Incubadora da Fiep abre vagas para startups de impacto social

Curitiba acaba de ganhar um programa de aceleração voltado exclusivamente a startups de impacto social, em áreas como mobilidade, energia, educação, segurança, resíduos, logística e equipamentos públicos. A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) abriu, nesta quarta-feira (13/6), as inscrições para incubar em sua sede, na capital, cinco novas empresas que ofereçam produtos e soluções para cidades inteligentes.

“Este novo programa, denominado Startup Smart Cities, visa incentivar o empreendedorismo de alto impacto para criar soluções para cidades inteligentes e combina aceleração e conexão entre as empresas nascentes, as indústrias e todo o ecossistema de inovação da cidade”, explica Filipe Cassapo, gerente do Centro Internacional de Inovação da Fiep.

As inscrições para a incubação já estão abertas e a primeira banca de avaliação irá ocorrer no dia 29 de junho. A iniciativa é uma parceria da Fiep com o Sindicato das Indústrias Eletroeletrônicas (Sinaees) e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

“Quando a gente pensa em cidades, há muitos desafios que precisam ser superados e as startups podem ter um papel fundamental no desenvolvimento de soluções inovadoras. Do melhor manejo do lixo ao trânsito caótico das metrópoles, o que não falta é opção a ser explorada”, afirma Frederico Lacerda, diretor da Agência Curitiba, órgão ligado à Prefeitura e responsável pelo fomento do Vale do Pinhão, o movimento de todas as áreas do município e do ecossistema de inovação da capital para tornar Curitiba a cidade mais inteligente do país.

Lacerda, que representou a Prefeitura no lançamento do programa da Fiep, lembra também que as cidades inteligentes unem qualidade de vida e desenvolvimento econômico por meio da tecnologia aplicada nas operações do dia a dia. De acordo com o Ranking Connected Smart Cities 2017, que avalia as cidades mais inteligentes do país usando 70 indicadores, Curitiba é a 2ª colocada.

Segundo Cassapo, o ecossistema de inovação que se formou na cidade nos últimos anos certamente tem influência nesta posição de destaque. “Órgãos públicos e privados, academia e demais organizações encontram o cenário ideal para o desenvolvimento de projetos capazes de tornar a cidade cada vez mais inteligente”, completou o gerente do Centro Internacional de Inovação da Fiep.

Atualmente, a Fiep já oferece um programa de incubação, em sua sede, na capital, para 11 startups, que recebem ajuda para estruturar planos de negócio, desenvolver produtos e serviços e contatar empresários interessados em investir e contratar as soluções. São empresas como GoEpik, Metha, Prevention (Adam Robô) e Exy9br, que apostam em negócios relacionados à automação, inteligência artificial, realidade virtual e internet das coisas (IoT), que estão entre os pilares da chamada indústria 4.0.

De acordo com Cassapo, as cinco novas startups ficarão incubadas em uma nova área na sede da entidade, junto ao Instituto de Veículos Híbridos e Elétricos. “Como no caso, das 11 outras empresas que fazem parte do programa de incubação, esperamos que as novas startups criem uma sinergia com os projetos voltados a mobilidade desenvolvidos pelo instituto”, justifica o gerente da Fiep.

Cassapo observa ainda que os editais de seleção são abertos e contínuos, com opções para duas formas de incubação: residente – na qual a empresa fica nas dependências da incubadora – e não residente. O programa tem duração de um ano, período no qual são realizadas reuniões para monitoramento de desempenho por meio de indicadores e metas.

Para apoiar no seu desenvolvimento, as empresas recebem suporte de rede de mentores e consultores especializados do Sistema Fiep e parceiros.

Palestra e debate

Antes do lançamento oficial da Startups Smart Cities, Josep Maria Buades Juan, representante da Agência Catalã de Competitividade, fez a palestra O Estado da Arte das Cidades Inteligentes.

Em seguida, houve um debate sobre a importância do ecossistema de startups para as cidades inteligentes, que teve a participação de Frederico Lacerda; do presidente do Sinaees, Alvaro Dias Junior; do gerente da Regional Paraná da Abinee, Jorge Paulo de Aguiar; e do coordenador do Programa Inovativa MDIC, Rafael Wandrey.

Mais informações sobre inscrições para a incubação de startups na Fiep podem ser obtidas pelo site.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Incubada do Sistema Fiep é selecionada em programa nacional e receberá R$ 1 milhão para investir em geração de energia renovável

A Metha Soluções é a única empresa do Paraná selecionada no programa Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep). A startup receberá um aporte de R$ 1 milhão para colocar em prática o plano de negócios apresentado durante o processo seletivo. A empresa tem como foco principal a geração de energia renovável e um de seus produtos, a Micro Central Hidrelétrica (MCH), um equipamento de pequenas dimensões, é capaz de gerar energia elétrica a partir dos menores pontos de disponibilidade de água para até cinco casas de porte médio. “Esse investimento é fundamental para que possamos desenvolver nosso plano de negócios”, disse Felipe Wotecoski, um dos sócios da Metha Soluções.

Ao todo, foram 503 empresas inscritas para participar do programa Finep Startup. A seleção das vencedoras foi realizada em três etapas. Na primeira, em que os inscritos estruturaram um plano de negócios, o número de concorrentes caiu para 75. Na segunda etapa, as selecionadas se apresentaram para uma banca composta por especialistas e a última etapa teve a participação de apenas 25 empresas, que foram avaliadas presencialmente, para verificar se elas cumpriam o que disseram no plano de negócios. A Metha Soluções foi uma das 19 startups selecionadas. “É uma oportunidade incrível. Estamos felizes e ansiosos para dar continuidade em nosso trabalho”, disse Felipe.

Desde 2016, a Metha Soluções faz parte do programa Incubadora Sistema Fiep. Para Felipe, essa parceria foi essencial. “O Sistema Fiep esteve presente durante todo o processo seletivo do programa Finep. Eles nos ajudaram com assistência jurídica para organizar toda a documentação necessária para participar do programa. Além disso, a reunião presencial, que ocorreu na terceira etapa, foi realizada na Incubadora Sistema Fiep”, disse.

Para Priscilla Assahida, Consultora do Sistema Fiep, a Incubadora Sistema Fiep promove o desenvolvimento da indústria, apoiando e acelerando empreendimentos inovadores e auxiliando empresas com alto potencial de crescimento a obter acesso ao mercado, capital e gestão. “Quem participa do nosso projeto tem acesso a um ambiente propício ao desenvolvimento de ideias inovadoras, além de ter acesso ao mercado, consultorias especializadas, network orientado e outros benefícios”, afirma.

Incubadora Sistema Fiep

A Incubadora do Sistema Fiep promove o desenvolvimento das startups que possuem um negócio com perspectiva de mercado e crescimento em escala. Trabalha com os empreendedores até que atinjam maturidade e estejam preparados para o mercado e para contribuir com o aumento da competitividade da indústria paranaense.

InPAR e Fiep recebem missão internacional de resíduos

Foto: Gelson Bampi

Foto: Gelson Bampi

O Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR) e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) receberam, em Curitiba, a comitiva da Missão Internacional Portugal-Brasil Águas & Resíduos. A reunião foi realizada no Campus da Indústria da Fiep.

O grupo chegou ao Brasil no dia 27 de janeiro, passou por Niterói, Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), e permanece até 3 de fevereiro em Curitiba (PR), onde participa de reuniões temáticas bilaterais entre as entidades e empresas envolvidas na iniciativa. O objetivo é dar continuidade às articulações institucionais e de cooperação técnica nas áreas de meio ambiente, saneamento e gestão de resíduos sólidos já iniciadas.

Para o presidente do InPAR, Rommel Barion, o encontro é importante para estreitar as relações com Portugal no setor de resíduos sólidos. “Eles são uma referência para o Brasil, embora as realidades portuguesa e europeia sejam diferentes da nossa. Em dezembro, estivemos em uma missão em Portugal e agora daremos continuidade, queremos desenvolver projetos tendo em vista uma visão sistêmica da logística reversa no contexto brasileiro”, diz.

Experiência portuguesa

Em cinco anos, Portugal eliminou todos os lixões e é considerado um caso de sucesso em todo o mundo, como reforçou no evento o secretário de Estado do Ambiente de Portugal (Seamb), Carlos Martins. “Essa política foi concretizada com as mais modernas tecnologias, com vistas a transformar resíduos em recursos, e tem sido muito procurada por países de todo o mundo. Termos o idioma em comum com o Brasil facilita o intercâmbio e, no caso do Paraná, tivemos uma recepção muito boa”, comenta.

O secretário destacou como positivas as orientações envolvidas no projeto do InPAR e considera que o instituto está empenhado em construir soluções robustas para o estado. “O meio ambiente era tido como um inimigo da economia pelos empresários. Hoje, felizmente, já entendem que a ‘economia verde’ é geradora de oportunidades para as empresas. Espero que, no futuro, toda a economia seja verde, para que o mundo seja sustentável”, conclui.

Nesse contexto, o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, afirmou que o InPAR desempenha um importante papel como articulador das empresas e sindicatos na implantação da logística reversa. “Como Portugal já tem expertise e um plano bem instalado, essa troca de experiências nos faz crer que estamos no caminho, por nossa proatividade. Mas queremos que ao longo de 2018 este tema da sustentabilidade seja debatido com os candidatos ao governo do estado e especialmente à presidência da república”, declarou.

As entidades anfitriãs da missão no Paraná são: Fiep, InPAR, Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Paraná Cidade, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e Instituto das Águas do Paraná. Entre os participantes da comitiva oficial portuguesa estão o secretário Carlos Martins e o chefe de gabinete da Seamb, Artur Cabeças; o presidente da Entidade Reguladora de Águas e Resíduos (Ersar), Orlando Borges; a diretora da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Inês Diogo, entre outros representantes de entidades e empresas.

Mais impostos, menos competitividade

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) reitera seu posicionamento de que o projeto de lei 557/2017, aprovado pela Assembleia Legislativa na semana que passou, vai representar aumento de impostos para inúmeras empresas paranaenses. No entendimento da Fiep, a proposta, que foi elaborada pelo governo do Estado, vai aumentar custos e comprometer a competitividade do setor industrial, além de penalizar os consumidores.

Tramitando em regime de urgência na Assembleia, o projeto alterou, entre outros pontos, o número de faixas de faturamento para definição da tributação do ICMS para micro e pequenas empresas. A alegação do governo é que se tratava apenas de uma adequação ao que está previsto na legislação que rege o Simples Nacional, sem que houvesse aumento de impostos.

Aumento da carga

Análise técnica realizada pelo Núcleo Tributário da Fiep constatou, no entanto, que muitas empresas têm, sim, grande probabilidade de pagar mais ICMS a partir de 1º de janeiro de 2018, quando entra em vigor a nova tabela de cálculo. O estudo mostra que as companhias com faturamento anual até R$ 360 mil, que são cerca de 65% das 120 mil micro e pequenas empresas do Paraná, estarão isentas de pagamento do tributo. Mas lembra que, hoje, elas já são isentas, não havendo alteração alguma. No caso das que faturam a partir desse valor e até R$ 720 mil – que representam 16% do total – a variação será pequena.

Porém, o levantamento aponta que, para as 19% restantes, haverá aumento generalizado de ICMS, ficando mais alto de acordo com o faturamento. Nessa faixa se encaixam justamente as empresas que mais faturam, chegando até a R$ 3,6 milhões ao ano. Como são elas que, atualmente, já respondem pelo maior volume de ICMS pago por empresas desse porte, a análise da Fiep aponta para um aumento na arrecadação do governo com a medida. Opiniões similares foram emitidas por entidades como Faciap, OAB Paraná e o Movimento Pró-Paraná, entre outras.

Falta de transparência

É preciso ressaltar que o levantamento mostra uma estimativa – feita com os dados disponíveis – do que deve ocorrer a partir do próximo ano. Para uma análise completa, em que pudesse ser verificado o verdadeiro impacto da medida, seria necessária a abertura da base de dados da Secretaria de Estado da Fazenda no que se refere às micro e pequenas empresas. Isso, no entanto, não foi feito em momento algum pela secretaria.

A Fiep lamenta que, mesmo diante da falta de transparência durante a tramitação do projeto, o Legislativo tenha aceitado discutir em regime de urgência um assunto de tamanha importância para a economia do Estado. É preciso que os deputados que votaram favoráveis a essa medida assumam sua responsabilidade pelo aumento de impostos – uma verdade que, inclusive, já foi admitida pelo próprio secretário da Fazenda.

Como legítima defensora dos interesses da indústria paranaense, a Fiep mostra extrema preocupação com os efeitos nocivos que a aprovação do projeto de lei 557/2017 pode trazer para o Paraná. É preciso lembrar que todas as empresas, especialmente as pequenas, ainda lutam para se recuperar da crise que assolou o país nos últimos anos. Qualquer novo aumento de impostos afeta a competitividade das companhias e dificilmente poderá ser absorvido por elas, tendo que ser repassado aos consumidores e prejudicando toda a população.

Fonte: Fiep

Abimaq realiza evento, em Curitiba, para comemorar 80 anos

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) dá continuidade, em Curitiba, neste dia 8 de novembro, a uma série de atividades comemorativas aos seus 80 anos de existência. Na oportunidade, serão apresentados os principais desafios enfrentados pela indústria nacional e como a Abimaq poderá colaborar para a competitividade do setor. O almoço reunindo empresários e autoridades será no Campus da Indústria/Fiep (sala de convenções) e estão confirmadas as presenças do presidente do Conselho de Administração da Abimaq, João Marchesan, do presidente executivo, José Velloso; e de demais membros da diretoria.

A ABIMAQ tem uma série de iniciativas que, ao longo das suas oito décadas, contribuíram para desenvolver o setor e torná-lo mais robusto e competitivo. Dentro da indústria de transformação, este é o setor que mais exporta no Brasil. Impossível imaginar o mundo sem as máquinas, que geram riquezas, facilitam e prolongam a vida, abreviam tempo e diminuem distâncias e, principalmente, acompanham a constante necessidade de consumo, estimulando o setor a produzir cada vez mais. A produtividade e a competitividade de uma economia são conquistadas com as máquinas.

A força que move o Brasil

A Abimaq representa mais de 7,5 mil indústrias de máquinas e equipamentos, que juntas empregam mais de 300 mil empregados e somam um faturamento anual superior a R$ 70 bilhões. Vem participando ativamente do desenvolvimento da indústria nacional de máquinas e equipamentos, contribuindo significativamente no processo de crescimento de todos os setores produtivos da nação, de acordo com o empresário Marcello Luparia, diretor regional da Abimaq-PR. Ele reconhece que o atual cenário é desfavorável, mas destaca a importância das gestões que a Abimaq vem realizando junto ao Governo Federal na tentativa de estancar o processo de desindustrialização do país e que este encontro empresarial resultará em excelente oportunidade para a apresentação dos pleitos do setor de bens de capital ao Governo.

Tecnologia deve focar em soluções relevantes para o consumidor

Foto: Gelson Bampi/Agência Fiep

O consumidor final como protagonista e como alvo de todas as soluções é o que deve nortear os avanços tecnológicos na era da quarta revolução industrial. O tema foi debatido por especialistas nesta quarta-feira (16), em Curitiba, na Jornada para o Mundo Digital, realizada pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O evento reuniu cerca de 850 pessoas entre industriais, lideranças empresariais e profissionais da área de tecnologia para mostrar os avanços tecnológicos que já aconteceram nas duas últimas décadas e falar sobre o que está por vir na Indústria 4.0.

O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, que destacou o papel da entidade no apoio ao setor produtivo na adesão à indústria 4.0. “ Especialmente o Senai sempre foi reconhecido pela alta competência na área de educação profissionalizante. Nos últimos anos investimos também em inovação tecnológica com um reposicionamento de sua marca não só fortalecendo sua atuação como principal interlocutor da sociedade em educação profissional, mas também com capacidade de atender a indústria na área da inovação tecnológica”, destacou.

A presidente da Microsoft, Paula Bellizia, trouxe o dilema entre respeitar o legado das indústrias e buscar novas formas de contato com o consumidor. “A indústria de tecnologia não respeita a tradição, respeita, sim, a inovação. É preciso quebrar paradigmas e sempre fazer o melhor para o cliente e sem atalhos, de forma direta. Isso não tem erro”, disse Paula Bellizia. Segundo ela, a tecnologia deve empoderar as pessoas e as organizações para que elas conquistem cada vez mais. Nesta busca, de acordo com ela, a Microsoft mantém mais de 100 data centers em todo o mundo, onde investe US$ 5 bilhões ao ano.

Fazer e pensar diferente

“A transformação digital não pode ser mais do mesmo. Tem que ser algo diferente e deve acontecer em toda a organização e não mais apenas em um setor”, destacou Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisa da Gartner Research, organização de pesquisa na área tecnológica. Segundo ele, a tecnologia está disponível. “O problema é a cultura e isso não se muda do dia para a noite”, disse. Para ele, esta transformação deve estar pautada em quatro pilares: tecnologia, gestão, gente e liderança.

Dreyfus diz que a transformação digital vai acontecer num prazo de quatro a cinco anos e deve começar com o engajamento das pessoas. “É preciso engajar as pessoas, depois criar a visão e o plano. Este plano deve ser executado, monitorado e ajustado sempre que necessário”, disse. “A transformação digital prevê a mudança das organizações que trabalham no sistema de comando e controle para passar a trabalhar com liderança e colaboração”, frisou.

O prazo para implementar a digitalização e conexão dos processos pode variar, mas é algo que em breve será realidade. “A jornada digital é um caminho sem volta e sem fim. É permanente. É preciso falhar cedo e aprender rápido. É preciso ser rápido e sair na frente”, disse Rogério Martins, vice-presidente global da Whirlpool – Inovação e Desenvolvimento de Produtos de Refrigeração. Segundo ele, o tempo é o recurso mais valioso para todas as pessoas. Por isso, todas as empresas devem ter o consumidor no centro de suas atenções para promover soluções que facilitem a sua vida. “É preciso conhecer melhor o consumidor. É para ele que devemos fazer a transformação digital. Se focarmos em qualquer outra coisa que não seja o consumidor vamos nos desviar do nosso propósito. “A tecnologia sem propósito é complexidade”, disse.

No setor onde atua, Martins conta que a transformação digital viabiliza, por exemplo, o monitoramento da performance dos eletrodomésticos remotamente e consegue atuar de forma proativa com a prestação de serviços. “Não é um redesenho. É preciso repensar tudo e tudo tem que estar focado em soluções relevantes para o consumidor”, frisou.

Tecnologia e produtividade

O diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Rafael Lucchesi informou que a indústria brasileira ainda usa a tecnologia de forma incipiente. “Embora 85% dos executivos brasileiros considerem a indústria 4.0 como algo importante, apenas 48% afirmam que fazem uso das modernas tecnologias de digitalização. “Temos que melhorar o uso da tecnologia, adotar plantas industriais inteligentes e customizadas. Segundo ele, a tecnologia pode contribuir para melhor os níveis de produtividade no Brasil. Hoje o rendimento de quatro trabalhadores brasileiros equivale a um trabalhador norte-americano. “Neste quesito estamos atrás de México e Argentina”, disse.

Lucchesi destacou a importância de formar o trabalhador para atuar na Indústria 4.0. “Hoje 78% do emprego no Brasil é desempenhado por pessoas com qualificação técnica e apenas 3% por profissionais com ensino superior”, informou. Ele lembrou que o Senai teve papel decisivo na terceira revolução industrial formando mão de obra e agora terá também papel decisivo na quarta revolução”, disse, acrescentando que cerca de 95% das vagas abertas pelo setor industrial demandam profissionais formados pelo Senai. Segundo Lucchesi, o desafio é grande porque estima-se que 65% das crianças de hoje atuarão no futuro em profissões que ainda não existem.

O diretor da CNI citou o programa Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta), do Senai. O programa começou com a meta de buscar um ganho de 20% de produtividade e nas 2.300 indústrias que estão sendo atendidas já conseguimos alcançar um aumento médio de 52% em cerca de dois anos do programa.

Lucchesi falou também das soluções tecnológicas que estão em desenvolvimento na rede de institutos de tecnologia e de inovação do Senai, como robôs autônomos para trabalhos em poços de alta profundidade e tintas automotivas regenerativas.

Fonte: Fiep

Sistema Fiep promove evento para discutir indústria 4.0

Imagine a possibilidade de ter a representação virtual do processo de produção de um carro: visualizar como o veículo seria, realizar melhorias e simulações, e, aí sim, implementar o produto real. A realidade parece distante, mas é dessa forma que iremos trabalhar nos próximos anos, na chamada Indústria 4.0, que já é considerada por muitos especialistas a “4ª Revolução Industrial”. O impacto desta revolução no progresso industrial paranaense é o foco da “Jornada para o Mundo Digital”, evento que é promovido pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná e acontece no dia 16 de agosto, no Campus da Indústria em Curitiba.

Voltado para indústrias, startups, empresários, imprensa e pessoas interessadas em tecnologia e inovação industrial, a jornada tem o objetivo aprofundar conhecimentos e mostrar como a Indústria 4.0 impacta no progresso do setor industrial. O evento terá palestras, workshops e painéis de discussão com renomados profissionais da área.

Entre os palestrantes estão Paula Bellizia – presidente da Microsoft Brasil; Cassio Dreyfuss – vice-presidente de pesquisa do Gartner; Cezar Taurion – head de Transformação Digital da Kick Ventures; Edson Campagnolo – presidente do Sistema Fiep; Rogerio Martins – vice-presidente global Whirlpool para Inovação e Desenvolvimento de Produtos de Refrigeração.

Cases

Serão apresentadas experiências de indústrias instaladas no Brasil que já implantaram processos alinhados com a quarta revolução industrial. Elas fazem parte de um grupo de empresas que já compreendeu os ganhos de competitividade trazidos por esta nova forma de produção. Porém, pesquisa realizada em 2016 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que ouviu 2.225 indústrias de todos os portes, mostra que mais da metade delas ainda não utiliza nenhuma das dez tecnologias digitais listadas no levantamento – como automação digital sem sensores; prototipagem rápida ou impressão 3D; utilização de serviços em nuvem associados ao produto; ou incorporação de serviços digitais nos produtos.

Jornada para o mundo digital

Data: 16 de agosto, das 8h às 17 horas.
Local: Campus da Indústria do Sistema Fiep. Avenida Comendador Franco, 1341. Curitiba.
Inscrições gratuitas: http://www.sistemafiep.org.br/jornadadigital/#inscreva-se

Fonte: Fiep

Curitiba ganha Instituto Paranaense de Reciclagem

Nesta quarta-feira (5), ocorrerá a solenidade de inauguração do Instituto Paranaense de Reciclagem – INPAR – uma iniciativa do Sincabima, Sindicarne, Sindiavipar, Sinduscafé, Sinditrigo e Sipcep, com o apoio da FIEP. “Após muitas discussões, avançamos nas negociações para a criação do instituto, que tem como propósito promover a adequação das empresas do setor de alimentos à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a fim de minimizar os impactos de suas atividades ao meio ambiente e destinar adequadamente os resíduos sólidos das embalagens no pós-consumo”, afirma o presidente do Sincabima, Rommel Barion, que também assume, nos próximos dias, a presidência do INPAR.

Barion reforça que o Plano de Logística Reversa para o setor alimentício foi encabeçado pelo Sincabima em parceria com outros cinco sindicatos e apoio da FIEP. Também participaram das reuniões de estruturação e definição do INPAR a Consultoria Roadimex Ambiental e o escritório de advocacia De Paola & Panasolo. O início desse estudo ocorreu quando foi assinado o Termo de Compromisso do setor com a SEMA (Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Paraná) em dezembro de 2014.

“O INPAR, além de gerenciar os projetos de Logística Reversa, visa trazer soluções econômicas e seguras para as empresas do setor alimentício. Dentro deste propósito, recebemos o apoio da FIEP, que nos deu o suporte necessário para a instalação do instituto, inclusive investindo, com recursos financeiros, o que garantiu a viabilidade do projeto”, expõe.

Destino correto aos resíduos

Com o INPAR, as indústrias alimentícias conseguirão dar o correto encaminhamento aos produtos e embalagens pós-consumo, bem como desenvolver ações que diminuam a quantidade de resíduos gerados. “A ideia é alertar as empresas associadas a esses seis sindicatos e também as organizações de um modo geral, na adequação à legislação para evitar multas e autuações”, destaca o presidente.

Instituída pela Lei 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, a regulamentação considera que os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e o poder público possuem responsabilidade compartilhada pelos resíduos resultantes do pós-consumo dos produtos.

O INPAR está situado no prédio da FIEP, localizado na Rua Cândido de Abreu, 200.

Solenidade de inauguração do INPAR

Local: Sala dos Conselhos – Campus da Indústria – Marginal Comendador Franco | Avenida, 1341 – Jardim Botânico (Curitiba)

Data: 5 de julho (quarta-feira), às 17h30

Curitiba recebe o Emerging Talks – Going Global for Brazilian Startups

O projeto do Vale do Pinhão foi lançado no início deste ano pela Prefeitura de Curitiba com o objetivo de transformar a capital paranaense na primeira cidade inovadora da América Latina até 2020. Ainda em 2015, Curitiba ficou em terceiro lugar no ranking das cidades brasileiras com maior potencial inovador, de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a revista Inovação.

Alinhada a este cenário, a capital paranaense recebe no próximo dia 09 de maio o Emerging Talks Curitiba, primeiro webinar promovido pelo Sistema Fiep, por meio de seu Centro Internacional de Inovação, e StartupBrics sobre inovação, startups e mercados emergentes. Com a participação de Samir Abdelkrim, fundador da StartupBrics, o evento será dedicado a sinergia entre os ecossistemas de inovação de Curitiba e da França. “O ecossistema de empreendedorismo inovador da cidade de Curitiba, apoiado e catalisado pelo Sistema Fiep, possui potencial muito concreto, para ser rapidamente reconhecido entre os blocos emergentes, como a África ou a China, bem como em países já consolidados em termos de inovação, como a França”, afirma Filipe Cassapo, gerente do Centro Internacional de Inovação do Sistema Fiep. “Neste sentido, o Emerging Talks Curitiba, será uma grande oportunidade para fortalecer a internacionalização das nossas empresas startups e levar a tecnologia e inovação do Paraná para o mundo”, completa.

Ao final das apresentações, StartupBrics e Sistema Fiep assinam um MoU (Memorandum of Understanding), para aproximar os ecossistemas de inovação das duas instituições. Segundo a diretora da StartupBRICS, Charlotte Burrier, Curitiba oferece uma situação geográfica interessante por aproximar os atores que podem fomentar a inovação, o que chamou sua atenção. “Fiquei em Curitiba por três ou quatro dias e conheci pessoas que de alguma forma já se conheciam, se relacionam em várias esferas”, afirma. “No Campus da Indústria, por exemplo, há um colégio, uma incubadora, um centro de pesquisa. Nesse mesmo espaço físico estão pessoas de setores diferentes, mas todos com o foco na inovação. Essa concentração geográfica contribui para estimular um ecossistema superimportante e que cresce rapidamente”, diz. O evento é gratuito e aberto ao público. As inscrições podem ser feitas pelo link: www.eventbrite.fr/e/billets-emerging-talks-curitiba-going-global-for-brazilian-startups-33890385054

Confira a programação do Emerging Talks Curitiba:

9: 00 Apresentação StartupBrics, por Samir Abdelkrim.

9: 30 Apresentação do Centro Internacional de Inovação do Sistema Fiep, por Filipe Cassapo.

10:00 Apresentação Becoworking, por Ruben Grave, sobre a Importância de criar comunidades inovadoras de impacto internacional.

10: 30 Apresentação da Endeavor – Programa Scaleup, por Marco Antonio Mazzonetto.

11:00 Apresentação da Bond’innov, French Tech Ticket (competição francesa de startups aberta a startups do mundo todo).

11:30 Apresentação do Innovation Week Challenge, por Bruno Rondani.

12: 00 Assinatura do MoU.

* As autoridades e participantes franceses estarão presentes por meio do webinar

Emerging Talk Curitiba – Going Global for Brazilian Startups

Dia 09 de maio, das 09 às 12:00, no Laboratório de Criatividade do Campus da Indústria (Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico)

Inscrições gratuitas no site: www.eventbrite.fr/e/billets-emerging-talks-curitiba-going-global-for-brazilian-startups-33890385054

Fiep se manifesta contrária à greve geral desta sexta-feira (28)

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) vem a público se manifestar contrária à greve geral convocada para esta sexta-feira (28). A Fiep repudia que, em um momento de profunda crise atravessado pelo país, o setor produtivo brasileiro seja afetado por uma paralisação de serviços que comprometerá as atividades das empresas, causando ainda mais prejuízos a toda a sociedade.

A Fiep entende que todo e qualquer cidadão ou categoria tem o legítimo direito de se posicionar em relação aos grandes temas em debate no Brasil atualmente. Essa manifestação, porém, não pode se sobrepor ao livre arbítrio e ao direito de ir e vir de pessoas que não têm intenção de aderir ao movimento grevista.

Por fim, a Fiep reitera seu total apoio às reformas em discussão no Congresso Nacional, por entender que representarão expressivas melhorias no ambiente de negócios do Brasil. As mudanças propostas no sistema previdenciário e a modernização de pontos da legislação trabalhista são importantes para a retomada da confiança de investidores e o incentivo ao empreendedorismo, que se reverterão na geração de empregos e renda no país.

Fonte: Fiep

Em almoço, Associação Comercial discute inovação

Foto: Comunicação/ACP

O Instituto ACP para Inovação da Associação Comercial do Paraná, coordenado por Eduardo Aichinger, em colaboração com o ISAE/FGV e FIEP e BRDE, realizou nessa segunda-feira (24) sua segunda reunião-almoço com a participação dos expositores Antonio Raimundo dos Santos e Heitor Pereira do ISAE/FGV, Rubens Cieslak, do setor de Educação Corporativa da Volvo e Antoine Moreau, do Centro Internacional de Inovação da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP).

O presidente da ACP, Gláucio Geara, fez a abertura do evento e agradeceu os conferencistas que abordaram os temas “Competências para a inovação e Mapeamento de competências”. O primeiro tema esteve a cargo do professor Antonio Raimundo dos Santos, que o subdividiu em três partes contando com a participação do professor Heitor Pereira e de Rubens Cieslak, especialista em Educação Corporativa da Volvo, que descreveu aspectos gerais da prática adotada pela montadora.

O representante da FIEP, Antoine Moreau, com base na experiência acumulada pelas empresas integrantes do sistema, sublinhou a importância do mapeamento das competências por parte de empresas inovadoras nas áreas de finanças, informação e inovação tecnológica.

Fonte: Associação Comercial do Paraná

Curitiba recebe o IFS Focus Day, um dos mais importantes encontros da área de alimentos

O IFS Focus Day – evento sobre certificação em qualidade e segurança de alimentos para profissionais da indústria com palestras, networking e cases de sucesso – já tem data marcada, será realizado no dia 08 de março, no Campus da Indústria da FIEP, em Curitiba.

“É uma oportunidade única para os profissionais da área se atualizarem. Os participantes terão acesso a conteúdos sobre legislação, desafios para a fabricação de produtos seguros e de qualidade, informações sobre certificação, bem como as atualizações que estão por vir na indústria de alimentos”, afirma o presidente do Sincabima (Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Paraná), Rommel Barion.

O evento, que inclui na programação sete palestras de impacto ao setor, terá início às 8h30 e se estenderá até às 17 horas. “Há muitos questionamentos na indústria sobre algumas diferenças entre normas brasileiras e estrangeiras, e estas dúvidas serão esclarecidas pelo time de profissionais que convidamos para participar do evento”, esclarece o presidente do Sincabima.

Um dos destaques da programação é a palestra Atualidades da legislação sanitária de alimentos: um enfoque na rotulagem de alergênicos e de lactose, que será ministrada pela gerente geral de Alimentos da Anvisa, Thalita Antony de Souza Lima.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail sincabima@sincabima.org.br. O investimento é de R$ 270, mas associados Sincabima pagam apenas R$ 135. O evento promovido pela certificadora IFS (International Featured Standards) e organizado pelo Sincabima contará ainda com momentos de coffee break para networking.

IFS Focus Day

Data: quarta-feira, 8 de março de 2017
Horário: 8h30 às 17h
Local: Campus da Indústria do Sistema FIEP – Avenida Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba (Paraná)

Programação:

08:30
Recepção e entrega de credenciais
09:00
Abertura – Rommel Barion | Presidente SINCABIMA
09:15
IFS – Normas e Ferramentas – Caroline Nowak | Representante IFS
10:00
Depoimento do Varejista
Márcia Rossi de Sylvio |Quality, Food Safety and Health & Wellness Manager, Compliance | Walmart Brasil
10:45
Coffee Break – Networking
11:15
Experiência de certificação
Cristina Ramos – Gerente de Qualidade| TING Indústria de Alimentos em Conserva
12:00
Passos práticos à certificação
Liliana Soares Batista |Diretora de Qualidade |WQS

12:45
Almoço
14:15
Atualidades da legislação sanitária de alimentos: um enfoque na rotulagem de alergênicos e de lactose
Thalita Antony de Souza Lima – Gerente-Geral de Alimentos da ANVISA
15:00
Food Defense e os impactos da sua implantação
Barbara Galdioli Nobrega Aoki – Analista de Negócio do Instituto SENAI de Tecnologia em Meio Ambiente e Química
15:45
Coffee break – Networking
16:15
Rumo à certificação – desafios e soluções
Patrícia Amarante | Gerente de Qualidade e Produtividade | Barion
17:00
Encerramento

Novo corte de juros favorece retomada de investimentos, diz Campagnolo

A redução de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, anunciada nesta quarta-feira (22) pelo Banco Central, foi bem recebida pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Para o presidente da Federação, Edson Campagnolo, o novo corte reforça a tendência de queda nos juros, o que é fundamental para a retomada dos investimentos produtivos no país. Reunido nesta terça e quarta-feira, o Conselho de Política Monetária (Copom) aprovou a redução de 13% para 12,25% ao ano na taxa básica de juros. É a quarta redução consecutiva e leva a taxa para o menor nível em dois anos.

“Apesar das sucessivas reduções, o juro ainda é alto e muitas empresas continuam tendo dificuldades para obter crédito junto a instituições financeiras”, pontuou o presidente da Fiep. Segundo ele, isso ocorre porque as exigências são rígidas e as taxas praticadas pelo mercado ainda estão muito elevadas. “Por esta razão é necessário que a tendência de queda seja confirmada e continue sendo praticada”, opina.

Campagnolo diz que a expectativa do setor industrial paranaense é que seja confirmada a previsão de analistas de mercado que apostam numa redução gradativa da Selic, chegando a 9,5% ao final de 2017.

Pouco mais da metade dos empresários paranaenses vê 2017 com otimismo

O ano que se inicia em pouco mais de duas semanas não promete ser de grandes expectativas para o setor industrial paranaense. De acordo com a 21ª Sondagem Industrial, realizada anualmente pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR), pouco mais da metade das empresas enxerga 2017 com expectativas favoráveis ao negócio. Mesmo que esse valor represente uma melhora significativa em relação a 2016, o indicador está abaixo dos períodos com histórico de percepção otimista, com níveis acima dos 70 pontos. Alguns fatores, como carga tributária elevada e encargos sociais foram apontados como gargalos por quase todos os entrevistados pelo levantamento.

A 21ª edição da Sondagem Industrial da Fiep ouviu 390 empresas, sendo 107 de médio e grande porte e 290 micro e pequenas de todo o Estado. O questionário contempla seis áreas de interesse: assuntos internacionais; produtividade; competitividade; estratégias de maior importância — de vendas e de compra; qualidade; infraestrutura e meio ambiente.

Otimismo x pessimismo

Segundo apurado pela sondagem, 55,11% do empresariado paranaense vê 2017 de maneira favorável, enquanto 21,51% estão pessimistas e 23,39% adotaram olhares indefinidos. O total de otimistas é o segundo menor da série histórica, iniciada em 1996, à frente apenas da perspectiva apresentada para o ano de 2016, quando o indicador registrou discretos 32,89% de otimismo.

O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, afirma que os dados refletem a incerteza dos industriais paranaenses diante da persistente recessão econômica e da instabilidade política do país. Ele classifica como positiva, porém, o crescimento no percentual de industriais otimistas para o próximo ano. “Apesar de termos um quadro bem pessimista em 2016, e olhando as projeções pouco animadoras de vários economistas, felizmente tivemos um aumento significativo no nível de expectativas positivas em relação à pesquisa anterior”, afirma. “Mas só teremos a plena recuperação desse indicador quando houver a efetiva retomada do crescimento”, acrescenta.

Para os que olham o próximo ano de modo mais favorável, 34,46% apontam que devem ocorrer novos investimentos. De olho nas vendas, 46,05% deles entendem que durante o ano devem ver esse indicador aumentar, mas apenas 19,49% dos que responderam à pesquisa acreditam que haverá aumento de emprego.

O ceticismo sobre o aumento de vagas na indústria para 2017, avalia a sondagem, refletem a expectativa de que a indústria seguirá se transformando estruturalmente, incorporando por necessidade novos padrões tecnológicos diante de um ambiente cada vez mais competitivo.

Já no grupo dos pessimistas, que somam 21,51% dos ouvidos pela sondagem, 46,15% informam que não farão novos investimentos no próximo ano; 25,38% entendem que haverá redução do emprego e 28,46% já trabalham com a possibilidade de queda nas vendas.

Ainda de acordo com o estudo, entre os problemas externos às empresas, a carga tributária elevada foi responsabilizada por 83,06% dos ouvidos como o principal entrave para a concorrência no mercado interno. Na sequência, 69,89% dos industriais identificaram os encargos sociais elevados.

Recursos e produtividade

A sondagem constatou também que 71,77% devem utilizar recursos próprios como fonte de novos investimentos, e só 0,27% vislumbra a possibilidade de ter no mercado financeiro, por meio de emissão de ações, uma possibilidade de geração de capital. As linhas de crédito governamental e crédito privado nacional se apresentam como possibilidades para 24,19% e 19,35% dos entrevistados, respectivamente.

Por outro lado, o estudo identificou que apenas 8,06% das indústrias paranaenses não registraram aumentos de produtividade em 2016. Para os que tiveram aumento no quesito, 30,91% entendem que se trata de resultado de um melhor gerenciamento de pessoal, enquanto 24,19% apontam para a modernização tecnológica. Apenas 3,23% identificaram a terceirização como um fator importante para o crescimento da produtividade nos negócios.

Micro e Pequenas

O pouco otimismo quanto ao próximo ano também se reflete entre as micro e pequenas empresas. Apenas 55,31% se mostraram otimistas com relação ao próximo ano — também o segundo menor nível de expectativas da série história, à frente apenas do que os empresários esperavam para 2016, quando o índice foi de 32,56. Ainda segundo a avaliação, 18%,68 estão pessimistas e 26,01% não sabem exatamente o que esperar de 2017.

O superintendente do Sebrae-PR, Vitor Roberto Tioqueta, destaca a relevância do estudo para o atendimento aos empreendedores. “Ouvir micro e pequenos empreendedores da indústria, de todas as regiões do Paraná, entender suas demandas e expectativas, gera a oportunidade de direcionar ações para auxiliá-los nas suas necessidades”, pontua. “Tivemos um aumento do nível de expectativa em relação ao ano passado, o que mostra que os empresários estão querendo investir mais, melhorar suas empresas e gerar mais empregos”, completa.

Sob o olhar dos otimistas para o próximo ano, 33,20% deles indicam que farão novos investimentos, 47,49% aguardam aumento das vendas e, repetindo o registrado na sondagem geral (que inclui micro e pequenas indústrias), um número menor de empresários, 19,31%, acredita na possibilidade de aumento de emprego.

Já entre os pessimistas, que somam 18,68%, 44,44% deles indicam que não realizaram novos investimentos, 25,93% apontam para a redução de empregos e 29,63% vislumbram queda nas vendas.

Para 59,71% das micro e pequenas e empresas industriais, a estratégia mais importante adotada em 2016 foi a satisfação do cliente, seguida de perto pelo desenvolvimento de negócios – 57,88%. Também ao longo deste ano, 52,63% informaram que foram a terceiros buscar recursos, enquanto 29,82% não viram necessidade de utilizar recursos externos e 17,54% não tiveram acesso às linhas de financiamento disponíveis no mercado. Para este último grupo, os principais problemas foram restrições cadastrais (34,48%), burocracia (24,14%) e taxas elevadas de juros (20,69%).

A pesquisa registrou que, ao longo de 2016, 14,72% dos empresários paranaenses não tiveram aumento de produtividade. Já para os que obtiveram crescimento no quesito — 85,28% —, 34,64% indicaram o melhor gerenciamento de pessoal como o principal responsável pelo resultado obtido, enquanto 26,26% informaram que a modernização tecnológica contribuiu para o ganho de produtividade.

Apesar dos ganhos de produtividade identificados em 2016, a carga tributária elevada também foi apontada por 84,98% das micro e pequenas empresas como o principal obstáculo para enfrentar a concorrência interna. Os encargos sociais elevados se mostraram o segundo entrave, sendo apontado por 71,79% dos entrevistados pela sondagem.

A pesquisa

Parte dos processos de pesquisa sistemática realizados pela Fiep desde 1986, a Sondagem Industrial é consolidada nos indicadores de desempenho industrial produzidos e divulgados mensalmente. O objetivo da sondagem anual é disponibilizar um panorama do desempenho industrial paranaense, tanto no que se refere às medidas adotadas para superar os desafios atuais quanto no que se refere às perspectivas de 2017 para a indústria do Estado.

A 21ª Sondagem Industrial da Fiep pode ser acessada na íntegra.

Fonte: Fiep

Audiência pública discute na Assembleia antecipação de ICMS por micro e pequenas empresas

Uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (6/6) pela Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda da Assembleia Legislativa tratou do Decreto 442/2015 do governo do Paraná, que determina o recolhimento antecipado da diferença de alíquotas de ICMS dos produtos importados adquiridos em operações interestaduais, acarretando aumento da carga tributária às micro e pequenas empresas optantes do Simples. Estiveram presentes o presidente da OAB Paraná, José Augusto Araújo de Noronha, o presidente da Comissão De Direito Tributário da seccional, Fabio Grillo, representantes das entidades que compõem o G7 – Fecomércio, Faep, Fetranspar, ACP, Faciap, Fiep e Sistema Ocepar – além de integrantes do Sindicato das Empresas de Serviços Contáveis (Sescap-PR) e do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-PR).
Em vigor desde 13 de fevereiro de 2015, o Decreto 442/2015 tem prejudicado o faturamento da grande maioria das empresas varejistas paranaenses optantes do Simples. No entanto, um estudo técnico elaborado pela Comissão de Direito Tributário da OAB Paraná concluiu que o decreto é inconstitucional, pois contraria os princípios que regem as micro e pequenas empresas impondo-lhes uma tributação discriminatória e lesiva que as coloca em desvantagem no mercado. Diante da indisposição do governo para reverter a medida, o Conselho Pleno da Seccional aprovou, em outubro do ano passado, a proposição de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Via parlamentar

Como a ADI ainda não entrou na pauta do STF, as entidades recebidas pela Comissão de Indústria Comércio, Emprego e Renda da Assembleia, presidida pelo deputado Márcio Pauliki, discutiram a hipótese de que um decreto parlamentar derrube o decreto 442. Pauliki acolheu o apelo geral para que essa demanda fosse levada ao governador.

Grillo está bastante otimista quanto à obtenção da ADI no Supremo. “O pedido está muito bem fundamentado e chama a atenção que a resposta não venha mais rápido. O Simples foi criado para dar benefício tributário a empresas que precisam de um regime próprio, como reconhecido é pela Constituição Federal”, comenta. Para o advogado Alziro da Motta Santos Filho, representante da Faciap, a expectativa é uma solução seja por decreto legislativo ou pela ADI.

O presidente da Faciap, Guido Bresolin Junior, considera de extrema importância o envolvimento do G7 e de outras entidades do Paraná nesse assunto. “Se a sociedade não se manifesta, o gestor público vai gerir em benefício próprio. O empresário perde a competitividade e, muitas vezes, até o próprio negócio”, afirma. O presidente da ACP, Antonio Espolador concorda: “o momento é propício para mostrar ao governo que além de inconstitucional o decreto 442 é imoral”.

Parlamentares

“Chega um ponto em que o imposto fica tão alto que se torna impagável”, lembrou o deputado Requião Filho, classificando o decreto como ilegal e imoral. Para o deputado João Arruda, presente à audiência, a derrubada do decreto “não é um benefício, mas um direito do pequeno empresário”. Arruda acha que um princípio basilar da tributação foi esquecido pelo governo estadual: “Quanto todos pagam menos, o governo arrecada mais”, disse.

Fonte: OAB Paraná

Paraná diz basta! Comerciantes fecharão as portas durante meia hora na quarta, dia 13

Na quarta-feira (13/04), uma grande manifestação contra o estado de coisas que aflige o país, em protesto simbolizado pelo fechamento das portas dos estabelecimentos comerciais por meia hora, das 17h às 17h30, será realizada em Curitiba.

Será um ato cívico contra os desmandos na administração pública brasileira, contra a corrupção, o aumento dos impostos, os juros abusivos, a volta da inflação, a falta de ética e pela retomada do crescimento econômico.

A Associação Comercial do Paraná (ACP), “conclama o empresariado curitibano e paranaense a somar-se a este movimento de dimensão nacional, exigindo respostas das instituições em defesa da democracia, da liberdade e da paz social”, disse o presdidente da entidade, Antonio Miguel Espolador Neto.

O PARANÁ DIZ BASTA !

Dia 13/04 – Quarta-feira, das 17h às 17h30

ACP – Associação Comercial do Paraná
Fiep – Federação das Indústrias do Estado do Paraná
Fecomércio – Federação do Comércio do Paraná
Faep – Federação da Agricultura do Paraná
Fetranspar – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná
Faciap – Federação das Associações Comerciais E Empresariais do Paraná
IDL – Instituto Democracia e Liberdade
Movimento Pró-Paraná
Fecopar (Federação dos Contabilistas do Paraná)
Sescap – (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado do Paraná)
Movimento Mais Brasil – Eu Acredito
Federação dos Hospitais do Paraná
Associação dos Hospitais do Paraná

Entidades da sociedade civil paranaense repudiam nomeação de Lula e se posicionam favoráveis ao impeachment

Mais de 100 representantes de entidades da sociedade civil organizada paranaense decidiram, durante reunião na manhã desta quinta-feira (17), na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba, elaborar um manifesto conjunto em repúdio à nomeação do ex-presidente Lula no ministério da Casa Civil e pedindo o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. As entidades se posicionaram ainda em apoio a todas as ações de combate à corrupção em andamento no Brasil e pela defesa irrestrita da manutenção do Estado Democrático de Direito e dos princípios constitucionais.

“Neste encontro ficou clara a indignação, praticamente unânime, em relação ao que está acontecendo em nosso país”, afirmou o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo. “Uma indignação contra tudo o que estamos presenciando em assuntos de ordem política, de ética e de valores, especialmente pela questão da corrupção”, completou. Ele ressaltou que a insatisfação das entidades com o cenário político brasileiro cresceu ainda mais após as revelações desta quarta-feira (16) sobre os bastidores da nomeação de Lula na Casa Civil. “Está muito claro que o objeto dessa nomeação é justamente obstruir o trabalho da Justiça. Mais de 6 milhões de pessoas foram para as ruas no dia 13 de março mostrar sua indignação. Ao invés de a presidente ouvir a população, respondeu com uma medida como essa”, disse.

Sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma, Campagnolo explicou que as entidades apoiam o andamento do processo no Congresso Nacional, desde que respeitados todos os aspectos legais e constitucionais. E também defendeu que ela deixe o cargo. “Que a presidente Dilma ou tome a iniciativa de uma demissão voluntária, ou então estaremos apoiando, dentro do Congresso Nacional, sua saída devido a esses últimos acontecimentos”, declarou o presidente do Sistema Fiep.

Além disso, as entidades pedem o fim da corrupção no país. “Declaramos apoio ao combate à corrupção em todos os níveis, seja pela operação Lava Jato, seja por outras operações em andamento, inclusive aqui no estado do Paraná. Refutamos a corrupção, defendemos que a Justiça seja feita e os culpados sejam punidos”, afirmou.

O manifesto das entidades deve ser publicado nos principais veículos de imprensa do Paraná até este fim de semana. Além disso, elas pretendem formar um grupo de lideranças para ir até Brasília e entregar o documento a todos os parlamentares da bancada paranaense no Congresso Nacional. A realização de outras ações de mobilização também está sendo estudada.

A reunião desta quinta-feira teve a participação de inúmeras entidades representativas do setor produtivo e de classe do Estado. Entre elas, Fecomércio, Fetranspar, ACP, Faciap, OAB-PR, Aecic, sindicatos empresariais de vários setores industriais, além de instituições que representam categorias como engenheiros, contabilistas e agrônomos. Lideranças religiosas também participaram do encontro, como o arcebispo de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo, e o pastor Paschoal Piragine, da Primeira Igreja Batista da capital. Também marcaram presença duas entidades de representação de trabalhadores: a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Federação dos Trabalhadores da Indústria do Paraná (Fetiep).

O arcebispo destacou o momento delicado vivido pelo país e a forte polarização nas discussões políticas. “Agora é preciso não combater adversários, mas buscar o que é melhor para o país. Não me parece que nesses últimos dias os caminhos em benefício do futuro do país tenham sido a grande inspiração das escolhas e das opções”, afirmou Peruzzo. Opinião parecida com a do pastor Piragini, para quem o país não pode correr o risco de passar por uma convulsão social. “Acredito na prudência. Nenhum de nós quer violência e nem quebra da Constituição, mas precisamos ter coragem de mostrar o caminho, sem conotação partidária”, disse.

Já a secretária-geral da UGT, Iara Freire, disse que o Brasil precisa de mudanças para retomar a confiança de investidores e reverter o quadro de desemprego no país. “Infelizmente, o que vem acontecendo é o desemprego. Com toda essa situação que o país vem vivendo, quem está pagando a conta são os trabalhadores. A corrupção está institucionalizada no país e o Brasil está desacreditado, não tem mais investimento”, disse. Para ela, o impeachment poderia ser o primeiro passo para que o país mude. “Se não tentarmos, não vamos saber”, concluiu.

Em reunião extraordinária, Fiep discute ação diante do cenário político do país

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, convocou nesta quarta-feira (16) uma reunião extraordinária da diretoria da entidade para debater os últimos acontecimentos do cenário político brasileiro. No encontro, encerrado no início da noite, a Fiep manifestou repúdio à nomeação do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff e afirmou que, diante da gravidade do momento atual, é necessária uma grande mobilização de toda a sociedade brasileira.

Para contribuir com esse movimento, a Fiep convocou para a manhã desta quinta-feira (17) uma reunião com lideranças de inúmeras instituições da sociedade civil organizada paranaense. O objetivo é buscar um posicionamento conjunto que demonstre a insatisfação em relação à forma como o país vem sendo conduzido e discutir estratégias para pressionar a classe política para que sejam encontradas, dentro de princípios legais e morais, soluções para a atual crise do país.

Governo publica decreto que altera poligonal dos portos do Paraná

Foi publicado nesta sexta-feira (12), no Diário Oficial da União, o decreto do governo federal que altera o traçado da chamada poligonal dos Portos de Paranaguá e Antonina – uma linha imaginária que delimita a abrangência do porto público. Com a modificação, inúmeras áreas deixam de fazer parte do limite de atuação do porto, abrindo a possibilidade de ampliação da base portuária paranaense por meio de investimentos privados, que podem chegar a R$ 8 bilhões. A alteração foi comemorada pelo G7, grupo que reúne as principais entidades representativas do setor produtivo do Estado, que considera que os investimentos representarão reduções significativas nos custos logísticos para as empresas e possibilitarão maior desenvolvimento ao litoral do Paraná.

“É uma vitória do setor produtivo paranaense, que nos últimos anos mostrou união e se empenhou na articulação junto ao governo federal para que a poligonal fosse alterada”, afirma Edson Campagnolo, presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e atual coordenador do G7. Ele lembra que, entre outras ações nesse esforço, as entidades enviaram ofícios para os órgãos responsáveis pela gestão portuária brasileira, reuniram-se com ministros e parlamentares e realizaram diversos encontros técnicos para debater o assunto.

Campagnolo explica que a alteração da poligonal deve destravar vários projetos já existentes para a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no litoral paranaense. “Esses terminais serão construídos por grupos privados, que até agora não podiam tirar os projetos do papel porque as áreas estavam dentro da poligonal do porto público. Com o decreto, resolve-se esse impasse”, diz. O G7 estima que, hoje, existam pelo menos quatro grandes projetos para a implantação de TUPs em Paranaguá e Pontal do Paraná, com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 8 bilhões e geração de 4 mil empregos diretos.

“Esses empreendimentos são fundamentais para atender o crescimento da demanda do setor produtivo e trarão maior concorrência na área portuária, resultando em redução de custos logísticos dos produtos paranaenses”, afirma Campagnolo. “E tão importante quanto a maior competitividade que eles trarão para as empresas é o desenvolvimento que possibilitarão ao litoral do Estado, com aumento da geração de empregos, renda e arrecadação”, completa o coordenador do G7.

Sondagem Industrial da FIEP mostra que empresários estão pessimistas em relação a 2016

A expectativa dos industriais de empresas paranaenses para 2016 é extremamente baixa. Mais da metade deles (54,03%) está pessimista para o próximo ano. O indicador favorável (32,89%) é o menor desde 1996 e, pela primeira vez, está abaixo dos 50%. Os dados são da XX Sondagem Industrial, realizada anualmente pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) em parceria com o Sebrae.

Fatores que contribuem, de acordo com o superintendente da Fiep Reinaldo Tockus, para a diminuição da expectativa são: “aumento da dívida interna que superou os R$ 2,5 trilhões em outubro; o crescente endividamento externo, que superou os US$ 350 bilhões, contraído em grande medida para fomento ao consumo interno e não para realização de investimentos”, aponta.

Além disso, segundo ele, a taxa de investimentos atingiu apenas 18,1% do PIB e a de poupança 15%, no terceiro trimestre deste ano. “Junte-se a isso, a queda do PIB de 3,2% nos primeiros três trimestres, o rebaixamento e perda do grau de investimento do Brasil, a inflação acima de 10% e a instabilidade política”, são fatores que contribuíram para o cenário.

Carga tributária é maior vilã

O empresariado paranaense aponta vários empecilhos para enfrentar a concorrência no mercado interno: a carga tributária elevada continua sendo a campeã, com 78,19%; seguida dos encargos sociais elevados com 66,78%. Além disso, dificultam o bom andamento das indústrias, o custo financeiro elevado com 55,70%, custo elevado de fabricação (40,27%), elevados custos de distribuição (35,91%), e mão de obra não qualificada (24,83%).

Competitividade

Dentre as estratégias das empresas em relação à concorrência nacional e internacional, 65,44% optarão por enxugar custos e 49,66% apostam na qualificação de pessoal.

Os empresários investirão em 2016 em melhoria de processo (31,54%), em desenvolvimento de produtos (31,54%) e em aumentos de produtividade (27,18%), com o objetivo de recompor o nível de produtividade.

Produtividade e capacitação

Para 43,96% dos industriais paranaenses, os aumentos de produtividade em 2015 têm origem no melhor gerenciamento de pessoal e na modernização tecnológica (41,61%). Os investimentos em modernização tecnológica estão vinculados quase sempre à utilização de máquinas e equipamentos modernos (63,09%) e são reflexo da continuidade de melhoria de produtividade e na expansão do mercado doméstico.

Os industriais paranaenses (46,31%) dizem ser de extrema importância ampliar a educação de seus funcionários. As empresas dedicam 28,96 horas em média por funcionário no ano em treinamento para absorção de novas tecnologias (78,86%). Destas, 31,90 horas, na área operacional, 28,81 na administrativa e 41,01 na gerencial. As formas para treinamento mais utilizadas são treinamento no próprio trabalho (31,04%), cursos Internos (28,32%) e Senai, Senac, Sesi, Sesc, Sebrae, etc. (26,24%).

Infraestrutura

Apenas os aeroportos continuam sendo avaliados positivamente por maioria relativa. Ferrovias, rodovias, telefonia, energia elétrica e infraestrutura urbana foram reprovados e os portos tiveram avaliação neutra.

Tecnológica e inovação

Parte das indústrias (39,18%) tem pesquisa e desenvolvimento próprios, 13,15% absorvem tecnologia do Brasil e 13,7% utilizam tecnologia do exterior e outras 9,86% recorrem a universidades em busca de conhecimentos, parcerias, novas tecnologias ou inovações.

Boa parte (77,14%) das empresas paranaenses atribui a responsabilidade pela gestão da Inovação a uma pessoa ou grupo de pessoas. A maior parte das indústrias executa os processos de gestão da inovação: planejamento estratégico tecnológico (29,87), gestão da propriedade intelectual/industrial (24,83%), prospecção tecnológica/monitoramento (26,51%), gestão de projetos de P&D (28,52%) e gestão de normas e regulamentos técnicos (25,17%).

Estratégias e investimentos

A estratégia de maior importância para 2016 foi, pela sexta vez consecutiva, a satisfação dos clientes, apontada por 51,34% dos entrevistados. E o desenvolvimento de novos negócios aparece com 51,34%.

Entre as estratégias para aumento de produtividade estão: o aumento da qualidade (42,01%) voltou a ser o maior benefício, seguido de redução de custos (39,94%) e obtenção de vantagem competitiva (18,05%).

A informação é utilizada como estratégia competitiva da empresa por 92,73% dos industriais, sendo que 57,14% selecionam, sistematizam e analisam dentro da empresa.

Em relação aos seus fornecedores, foram citadas as seguintes estratégias: estabelecer parcerias (53,02%), diversificar fornecedores (42,62%) e qualificar fornecedores (38,59%).

As fontes dos recursos financeiros para realizar investimentos são majoritariamente recursos próprios (61,07%).

Sobre a pesquisa

A pesquisa de Sondagem Industrial é realizada pela Fiep em parceria com o Sebrae. Nesta edição, participaram 371 de todas as regiões do Estado e de todos os portes.

O questionário englobou seis áreas de interesse: assuntos internacionais; produtividade; competitividade; estratégias de maior importância, de venda e de compra; qualidade; infraestrutura e meio ambiente; sendo a maior parte das 36 questões formuladas em perguntas fechadas.

Serviço:

XX Sondagem Industrial: http://www.fiepr.org.br/para-empresas/estudos-economicos/uploadAddress/sondagem201516_ok_site[66937].pdf

XX Sondagem Industrial – Micro e Pequenas Indústrias: http://www.fiepr.org.br/para-empresas/estudos-economicos/uploadAddress/sondagem201516_mpi_ok_site[66939].pdf