Grupo Positivo recebe cônsules do Reino Unido em Curitiba

A Universidade Positivo (UP) e o Colégio Positivo Internacional receberam, na última semana, a visita do cônsul honorário do Reino Unido, Adam Paul Petterson, e da cônsul-geral britânica em São Paulo, Joanna Crellin.

No Colégio Positivo Internacional, a visita foi guiada pelo diretor da unidade, professor Pedro Daniel Rodrigues da Silva Oliveira, que apresentou a estrutura das instalações e explicou a proposta de ensino internacional da escola.

Na Universidade Positivo, os cônsules foram recebidos no Prédio da Reitoria pelo professor José Pio Martins, reitor da instituição, e Alessandro Brawerman, professor dos cursos de Engenharia. Eles conversaram sobre parcerias com empresas e universidades britânicas.

As visitas foram acompanhadas pelo Glavio Leal Paura, diretor do Departamento de Assuntos Internacionais, e Ricardo Rio, responsável técnico do Departamento de Assuntos Internacionais.

A nova onda tecnológica – Por José Pio Martins

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Buckminster Fuller, visionário e cientista multifacetado, costumava chamar a atenção para a diferença entre o cérebro e a mente. Ele dizia que o cérebro vê os objetos tangíveis, mas só a mente pode enxergar o que não é tangível nem perceptível aos olhos. Porém, para enxergar o que não é tangível e compreender suas propriedades, há complexidades científicas e técnicas que exigem uma mente treinada na educação, na pesquisa e no conhecimento. Um dos objetos não tangíveis é o futuro e tudo que ele trará, especialmente a nova onda tecnológica.

Não é fácil saber para o onde o futuro conduzirá a humanidade, mas dá para imaginar certas ocorrências que serão inevitáveis, sobretudo porque muitas são consequências de fatos e situações do presente. Tanto no plano individual como no social, há um turbilhão de mudanças em ebulição que vão explodir de forma irremediável, e afetarão nosso modo de produção, trabalho e bem-estar. Quem deseja participar da nova onda precisa estar preparado, primeiro para enxergá-la e, segundo, para compreender o que é e quais suas consequências. A partir daí, fica mais fácil traçar o plano de carreira e sobrevivência.

Fuller dizia que “você não pode se desviar de coisas que não vê movendo em sua direção”, e dava como exemplo a substituição do cavalo pelo automóvel. Leonardo da Vinci – para mim, o maior gênio que já passou pelo planeta – projetou um triciclo em 1478, movido a corda, como um relógio, mas coube a dois engenheiros alemães, Karl Benz e Gottlieb Daimler, já perto de 1900, a viabilização do automóvel de combustão interna. Na época, muitos acreditavam que o automóvel seria uma novidade passageira, uma coisa de ricos.

Simultaneamente, surgiu a indústria do petróleo, e o automóvel substituiu o cavalo como transporte de massa e foi a tecnologia que fez a transição do transporte da Era Agrária (o cavalo) para o transporte da Era Industrial (o carro com motor). A consequência – uma onda que a maioria não viu – foi uma montanha de prejuízos à criação de cavalos, que perderam valor de mercado. Se naqueles anos o automóvel foi resultado de uma longa e lenta evolução, hoje as mudanças são rápidas e profundas.

Há muito modismo por aí, e muitas inovações vão dar em nada, especialmente nessa febre de disrupção – ou disruptura, como querem alguns, já que esse substantivo vem do verbo “derruir”, que significa desmoronar, destruir. Entretanto, o que vai sobrar de novas tecnologias, novos inventos e inovações será suficiente para balançar os alicerces de empresas, processos, funções, trabalho e emprego.

Até há pouco tempo, as grandes mudanças tecnológicas e as inovações se davam precipuamente nas atividades produtoras de bens físicos e tangíveis, sobretudo na agricultura e na indústria. Agora, a nova onda que está se formando e vindo em nossa direção vai atingir amplos setores que produzem serviços intangíveis. Educação, saúde, lazer, telecomunicações, segurança, justiça e mais uma lista de serviços não escaparão da revolução tecnológica e das inovações prestes a explodir e inundar o mercado.

Tentar fugir ou retornar ao nacionalismo xenófobo é um erro de graves proporções, que talvez nem os mais atrasados esquerdistas vão defender, como fizeram nos anos 70 apoiando a trágica lei de reserva de mercado da informática brasileira; esta proibia a importação de computadores e qualquer equipamento contendo componentes eletrônicos, vetava a compra de tecnologia internacional e não permitia que produtores estrangeiros viessem produzir suas máquinas no Brasil. Não havendo espaço para esse tipo de política, é melhor que governos, empresas e trabalhadores se preparem para enfrentar as mudanças. Antes, porém, é preciso conhecê-las, estudá-las e saber como se ajusta a elas.

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

Universidade Positivo é considerada pelo MEC a melhor universidade privada do Paraná

A Universidade Positivo (UP) foi considerada, pela sexta vez consecutiva, a melhor universidade privada do Paraná, com nota 4 no Índice Geral de Cursos (IGC), que vai de 1 a 5. Divulgado na última segunda-feira (27) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), o IGC é o indicador oficial de qualidade das instituições de Educação Superior do Brasil.

Para entrar na categoria de excelência, uma instituição precisa chegar às faixas 4 ou 5 no levantamento. Em 2016, das 2.132 instituições avaliadas, apenas 1,5% conquistaram nota máxima; 17,4% nota 4; 66,7% nota 3; 14% nota 2; e 0,4% nota 1. Segundo o MEC, as públicas obtiveram desempenho melhor: 28,8% conseguiram conceito 4 e 5,7% conceito 5. Entre as particulares, os números foram 15,7% e 0,9%, respectivamente.

O índice é calculado anualmente e leva em conta a qualidade dos cursos de graduação, por meio do Conceito Preliminar de Curso (CPC) do último triênio, e também o conceito da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que mede o desempenho na pós-graduação (mestrado e doutorado) das instituições. A avaliação foi realizada com base em resultados levantados em 2016.

Os indicadores de qualidade originam-se do desempenho de concluintes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que é realizado para avaliar os conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidas pelo estudante ao longo do curso. Em 2016, foram avaliados os bacharelados nas áreas de Agronomia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social e Zootecnia; além dos Tecnólogos em Agronegócio, Estética e Cosmética, Gestão Hospitalar e Gestão Ambiental.

Cursos em Destaque

Os cursos de Enfermagem e Fisioterapia da Universidade Positivo foram considerados pelo MEC os melhores de Curitiba entre instituições públicas e privadas. Odontologia também foi considerado o melhor do sul do Brasil entre instituições privadas, o sexto melhor do país entre privadas e o 11° melhor entre públicas e privadas. Além disso, o curso de Medicina é o segundo melhor do Paraná entre instituições privadas. Já o curso de Gestão Ambiental é considerado o segundo melhor do Paraná entre públicas e privadas.

De acordo com o reitor da Universidade Positivo, professor José Pio Martins, a avaliação do Ministério da Educação (MEC) é o reconhecimento mais importante e relevante do mercado, já que supervisiona as instituições com o olhar sobre três pontas: estrutura física, projeto pedagógico e corpo docente. “São itens essenciais em uma universidade, mas o desafio vai além, pois é preciso manter toda essa estrutura atualizada e possibilitar uma formação universitária completa”, diz.

Estudos mostram que formação do executivo de finanças no Brasil ainda é incompleta

Se uma boa gestão já é fundamental para uma empresa quando a economia do país vai bem, em tempos de crise ela se torna essencial para a sobrevivência de qualquer negócio. Com a área financeira, é a mesma coisa. Muitas organizações acabam por colocar os gestores financeiros em segundo plano por não conseguirem encontrar um profissional adequado para esse departamento. Especialistas orientam que para ser um bom CFO (Chief Financial Officer) é preciso aliar a prática financeira do dia a dia com um conhecimento sistêmico do negócio. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), Claudio Lubascher, o CFO deve ser um elo estratégico no crescimento e desenvolvimento da companhia. “Ele deve ser o braço direito do CEO, ajudando na alavancagem do negócio”, explica Lubascher. De acordo com o presidente do IBEF, a formação completa de um CFO deve incluir experiência acadêmica com práticas específicas da área de finanças, aliadas ao conhecimento do negócio e do mercado.

Pensando nisso, o IBEF desenvolveu com a Universidade Positivo (UP) um curso de especialização para Formação de CFO. De acordo com o vice-presidente do IBEF, Maurício Carvalho, o curso é resultado de dois anos de estudos em conjunto com empresas de consultoria para entender o que falta para a formação de um bom CFO. Uma pesquisa realizada com 100 CEOs de todo o Brasil revelou que eles não enxergam hoje no profissional de finanças atributos como liderança e capacidade para o desenvolvimento de time e de equipes auto disciplinares. “Pesquisamos o mercado, analisamos a realidade do Brasil e o que existe fora do país e, então, chegamos em um modelo, que é formar um CFO não só para as questões técnicas, mas também desenvolver algumas outras competências”, destaca Carvalho. Segundo o vice-presidente, o tripé do curso é liderança, negócios e finanças. Ele garante que 30% do programa será voltado para finanças estratégicas e os outros 70% se concentrará em negócios e liderança. “O profissional da área financeira hoje está muito focado no operacional. Ao trazer módulos de lideranças bastante específicos, a gente quer tentar mudar o mindset deste executivo”, ressalta.

A primeira turma está prevista para começar no dia 18 de novembro. Para o reitor da UP, José Pio Martins, a parceria com o IBEF vai permitir à universidade oferecer muito mais que conceitos acadêmicos. “O Instituto é uma entidade de profissionais das finanças preocupada com a formação mais ampla dos CFOs e a UP tem as ferramentas pedagógicas. Poderemos aliar o conhecimento dos nossos professores com a expertise de mercado do IBEF e oferecer uma formação que fará do executivo um profissional de alta performance”, finaliza o reitor.

Curso de Formação em CFO

Quando: de 18 de novembro de 2017 a 13 de outubro de 2018

Sábados e domingos, das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30 (mensalmente)

Inscrições: www.up.edu.br / até 13 de novembro de 2017

Carga horária: 180 horas

Onde: Câmpus sede – Ecoville (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Curitiba/PR)

Mais informações: http://www.up.edu.br/cursos-livres/Forma%C3%A7%C3%A3o-em-CFO%E2%80%93Parceria-UP-e-IBEF

Conceito escorregadio – Por José Pio Martins

Na década de 1930, o mundo enfrentou uma terrível depressão econômica. Convencionou-se dizer que há “recessão” quando a produção nacional cai um pouco e por algum tempo. Mas, se a produção cai por vários anos seguidos e a queda é grande, então temos uma “depressão”. Mas, oito décadas atrás, como os governos mediam a produção nacional e podiam afirmar que havia uma depressão?

Naquela época, não existia uma metodologia científica para mensurar a economia nacional, nem computadores para processar o arsenal de informações complexas. A identificação do mal se dava por seus efeitos. Comida faltando, fábricas fechando, pessoas perdendo o emprego, desabastecimento generalizado, fome se espalhando, devedores não pagando dívidas, bancos quebrando… eram alguns sintomas de que uma grave doença econômica estava em curso.

Não era preciso mapa contábil para saber que a produção nacional havia despencado e uma tragédia social estava instalada. Métodos de cálculo da renda nacional já existiam, mas eram rudimentares e pouco confiáveis. Em 1933, os Estados Unidos elegeram Franklin Roosevelt, sob a expectativa de que algo seria feito para pôr fim à depressão e fazer a economia crescer e gerar empregos.

O novo presidente convocou estudiosos para ajudar a entender o problema e propor soluções. Mas, para entender, era preciso medir. “Só se gerencia o que se conhece; só se conhece o que se mede”, esta é uma frase de que gosto. Coube ao notável economista Simon Kuznets, um russo naturalizado americano, a criação de um complexo sistema de “contas de renda nacional”. Foi um grande avanço metodológico.

A principal peça contábil do sistema recebeu o nome de Produto Interno Bruto (PIB). É “produto” porque soma todos os bens e serviços produzidos pela nação. É “interno” porque computa o que é fabricado dentro do espaço geográfico do país. É “bruto” porque não considera o desgaste (depreciação) do estoque de capital usado no processo (terra, estradas, prédios, máquinas, equipamentos etc.).

Mas o PIB é um conceito escorregadio. É também um tanto impreciso. Primeiro, tudo deve ser somado por uma medida única. Não é possível somar litros de leite, massagem relaxante, pílulas para dor de cabeça, cortes de cabelo, cirurgias, sacas de arroz, sessão de cinema, roupas, quilowatts de energia. Um país produz mais de 1 milhão de itens de bens e serviços diferentes em forma e substância. Para somá-los, é preciso adotar uma medida comum. Essa é o “preço”. Aqui começam os problemas.

Por exemplo, uma massagem e um banho numa sauna de luxo custam (valor monetário) o mesmo que toda a comida consumida por uma família pobre durante um mês. O PIB não entra no mérito do “valor” (grau de utilidade e satisfação) que as pessoas atribuem a uma massagem e a uma cesta de comida. O máximo que a contabilidade faz é somar o quanto de dinheiro a população está disposta a pagar por alguma coisa.

Se um livro de língua portuguesa é vendido pelo mesmo preço de uma revista pornográfica, eles são idênticos para efeitos de PIB. O cálculo do PIB não faz julgamentos nem leva em conta se, para muita gente, uma revista pornográfica proporciona mais satisfação que um livro de gramática.

Neste momento, alguns deputados estão propondo tributar os chamados “bens supérfluos”. O problema é: quem vai julgar o que é e o que não é supérfluo? No mínimo, os parlamentares têm a obrigação de estudar e conhecer os assuntos sobre os quais legislam.

José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo.

Outro Brasil – Por José Pio Martins

“Eu não quero morar em outro país. Eu quero morar em outro Brasil.” Ouvi essa expressão em palestra do consultor Marcelo Karam, e ela me provocou várias reflexões. A recessão, a corrupção, o desemprego e a violência social são as causas mais citadas por pessoas que manifestam o desejo de ir embora do Brasil. O desencanto com o país é compreensível, pois nossas mazelas são graves e formam um quadro desolador que faz muitos perderem a esperança de melhorias no curto e médio prazo.

Tenho uma filha que atualmente mora e trabalha em Londres, depois de ter residido na Itália e na Alemanha, e isso me faz acompanhar de perto a Europa, principalmente a Inglaterra. Emigrar para Londres, cidade glamourosa e centro importante da história mundial, e lá viver é o sonho dourado de muitos. Mas, quando se tornam reais, os sonhos revelam seus espinhos. A Inglaterra, apesar das vantagens, apresenta vários problemas para o imigrante.

O país aderiu à União Europeia (28 países), porém, com mais oito países, não adotou o euro como moeda comum. No ano passado, o Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales) decidiu se retirar da União Europeia, o que implicará mudanças na política de imigração na região. Três milhões de cidadãos da União Europeia vivem no Reino Unido e 1,1 milhão de cidadãos do Reino Unido vivem nos demais países da Europa. Os ingleses têm certa restrição aos imigrantes, aos quais gostam de reservar os empregos de menor remuneração.

A vida do imigrante na Inglaterra não é fácil. A maioria mora em residências pequenas e frequentemente é lembrada de que ele é imigrante, não cidadão nacional. Nas pequenas cidades, a hostilidade no mercado de trabalho é maior, e foi o interior que deu a maioria dos votos para aprovar o Brexit (a retirada britânica da União Europeia). O país é organizado, a violência urbana é quase nula, o povo é educado, as coisas funcionam e há muito que admirar na Inglaterra. Mas o imigrante é sempre um estrangeiro e, mais adiante, muitos podem ser instados a deixar o país.

O exemplo da Inglaterra mostra que ser imigrante em qualquer país nos tempos atuais não é exatamente uma coisa fácil. Uma coisa é o glamour, outra é a realidade. Para a maioria dos 207,2 milhões de habitantes do Brasil, a hipótese de ir embora do país não se coloca. A expressão “eu não quero viver em outro país; eu quero viver em outro Brasil” é apropriada e um bom motivo para sabermos que cabe a nós, sociedade e governo, construir outro Brasil, menos pobre, menos corrupto, menos violento e com melhores hábitos; um país onde morar seja seguro e onde se possa ter alegria de viver.

Muitos que manifestam o desejo de ir embora talvez tenham desistido do Brasil e não acreditam que verão um país melhor. A questão é que, apesar dos problemas, a maioria não irá embora, e o melhor é fazermos nossa parte e contribuir para melhorar a nação, superar a pobreza e reduzir o elevado grau de violência contra a vida. Aceitar passivamente a pobreza, o caos e a marca de 60 mil pessoas mortas por assassinato a cada ano não é razoável.

No plano pessoal, as crises e as derrotas produzem lições e nos ajudam a mudar para melhor. Resta saber se o Brasil, como sociedade, aprenderá algo com a tríplice crise atual (a econômica, a política e a moral) e será capaz de melhorar sua economia e as condições sociais. Só o tempo dirá.

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

Marcas do empreendedor – Por José Pio Martins

Nas conversas com jovens, duas perguntas são recorrentes: O que é empreendedorismo? Quais são as marcas do empreendedor? Quanto à primeira, empreendedorismo é a disposição e a iniciativa de idealizar, coordenar e executar projetos e negócios. Outra definição, que me agrada, diz que é a sensibilidade para descobrir oportunidades, ter ideias e ser capaz de transformá-las em um negócio. Em síntese, empreendedor é quem transforma uma ideia em um negócio e dá materialidade aos sonhos.

Em relação à segunda pergunta, há vasto elenco de características que definem o empreendedor, das quais destaco quatro, que considero as mais importantes.

A primeira é a enorme capacidade de agir e de fazer. Os empreendedores se caracterizam por uma espécie de “empuxo” (força que empurra, que atua como elemento de impulsão), como se tivessem, em sua constituição genética, células que os levam a agir e fazer algo, mesmo em condições adversas. Nas histórias de empresários de sucesso, é comum encontrarmos relatos de pessoas que idealizaram e executaram algo quando muitos não acreditavam na possibilidade do êxito.

A segunda é a afiada visão para enxergar oportunidades. Há homens que construíram impérios por enxergar oportunidades onde quase ninguém acreditava na chance de sucesso. Um exemplo foi Aristóteles Onassis, o armador grego, que se tornou um dos homens mais ricos do mundo. Enquanto transcorria a Segunda Guerra Mundial, mesmo sem dinheiro, ele se pôs a comprar navios velhos encostados. Amigos diziam que ele estava louco. A guerra acabou, o comércio internacional expandiu e Onassis ficou bilionário alugando caro os navios velhos que comprara.

A terceira característica é a grande sensibilidade para fazer as escolhas certas. Se você perguntar aos grandes empreendedores como, no passado, conseguiram fazer escolhas que agora se mostraram certas e lucrativas, muitos responderão: “não sei, eu tinha intuição, mas não a certeza de que estava fazendo a escolha correta”. Conquanto seja difícil vê-la e qualificá-la, essa sensibilidade está no âmago do empreendedor de sucesso.

Por fim, a eficiência na execução das escolhas feitas é outra marca indelével dos homens de sucesso. Mesmo em situação de crise e descrença – como essa que o Brasil vive atualmente –, aqueles que construíram grandes obras complementaram as três marcas anteriores com eficiência executiva, e foram capazes de levar a cabo seus projetos, suas empresas e seus negócios.

Todos temos alguma dessas quatro características e nem por isso todos somos grandes empreendedores. A questão essencial é que alguém pode ter uma ou duas dessas características, mas elas não bastam para transformá-lo em grande empreendedor. Em geral, os homens que realizaram grandes obras têm as quatro marcas. Se isoladas, elas não nos levam ao sucesso; em seu conjunto, existindo no mesmo homem ou mulher, o sucesso será quase inevitável.

Uma pergunta ressuma de tudo isso: essas características são inatas (que estão no ser, congênitas) ou podem ser aprendidas e desenvolvidas? Eis um bom tema para debate. De minha parte, creio (mas não tenho provas) que essas marcas podem ser treinadas e melhoradas, mas, nos grandes empreendedores, elas estão lá, desde sua concepção. É fácil conhecer as características do homem que empreende. Difícil mesmo é tê-las todas em dose suficiente para fazer do homem um empreendedor de sucesso.

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.