expressivos para a região.

Realizado em parceria com o Sistema FIEP – Centro Internacional de Inovação, no Campus Indústria, o evento em Curitiba faz parte da primeira Rodada de Demodays 100 Open Startups Brasil do ciclo 2017. A inauguração das ações do novo ciclo seguirá sob o tema Grandes Empresas e Startups: Novos Modelos de Negócio para Inovação. O evento reunirá atores do ecossistema local e grandes empresas, que vão acompanhar a apresentação das startups Top do Estado que foram destaque no Ranking 100 Open Startups Brasil 2017. Além destas, as startups mais atraentes do novo ciclo também farão seus pitches em busca da validação de investidores e a indicação para os próximos níveis.

Todas as startups paranaenses que se destacaram no ranking 100 Open Startups 2017 participarão do DemoDay, inclusive a GoEpik, eleita a startup mais atraente do Brasil. A empresa auxilia a indústria da transformação 4.0, utilizando IoT, digitalização de processos com realidade aumentada e treinamento imersivo. As demais startups são: Beenoculus, Tau Flow, Contraktor, Ubivis e UNA Smart.

Estar entre as top 100 significa ter mais chances de crescimento e desenvolvimento, uma vez que o movimento 100 Open Startups permite o relacionamento com agentes-chave, como grandes empresas, investidores e aceleradoras que procuram soluções nas empresas iniciantes. Na última edição, foram geradas mais de 10 mil avaliações, mas o principal resultado foram os 298 contratos que já foram firmados entre empresas e startups.

O Demoday 100 Open Startups Curitiba terá a presença de grandes líderes locais interessados em novas parcerias, como Novanzymes e Furukawa, além de abrir espaço para novas startups da região apresentarem seus projetos e integrarem o movimento. “As startups têm muito potencial de inovação e esta é a oportunidade para apresentarem seus projetos em um ambiente que dará a oportunidade de prosperarem em seus negócios”, comenta Bruno Rondani, fundador e CEO do programa 100 Open Startups.

“O evento será uma grande oportunidade de descobrir novos talentos inovadores, que abastecerão o nosso tecido industrial de tecnologias e modelos de negócio de ruptura”, completa Filipe M. Cassapo, gerente-executivo do Centro Internacional de Inovação – Sistema FIEP.

Demoday 100 Open Startups Curitiba

Data: 21 de junho (quarta-feira)
Horário: 18h às 21h
Local: Campus Indústria – Sala: Laboratório de Criatividade
Endereço: Av. Comendador Franco 200 – Jardim Botânico – Curitiba/PR

Startup curitibana está entre selecionadas pelo Google para programa de aceleração no Vale do Silício

O Google anunciou hoje as startups selecionadas para a quarta edição do Launchpad Accelerator, programa para impulsionar projetos para que se tornem uma referência de qualidade e sejam relevantes em escala global. O programa de seis meses tem início em julho de 2017, em um intensivo de duas semanas no novo espaço do Google para startups em São Francisco junto à empreendedores da América Latina, Ásia, África e Europa. A curitibana Contabilizei está entre as escolhidas.

Startups brasileiras:

Arquivei: Arquivei fornece plataforma de armazenamento, organização e consulta de informações de notas fiscais.

Contabilizei: Contabilizei é uma plataforma de contabilidade para micro e pequenas empresários dos setores de serviços e comércio, que oferece um serviço ágil, eficiente e inovador que reduz a burocracia e aumenta o controle para PMEs.

Contratado.ME: A plataforma que coloca os candidatos no centro da sua procura de emprego.

Guiche Virtual: Guiche Virtual é a plataforma independente líder na venda de passagens de ônibus online.

O programa inclui mentoria intensiva de engenheiros e gerentes de produto do Google, e outros mentores das principais empresas de tecnologia e venture capital do Vale do Silício. Os participantes recebem 50 mil dólares de apoio sem contrapartida do Google, 100 mil dólares de créditos para a compra de produtos Google e acesso contínuo aos experts e recursos do Google durante os 6 meses de programa.

No total, quanto já foi investido em startups brasileiras pelo Launchpad Accelerator?

Com as quatro primeiras classes, o impacto do programa no Brasil chega a 24 startups. Isso representa um investimento total de mais de um milhão e duzentos mil dólares (1,2 mi) em capital semente. Além disso, as startups selecionadas receberam o equivalente a dois milhões e quatrocentos mil de dólares em créditos para gastar com produtos de Cloud do Google.

As três primeiras turmas do programa contaram com: AgroSmart, AppProva, BankFacil, Cuponeria, Delivery Direto, Dog Hero, Edools,Elo7, Emprego Ligado, GetNinjas, Hand Talk, Love Mondays, Mobills, Meus Pedidos, Portal Telemedicina, ProDeaf, Qranio, QuintoAndar, SuperPlayer e UpBeat Games.

A lista completa das startups selecionadas está neste blog post.

Curitiba recebe o Emerging Talks – Going Global for Brazilian Startups

O projeto do Vale do Pinhão foi lançado no início deste ano pela Prefeitura de Curitiba com o objetivo de transformar a capital paranaense na primeira cidade inovadora da América Latina até 2020. Ainda em 2015, Curitiba ficou em terceiro lugar no ranking das cidades brasileiras com maior potencial inovador, de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a revista Inovação.

Alinhada a este cenário, a capital paranaense recebe no próximo dia 09 de maio o Emerging Talks Curitiba, primeiro webinar promovido pelo Sistema Fiep, por meio de seu Centro Internacional de Inovação, e StartupBrics sobre inovação, startups e mercados emergentes. Com a participação de Samir Abdelkrim, fundador da StartupBrics, o evento será dedicado a sinergia entre os ecossistemas de inovação de Curitiba e da França. “O ecossistema de empreendedorismo inovador da cidade de Curitiba, apoiado e catalisado pelo Sistema Fiep, possui potencial muito concreto, para ser rapidamente reconhecido entre os blocos emergentes, como a África ou a China, bem como em países já consolidados em termos de inovação, como a França”, afirma Filipe Cassapo, gerente do Centro Internacional de Inovação do Sistema Fiep. “Neste sentido, o Emerging Talks Curitiba, será uma grande oportunidade para fortalecer a internacionalização das nossas empresas startups e levar a tecnologia e inovação do Paraná para o mundo”, completa.

Ao final das apresentações, StartupBrics e Sistema Fiep assinam um MoU (Memorandum of Understanding), para aproximar os ecossistemas de inovação das duas instituições. Segundo a diretora da StartupBRICS, Charlotte Burrier, Curitiba oferece uma situação geográfica interessante por aproximar os atores que podem fomentar a inovação, o que chamou sua atenção. “Fiquei em Curitiba por três ou quatro dias e conheci pessoas que de alguma forma já se conheciam, se relacionam em várias esferas”, afirma. “No Campus da Indústria, por exemplo, há um colégio, uma incubadora, um centro de pesquisa. Nesse mesmo espaço físico estão pessoas de setores diferentes, mas todos com o foco na inovação. Essa concentração geográfica contribui para estimular um ecossistema superimportante e que cresce rapidamente”, diz. O evento é gratuito e aberto ao público. As inscrições podem ser feitas pelo link: www.eventbrite.fr/e/billets-emerging-talks-curitiba-going-global-for-brazilian-startups-33890385054

Confira a programação do Emerging Talks Curitiba:

9: 00 Apresentação StartupBrics, por Samir Abdelkrim.

9: 30 Apresentação do Centro Internacional de Inovação do Sistema Fiep, por Filipe Cassapo.

10:00 Apresentação Becoworking, por Ruben Grave, sobre a Importância de criar comunidades inovadoras de impacto internacional.

10: 30 Apresentação da Endeavor – Programa Scaleup, por Marco Antonio Mazzonetto.

11:00 Apresentação da Bond’innov, French Tech Ticket (competição francesa de startups aberta a startups do mundo todo).

11:30 Apresentação do Innovation Week Challenge, por Bruno Rondani.

12: 00 Assinatura do MoU.

* As autoridades e participantes franceses estarão presentes por meio do webinar

Emerging Talk Curitiba – Going Global for Brazilian Startups

Dia 09 de maio, das 09 às 12:00, no Laboratório de Criatividade do Campus da Indústria (Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico)

Inscrições gratuitas no site: www.eventbrite.fr/e/billets-emerging-talks-curitiba-going-global-for-brazilian-startups-33890385054

Vale do Pinhão: diretor da Agência Curitiba apresenta iniciativa a empresários do setor de TI

Tiago Francisco da Silva, diretor da Agência Curitiba, apresentou as iniciativas da Prefeitura para incentivar o desenvolvimento de um ecossistema de startups e criação de negócios inovadores na capital do Paraná. Dezenas de empresários do setor de Tecnologia da Informação acompanharam a apresentação em uma reunião na sede do Sebrae Paraná. Saiba mais sobre o Vale do Pinhão em uma entrevista em vídeo:

Startup inova em Curitiba e celebra um ano com milhares de entregas expressas para empresas da capital

Com um ano de operações em Curitiba, a Loggi, plataforma digital de entregas expressas, já registra crescimento expressivo no mercado corporativo da capital paranaense. Atualmente, são 3.070 entregas mensais e 574 clientes – um aumento impressionante de 1.123% e 421%, respectivamente, desde o seu lançamento em março do ano passado.

Criada no Brasil há três anos, a Loggi chegou em Curitiba para revolucionar o setor de logística com a sua vertical especializada em clientes corporativos, atendendo empresas de diversos portes. “O conceito da Loggi é baseado em oferecer um serviço de logística eficiente, seguro e acessível para o mercado brasileiro, o que não existia antes. A inteligência da nossa plataforma aliada a nossa estrutura de tecnologia resulta em uma combinação que atende as demandas do setor”, explica Fabien Mendez, CEO da Loggi.

Todos os motoboys que utilizam a plataforma da Loggi são devidamente regularizados para atuar na profissão, com o Condumoto (Certificao de Capacitação e Condutor de Transporte de Pequenas Cargas) e placa vermelha, e a startup equilibra o número de associados de acordo com a demanda de cada cidade, para garantir a qualidade da entrega final.

A fim de aumentar a produtividade da empresa com entregas mais rápidas, o Grupo Opus Multipla adotou a solução da Loggi e atingiu 10% de economia em apenas alguns meses de trabalho. “Há dois anos nós buscamos um modelo que juntasse produtividade, qualidade e economia. Tentamos diversas fórmulas e a Loggi trouxe a possibilidade de melhorar o serviço, com tabela melhor de custo, além de podermos rastrear a entrega e ter transparência em todo o processo, até com foto e nome do entregador quando fazemos o pedido”, afirma Edson Rodrigues, gerente de logísitica do grupo.

Buscando um modelo mais eficiente e moderno de entregas para seus eventos, a ADVB-PR (Associações dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Paraná) encontrou no serviço da Loggi uma solução completa, com custos competitivos e controle total do envio. “A composição da rota de entrega com o envolvimento direto da equipe Loggi foi um grande diferencial em nossas demandas”, explica o presidente da associação, Eduardo Jaime Martins.

Além de Curitiba, a Loggi também está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e mais recentemente em Porto Alegre, inaugurado em setembro de 2016. Complementando a frente de serviços para o mercado corporativo, a startup também atua com o LoggiPro (para o comércio eletrônico) e o LoggiPresto (para restaurantes).

Sete dicas sobre o que não fazer na frente do investidor-anjo

O ecossistema de startups avança e com ele o aporte financeiro também. De acordo com a Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos de fomento ao investimento-anjo, há um aumento de 11% a 15% ao ano, o que resultou em uma injeção de R$ 784 milhões nas empresas em estágio inicial do Brasil no ano de 2015.

No entanto, alguns cuidados são necessários na hora de falar com o investidor e explicar o porquê dele apostar no negócio. “Todo empreendedor tem na cabeça que sua startup é diferente, inovadora, que é a melhor de todas e que vai ser o mais novo unicórnio do planeta. Mas criar algo disruptivo é o que todos querem e só alguns conseguem pois além do sonho e da crença precisa ter conhecimento nas mais diversas áreas e carregar uma bagagem com muita experiência”, indica Marcio Kogut, investidor, idealizador da 20Startups.com e CEO da Kogut eBusiness, empresa especializada em consultoria e inovação.

E para ajudar o empreendedor a estar preparado no dia em que avistar esse “anjo”, seguem sete dicas do Kogut sobre o que não falar na frente do investidor:

1. Ainda é uma idéia não tenho MVP (Minimum Viable Product)

Não queime o contato e ocupe o tempo do investidor se não tiver com um MVP pronto e rodando. Quando digo MPV estou falando de no mínimo o seu negócio funcionando em uma fase resumida, enxuta ou beta e não uma landing page com os links de quem somos, onde estamos e o que fazemos. Ninguém investe em ideias e para não queimar a largada só peça dinheiro do anjo quando você tiver esta etapa rodando e validada.

2. Sou apenas eu, ainda não tenho um time formado.

Ninguém vai para guerra sozinho, isso é suicídio! Antes de ter pelo menos 3 pessoas em seu time com uma certa experiência, conhecimentos complementares e fundamentais é praticamente impossível alguém investir em você.

3. Tenho outra atividade e toco a startup em paralelo.

Isso seria a mesma coisa que falar que sua startup é um bico, um hobby, que ela está em segundo plano e que não é a sua prioridade. Já é difícil competir trabalhando incansavelmente e se esse é o seu caso, decida-se, escolha um dos lados ou arranje outro passatempo.

4. Meu programador é freelancer. Meu desenvolvimento é terceirizado.

Nenhuma startup consegue decolar com a tecnologia terceirizada. Independente do modelo de negócio ou segmento de mercado, você sempre irá depender da tecnologia então será um tiro no pé achar que pode tratar e resolver isso apenas com alguns programadores freelas. Tenha no mínimo um CO-Founder nerd na sua startup e aumente a equipe conforme os investimentos e a demanda.

5. Não tenho concorrentes.

Impossível algum negócio não ter concorrente direto ou indireto hoje em dia. Pode ser que seu negócio tenha um propósito de valor diferente, uma inovação no modelo mas mesmo assim é certeza que tem concorrentes e você é obrigado a conhecer todos eles. Você precisa conhecer a fundo todos os seu competidores, diretos e indiretos, similares ou parecidos e entender a possibilidade e os riscos deles copiarem a sua inovação e prejudicarem o seu crescimento.

6. Investi um pouco do meu dinheiro e agora estou buscando mais investimento.

Um pouco? Esse é o negócio da sua vida não é? Então você precisa investir tudo e mais um pouco antes de pedir dinheiro para um anjo. Ele precisa saber que agora você não tem mais de onde tirar.

7. Se eu errar eu aprendo.

Isso vai fazer o investidor rasgar o seu cheque! Investidor nenhum quer escutar isso e saber que você está disposto a errar com o dinheiro dele. Ele quer que você acerte bem na mira! Isso é um mito até no Vale do Silício! Lógico que quando erramos, aprendemos. Isso faz parte da nossa natureza desde que nascemos. Mas glorificar a falha; sim, é um grande erro. O fracasso não é algo bom principalmente com o dinheiro do anjo então tire isso dos seus argumentos. Mesmo sabendo que o caminho do sucesso é pavimentado com as falhas, elas nem sempre precisam ser as suas.

Startup curitibana Fleety anuncia encerramento de operação

Especializada em compartilhamento de automóveis, a startup Fleety anunciou encerramento com texto em site intitulado “O Fim de Uma Jornada”, que você confere abaixo:

Há pouco mais de três anos, decidimos aplicar o conceito da Economia Colaborativa ao uso de carros. Compartilhar nada mais é que uma forma mais inteligente de fazer uso de um bem. Para os proprietários, isso significa uma renda a mais; para quem precisa de um carro esporadicamente, uma forma mais fácil e interessante de conseguir um; para nós, contribuir um pouquinho com, senão o mundo, a comunidade em que vivemos.

Com isso em mente, encaramos o desafio de provar que o car sharing é possível, mesmo em um país de “apaixonados por carros”. Com muita ambição, sonhos e trabalho duro, vencemos barreiras dentro do tradicional setor automobilístico, fomos chamados de loucos, batemos de frente com gente grande e desbravamos um mercado até então inexistente. A sensação que fica é a de missão cumprida. Ao longo dessa jornada, foram mais de 500 mil horas de locação, parcerias incríveis com proprietários e fornecedores e grandes aprendizados. No entanto, o Fleety chegou ao fim.

Todos sabem que empreender no Brasil não é moleza. Mesmo com uma equipe genial, que suou a camisa para construir uma plataforma de car sharing cada vez melhor, proprietários parceiros que compraram nossa ideia e tornaram o negócio possível, investidores que arriscaram junto com a gente e motoristas incríveis, situações externas impediram a continuidade dessa iniciativa, de forma que encerrar a operação foi não a mais fácil, porém a mais justa decisão a ser tomada.

Saiba mais detalhes em https://www.fleety.com.br/

Sensorweb monitorará 100% da hemorrede do Paraná

A Sensorweb, startup que desenvolve soluções em Internet das Coisas (IoT) para a Saúde e que é responsável pela unidade de conectividade da FANEM, foi a vencedora por meio de uma licitação para implantar e operar o serviço de registro e monitoramento contínuo das temperaturas na Rede de Frio das 21 unidades do HEMEPAR (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná). Administrada pela Secretaria de Estado de Saúde, a instituição é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná.

“Nossa solução é muito adequada para o controle e a preservação de insumos em redes e centros hematológicos, uma vez que entregamos um pacote completo de tecnologia e serviços de forma a garantir um monitoramento à distância preciso, seguro e contínuo e assim reduzir os riscos de perdas materiais com disparo de alertas no momento certo e equipes capacitadas na utilização e operação do sistema. Nossa solução vai muito além da tecnologia, pois a mesma necessita de engajamento dos usuários e um suporte rápido e continuado para permitir o sucesso na sua aplicação”, afirma Douglas Pesavento, CEO da Sensorweb, que complementa “Esta é a segunda Hemorrede no Brasil 100% monitorada por nossa solução, demonstrando o sucesso e retorno deste investimento. O primeiro contrato foi firmado com o HEMOSC – Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina, instituição que atendemos desde 2014, sempre visando aprimorar a segurança das bolsas de sangue e dos hemoderivados”.

O projeto, que é uma etapa crucial no processo de habilitação do HEMEPAR para Certificação Internacional da AABB (Associação Americana de Bancos de Sangue), vai garantir a operação ininterrupta e contínua da rede de sangue da região, 24 horas, todos os dias da semana.

A otimização do processo de registro e controle das temperaturas, possibilitará aferir e solucionar eventuais problemas com as câmaras de armazenamento no momento em que ocorrer o desvio, evitando assim perdas e assegurando a integridade, qualidade dos insumos armazenados (sangue e seus componentes) e do trabalho dos profissionais envolvidos. Além da instalação de 600 pontos de monitoramento, a Sensorweb será responsável pelo treinamento de toda a equipe e garantir a operação e manutenção da solução de forma contínua durante o período contratual.

Com esta implantação, a Sensorweb ultrapassa a marca de 2.500 sensores em operação em várias regiões do país, número que demonstra o grau de confiabilidade e robustez da solução entregue aos clientes, entre eles Hospitais, Clínicas Oncológicas, Bancos de Sangue, Institutos e Laboratórios de Pesquisa de todo do Brasil e recentemente na Argentina. As soluções completas da Sensorweb atuam de maneira significativa na preservação de produtos e insumos sensíveis à temperatura – como sangue, vacinas, medicamentos, pesquisas, reagentes e ambientes. Seu elevado grau de inovação contempla a aplicação das práticas de Internet das Coisas em ambientes e equipamentos que atendem a área da saúde.

Advogada larga carreira e cria startup de decoração

Há três anos, a curitibana Caroline Dias era uma advogada cheia de compromissos. Ao reformar o seu apartamento, a profissional não podia parar para pesquisar e comprar objetos de decoração em lojas físicas e no horário comercial. Deste modo, ela percebeu que existia no mundo online uma escassez desses produtos e viu neste problema um mercado em potencial. Assim nasceu uma oportunidade de negócio e a advogada Caroline Dias decidiu mergulhar de cabeça nesta ideia.

O marketplace Montacasa, que de início era fruto de uma necessidade, consolidou-se no mercado de decoração e gourmet e hoje soma mais de 80 mil selecionados produtos de mais de 550 marcas diferentes em sua vitrine, além de ambientes decorados de mais de 2 mil arquitetos parceiros. “A ideia é fazer com que o Montacasa seja o melhor canal de divulgação para as marcas e um facilitador para o usuário – já que ele encontra tudo o que precisa para decorar a casa num só lugar, além de muita inspiração”, resume Caroline.

O Montacasa faz parte de um mercado que tem tudo para crescer até o fim deste ano. Segundo o relatório Webshoppers, realizado pela E-bit, as categorias de eletrodomésticos e casa e decoração são respectivamente, a primeira e a quinta categoria mais vendida (em faturamento) no primeiro semestre de 2016 e a expectativa é que o mercado como um todo cresça ainda mais 8 % até o fim do ano.

Descontos exclusivos como diferencial

Com foco na qualidade e respeito aos seus usuários, o Montacasa busca parcerias com os melhores e-commerces de decoração e gourmet do mercado e o processo de curadoria é um passo importante para filtrar o que tem sinergia com o marketplace. As lojas, de uma maneira geral, precisam oferecer facilidade de navegação, produtos de qualidade e boas condições de pagamento, além de serem empresas com ótima reputação no mercado.

Além de disponibilizar os produtos on-line, o Montacasa ainda realiza acordos com parceiros para oferecer descontos e outros benefícios exclusivos para os usuários que navegam e conhecem a marca pelo Montacasa. “Por meio de ações de divulgações exclusivas, quem ganha é o cliente, que tem mais vantagens ao escolher o Montacasa como o seu ‘buscador’ de produtos decor e gourmet”, explica Caroline.

Uma novidade que o Montacasa lançou recentemente, por exemplo, é o Clube Vip Montacasa. Um clube fechado de descontos, o qual os usuários, previamente convidados, possuem benefícios exclusivos que aumentam gradativamente ao convidar mais amigos para participar. Hoje, a lista de espera para entrar no clube chega a 50 mil pessoas.

Aiqfome: nova opção de aplicativo em Curitiba para mercado de delivery online

O consumidor curitibano passou a contar com mais uma opção de aplicativo para pedir comida em casa. Criado em Maringá, o Aiqfome chega à capital com o desafio de competir com os gigantes do setor – Ifood e Pedidos Já. A aposta, segundo os seus sócios, é unir a melhor experiência para os usuários e restaurantes a um suporte ágil e fácil.

Com um modelo exclusivo de licenciamento, a empresa fundada em 2007 vem crescendo 20 % ao mês, e hoje é a 3ª maior plataforma do mercado de delivery online nacional. Além do aplicativo para iOS e Android, há possibilidade de pedir as comidas pelo site.

“Somos, acima de tudo, usuários e queremos oferecer a melhor experiência possível para os nossos clientes”, afirma Igor Remigio, CEO do Aiqfome.

A empresa paranaense registra mais de 35 mil pedidos mensais, em 32 cidades de sete estados (Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, São Paulo e Mato Grosso).

A entrada na capital é considerada como estratégica para a empresa. Para isto, o aplicativo já conta com cerca de 90 restaurantes à disposição dos clientes, como: Carolla D.O.C, Beto Batata, Peixe Frito, Ernesto Ristorante, Família Sfiha, Genius, Mercatu, Cidadão do Mundo Burger, Porta Romana, Porco Nobre Suggus, Rock and Honda, Rei do Camarão entre outros.

Outro ponto destacado pelo CEO é o modelo adotado para a expansão do Aiqfome no país. A operação é local, o que reduz custos, garante mais agilidade e cria condições para soluções que atendam demandas específicas. “Nossos licenciados são os donos do negócio também. Têm a autonomia de negociar os contratos e propor ações de marketing direcionadas”.

Marketing

Aliás, as mídias sociais são os principais destinos das verbas de marketing da startup. Páginas no Facebook e o perfil no Instagram trazem promoções, sorteios e brindes destinados e segmentados para atingir o público-alvo.

Remigio afirma, ainda, que a concorrência não assusta: “pelo contrário, é estimulante”, já que o mercado ainda é novo e há um altíssimo potencial de crescimento.

“Hoje, nove a cada 10 pedidos de delivery ainda são realizados pelo modo tradicional, via telefone. Com a popularização das soluções de delivery online como o Aiqfome, estimamos que em poucos anos os pedidos online irão ultrapassar os por telefone, como ocorreu em 2015, nos Estados Unidos”.

Mais informações sobre o licenciamento do aplicativo estão disponíveis no link franquia.aiqfome.com

Empreendedores do Paraná têm até 26/09 para se inscreverem no movimento 100 Open Startups

Empreendedores do Paraná têm até o dia 26 de setembro para se inscreverem no movimento 100 Open Startups. Trata-se de uma plataforma global que conecta startups de todas as áreas a mais de 200 grandes empresas brasileiras e globais e fundos de investimento. As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.openstartups.org.br/.

Para entrar no movimento, o empreendedor precisa escolher um dos 20 desafios temáticos propostos pela rede composta por grandes empresas das mais diversas árease inscrever a startup no tema que mais tem sinergia com a sua atuação, como Agronegócios, Cidades Inovadoras, Saúde e Bem-Estar, Serviços Financeiros, Pequenas Empresas, Educação do Futuro, Energia, Alimentos etc.

Após decidir o “Grande Desafio” e por qual “Capital da Inovação” pretende se apresentar, o empreendedor passa por cinco etapas de avaliação, on-line e presencial. As startups mais atraentes, na avaliação dos executivos da rede, são classificadas e convidadas a apresentar o “pitch” pessoalmente durante evento na capital escolhida.

INTERNACIONALIZAÇÃO DO MOVIMENTO

Neste ano, além de dobrar para 20 o número de desafios temáticos, o movimento 100 Open Startups virou uma plataforma global, com a entrada de oito capitais internacionais: Bangalore (Índia), Santiago (Chile), Lima (Peru), Bogotá (Colômbia), Cidade do México (México), Pittsburgh (Estados Unidos), Oslo (Noruega) e Barcelona (Espanha).

No Brasil, nove “Capitais da Inovação” já atingiram a meta de cadastros e serão sedes dos encontros: São Paulo, São José dos Campos, Campinas, São Bernardo do Campo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre.

“Nossa meta é identificar as 100 startups mais inovadoras de diferentes regiões do mundo, boas para investimento, na opinião de quem atua no mercado. Os empreendedores participam de uma plataforma que vai conectá-los tanto aqui no Brasil como com corporações da América Latina, Estados Unidos e países da Europa e Ásia. Por isso, tivemos a ousadia de não copiar uma metodologia estrangeira, e sim exportar o que tem dado muito certo no Brasil”, explica Bruno Rondani, fundador do 100 Open.

COMO FUNCIONA

Todos os projetos submetidos pelas startups que se inscreverem serão avaliados por um grupo formado por empresários, investidores e empreendedores. No ano passado, 1.569 propostas foram recebidas e 853 startups avançaram para serem avaliadas pelas grandes empresas. Pelo programa, as 100 melhores startups poderão se conectar pessoalmente com as grandes multinacionais globais participantes do movimento, tais como: 3M, Johnson & Johnson, AES Brasil, Algar, Votorantim, CEMIG, Catho, Atlas Schindler, Natura, IBM, Accenture, Faber Castel, TIM, FGV-EAESP, SENAI, Novozymes, Abbott, Whirpool, Dow, ilegra, entre outras.

ETAPA 1: REDE

Startups se inscrevem on-line no programa propondo soluções para um dos 20 grandes desafios da sociedade, como educação e saúde

Etapa 2 – MERCADO

Startups avaliadas em uma plataforma digital por executivos de grandes empresas. As mais bem avaliadas seguem para a etapa seguinte

Etapa 3 – CAPITAIS

No dia 1º de novembro, investidores e executivos de grandes empresas estarão em Curitiba para avaliar presencialmente as startups cadastradas pela Capital da Inovação.

ETAPA 4: OPEN INNOVATION WEEK (fevereiro/2017)

Empresas e startups fazem reuniões presencialmente (speed-dating) durante um evento promovido pelo Wenovate em São Paulo

ETAPA 5: RANKING (fev/maio 2017)

Quantidade de matchs entre startups e empresas e de contratos firmados dá origem ao ranking “100 open startups”

NÚMEROS DO ANO PASSADO:

# 30 avaliações foi a média recebida por cada startup participante do movimento em todo o processo

# 75 grandes empresas se conectaram ao movimento

# 25 fundos de investimento ou redes de investidores-anjo participam das avaliações

# 53 contratos já foram firmados entre empresas e startups desde a conclusão do ciclo anterior

# 30 startups captaram investimentos em até 2 meses após o fim do ciclo anterior

# 692 parcerias estão em negociação

POR QUE OPEN STARTUPS?

Open Startups buscam, a partir da colaboração com instituições estabelecidas, articular para o seu desenvolvimento novos recursos não disponíveis no mundo do Venture Capital. São startups que trabalham no modelo de inovação aberta (open innovation).