Comércio paranaense vai usar base de dados do Estado para consulta

Governador Beto Richa, assina contrato entre Celepar e ACP - Associação Comercial do Paraná, para prestação de serviço de identificação biográfica , com o diretor presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite e o presidente da ACP, Gláucio José Geara. Curitiba, 26/10/2017 Foto: Ricardo Almeida / ANPr

Governador Beto Richa, assina contrato entre Celepar e ACP – Associação Comercial do Paraná, para prestação de serviço de identificação biográfica , com o diretor presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite e o presidente da ACP, Gláucio José Geara.
Curitiba, 26/10/2017
Foto: Ricardo Almeida / ANPr

O Governo do Estado, por meio da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), formalizou um termo de cooperação técnica que disponibiliza à Associação Comercial do Paraná (ACP) a base de dados do Estado. O sistema, além de ajudar a prevenir e diminuir as fraudes nas transações comerciais, facilita a vida do cidadão.

O contrato para a prestação do serviço de consulta biográfica foi assinado nesta quinta-feira (26), no Palácio Iguaçu, pelo governador Beto Richa e pelos presidentes da Celepar, Jacson Leite, e da ACP, Gláucio Geara. “É uma parceria inédita. O Paraná mais uma vez sai na frente com este serviço que deve se espalhar pelo Brasil”, afirmou Richa.

O sistema vai dar ao comerciante a possibilidade de, por meio de computador ou dispositivo móvel com acesso à internet, confrontar um documento apresentado pelo consumidor com as informações disponíveis nas bases oficiais do Governo do Estado – como Instituto de Identificação do Paraná e Detran-PR.

A solução, inédita no País, reduz significativamente a possibilidade de fraudes durante as transações comerciais, uma vez que a identificação do consumidor será precisa. Ao mesmo tempo a vida do cidadão será simplificada pela eliminação da necessidade de apresentar vários documentos para abrir um crediário, por exemplo. “É mais uma medida do nosso governo para proteger os comerciantes e os cidadãos. É possível sim combater a fraude e aumentar a segurança com uso da tecnologia da informação”, disse o governador.

Richa lembrou que, no início da semana, o Estado firmou contrato também com o Clube Atlético Paranaense para a prestação de serviço de biometria na Arena da Baixada. O sistema, também pioneiro, amplia a segurança nos estádios e grandes eventos ao permitir acesso à base de dados do governo.

24 HORAS – A Associação Comercial do Paraná vai disponibilizar o sistema, já nos próximos meses, para os 25 mil estabelecimentos associados. “É uma iniciativa inédita do governo que permite consultas e diminuir possíveis fraudes”, disse o presidente da entidade, Gláucio Geara. Pelo contrato, o serviço prestado pela Celepar garante o atendimento em período integral, 24 horas por dia, e nos 365 dias no ano.

Na prática, ao abrir a tela de consulta e informar o número do RG ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o comerciante vai acessar informações biográficas da pessoa pesquisada, como nome, filiação, data de nascimento, nacionalidade, naturalidade, entre outras, além da fotografia.

“O Governo do Estado fez grandes investimento em tecnologia de reconhecimento do cidadão. Esse trabalho evoluiu com o tempo e hoje permite uma maior segurança, seja nas transações comerciais ou em outras áreas”, disse o presidente da Celepar, Jacson Leite.

Hoje, a Celepar possui 8,6 milhões de pessoas cadastradas em seu banco de dados, o que representa quase 80% de toda a população do Estado. As informações da base de dados da entidade são alimentadas pela Secretaria de Segurança Pública, por meio do Instituto de Identificação do Paraná, e pelo Detran-PR.

Nos Estados Unidos, Governador defende estatais do Paraná sob comando do Estado

O governador Beto Richa defendeu nesta segunda-feira (28) que as empresas públicas paranaenses continuem sob o comando do Estado. Segundo ele, no Paraná não há necessidade de privatizar estatais. “Temos empresas sólidas”, destacou durante o Copel Day, evento que marcou os 20 anos do lançamento de ações da empresa paranaense na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

Richa participou do Closing Bell, cerimônia do encerramento das atividades diárias do maior centro financeiro do planeta, juntamente com o presidente da Copel, Antônio Guetter. A empresa foi a sexta companhia brasileira – a primeira do setor de energia elétrica do País – a ter ações negociadas em Nova York, em 1997. Além do encerramento do pregão, Richa fez uma apresentação sobre a estatal na bolsa. “A Copel é nosso maior orgulho, nossa maior e mais respeitada empresa”, disse o governador.

Na entrada da instituição, ficaram hasteadas a bandeira do Brasil e do Estado do Paraná. “Se o hoje o Paraná é o segundo Estado mais competitivo do Brasil, como aponta a conceituada revista The Economist, isto se deve em grande parte à infraestrutura de energia implantada e gerida pela Copel, que é fundamental para o desenvolvimento de nossa economia”, destacou o governador.

GESTÃO FINANCEIRA – O presidente da Copel explicou que a negociação das ações na Bolsa de Nova York ajudaram a melhorar a gestão financeira da companhia. “Os 20 anos de presença na bolsa norte-americana têm mais do que um significado simbólico”, afirmou Guetter. “Além de possibilitarem a expansão de nossa atuação nas últimas duas décadas, as rígidas exigências de governança da NYSE para as empresas listadas modelaram a gestão financeira e a governança corporativa da Copel, que hoje é uma referência nestes dois aspectos”, explicou.

PIONEIRISMO – As ações da Copel começaram a ser negociadas em Wall Street no dia 30 de julho de 1997. Naquela data, a empresa paranaense efetuou uma emissão primária de ações preferenciais (IPO – Initial Public Offer) no valor equivalente a US$ 580 milhões, a maior emissão feita até então por uma empresa latino-americana naquela bolsa.

Em 2002, o escândalo de fraudes contábeis envolvendo a Enron e outras empresas levou à publicação da Lei Sarbanes-Oxley, uma rígida regulamentação imposta a todas as empresas listadas na NYSE, exigindo maior transparência nas divulgações de resultados e implantação de regras de governança.

“A adequação da Copel à rigorosa legislação norte-americana fez com que adotássemos, com grande antecipação, várias medidas de integridade e contra a corrupção que hoje vem sendo exigidas das empresas brasileiras”, explicou Guetter.

PRESENTES – No evento, o governador trocou presentes com a cônsul-geral do Brasil em Nova York, Ana Lucy Cabral Petersen e a Chris Taylor, chefe global das empresas listadas na Bolsa de Nova York. Ele distribuiu lembranças que remetem ao Paraná: um cubo de cristal Bacarat com a inscrição de uma araucária, gravuras do artista curitibano Poty Lazzarotto e fotos das Cataratas do Iguaçu do fotógrafo Carlos Renato Fernandes.

AGENDA – Richa e a diretoria da Copel também participaram de um almoço com investidores na sede da bolsa. Durante a semana, eles se encontrarão com representantes de bancos e fundos de investimentos norte-americanos para exposição e discussão dos planos de negócios da companhia.

Ainda em Nova York, eles participarão de um encontro com acionistas do Grupo Itaú terça-feira (29). Na quarta-feira (30), a comitiva irá a Boston para reuniões na Wellington Management e na Fidelity Investments, que têm participação na Copel, e na Boston Company Asset Management.

PRESENÇAS – Participaram da cerimônia a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; a gerente de Relações com Investidores, Mariceli Santos; o superintendente de Mercado de Capitais, Felipe Pessuti; e o diretor de Finanças da Copel, Adriano Moura; o cônsul do Brasil em Houston, Roberto Ardenghy; o empresário Frank Romanoski.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Beto Richa defende, na ACP, corte de gastos e descarta aumento de impostos

A Associação Comercial do Paraná (ACP) promoveu nesta quarta (23) encontro com o governador Beto Richa e o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, na sede da entidade. Na ocasião, o governador prestou conta das ações realizadas pelo governo do Estado, além de apresentar perspectivas e projetos para os próximos meses. Durante o evento, houve a entrega dos prêmios aos consumidores sorteados no programa Nota Paraná em agosto, assim como o anúncio de simplificações no processo de registro de novas empresas no Paraná, na Junta Comercial.

A iniciativa para realização do evento partiu do próprio governador, que pela primeira vez fez amplo relato do panorama da administração estadual, diretamente aos cidadãos paranaenses, ex-presidentes, conselheiros, membros do G7 e lideranças sindicais, entre outras personalidades relevantes do associativismo presentes.

O presidente da ACP, Gláucio Geara, disse que a entidade, sabendo das dificuldades vividas pelo governo, apoiou uma reforma fiscal, entretanto, sem ignorar que a mesma teria duras consequências sobre a ação empresarial. “Prevíamos, na ocasião, que também era o momento da classe empresarial mostrar que não se pode viver do presente, lembrando a prática de outros Estados, mas acreditar no futuro da estabilidade da economia paranaense”.

“Na ocasião, em contrapartida, a ACP alertou que o governo deveria assumir o compromisso de readequar sua estrutura administrativa e funcional, com a redução do tamanho do Estado”, disse. Geara advertiu que o ajuste fiscal deve ser constantemente revisado, na medida de sua importância para a retomada dos empregos e recuperação das atividades comerciais.

Durante sua apresentação, Beto Richa destacou que o governo tem aplicado medidas permanentes de austeridade, de redução de gastos e despesas do governo para conseguir ampliação do percentual de investimentos em programas e ações eficazes em prol da população. Richa descartou o aumento de impostos, dizendo que “o dinheiro dos empresários está sendo muito bem investido no Paraná”. “A receita do Estado foi ampliada em 2,5%, mas reduzimos os gastos em 7,5%, então o Estado fez a sua parte pelo setor produtivo, o que nos possibilitou hoje estar numa posição mais tranquila com relação ao resto do país”, destacou.

De acordo com os números apresentados pelo governador, os recursos aplicados no Estado passaram de R$ 2,8 bilhões em 2015, para R$ 5,8 bilhões em 2016 e R$ 7,6 bilhões em 2017 com ações realizadas, principalmente, nas áreas de educação, desenvolvimento social, saúde, infraestrutura e segurança.

Richa destacou que foram aplicados R$ 10 bilhões em educação em 2016, com o aumento de 15% sobre 2015. “O mais importante é que no ensino público investimos 35,06% das receitas. Muito mais do que manda a lei”, ressaltou. Na área da saúde, houve redução da taxa de mortalidade materna em 29%, entre 2010 e 2016, e a redução da mortalidade infantil, de 12 óbitos por mil nascidos vivos, em 2010, para 10,49, em 2016.

Beto anuncia que prêmio da Nota Paraná no Natal será de R$ 1 milhão

O governador Beto Richa disse, após a apresentação do balanço de atividades de sua administração que “os servidores públicos estaduais não podem estar insatisfeitos com os salários que recebem, atualmente entre os mais elevados do país”.

Beto adiantou ainda que o governo não tem a pretensão de “agradar a quem não quer ser agradado”, ao se referir à pressão por reajustes oriundas de alguns sindicatos de servidores, citando entre eles o sindicato dos professores.

O governador esclareceu que o compromisso essencial da administração estadual é “trabalhar para atender melhor a população de 11,5 milhões de paranaenses”, ao reiterar que o servidor “não tem o que reclamar dos salários”.

Em complemento o secretário Mauro Ricardo Costa informou que “um professor em final de carreira recebe, em média, R$ 12 mil, e um delegado de Polícia, R$ 19 mil, podendo este servidor em particular chegar a R$ 30 mil quando se aposenta”.

Ao se referir ao ajuste fiscal feito por seu governo, Beto afiançou “que o mesmo valeu a pena, mesmo com a insatisfação inicial com as medidas duras anunciadas no lançamento do programa”.

Citando a grave crise econômica que também atingiu a administração pública de vários Estados, o governador disse que “agora é o Distrito Federal quem está anunciando a necessidade do parcelamento do pagamento de salários de seu quadro funcional”, ao passo que o Paraná “na contramão da crise não só concedeu reajuste salarial, como realizou o investimento de R$ 8 bilhões, o maior programa do país”.

Explicou também que o “ajuste fiscal foi necessário porque as alíquotas de ICMS e IPVA estavam grandemente defasadas”, assegurando, no entanto, que “o dinheiro arrecadado com impostos está sendo muito bem investido”.

Na conclusão, o governador anunciou que no próximo Natal o projeto Nota Paraná, que entregou na reunião realizada na ACP os prêmios a três ganhadores, sendo o maior de R$ 200 mil para uma moradora de São José dos Pinhais, “o premio maior será de R$ 1 milhão”. Os ganhadores de agosto foram a bancária Angela Maria Ferreira da Silva, 47 anos, moradora de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba; a costureira Neusa Teresa de Marchi, 57, moradora de Cianorte (Noroeste); e o relojoeiro Jorge Picoli, de Maringá (Noroeste).

Renault investe mais R$ 750 milhões no Paraná

A Renault investe R$ 750 milhões em uma nova fábrica de injeção de alumínio e na expansão da sua unidade de motores em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O investimento é apoiado pelo programa Paraná Competitivo, do Governo do Estado.

O protocolo de intenções foi assinado nesta terça-feira (01) pelo governador Beto Richa e pelos presidentes da Renault América Latina, Olivier Murguet, e do Brasil, Luiz Pedrucci. Com esse investimento, a montadora francesa soma cerca R$ 6 bilhões em investimentos no Paraná desde 1998, quando começou a produzir no País.

“O governo tem uma parceria muito sólida com a Renault, gerando riqueza e muitas oportunidades de trabalho. Hoje só de empregos são 6 mil postos diretos na montadora. Nos últimos anos conseguimos manter e ampliar os investimentos da Renault”, disse o governador Beto Richa. “O Paraná é o coração da operação da Renault no Brasil e passa a ser também na América Latina”, completou Olivier Murguet.

Do total investido, R$ 350 milhões serão destinados para a nova fábrica Curitiba Injeção de Alumínio (CIA), que deve gerar 150 empregos diretos em três turnos de produção. Outros R$ 400 milhões vão para a ampliação da Curitiba Motores (CMO), que terá novas linhas de usinagem e cabeçotes de alumínio.

INCENTIVO – A empresa, enquadrada no programa Paraná Competitivo, terá como benefício o diferimento do pagamento do ICMS da fatura de energia elétrica e do gás natural da fábrica de injeção de alumínio por 48 meses.

“Nossos investimentos reforçam a importância estratégica do Brasil para o Grupo Renault e para o crescimento das nossas vendas na América Latina”, disse Olivier Murguet. “No ano passado, exportamos 35% da nossa produção. No primeiro semestre aumentamos nossas exportações em 60% com relação ao ano passado. Contratamos 700 pessoas há três meses para o terceiro turno e operamos muito próximo da nossa capacidade máxima”, disse.

De acordo com ele, a competitividade na operação no Paraná, a qualidade da mão de obra e do relacionamento com o Governo do Estado, contribuíram para a decisão de ampliar investimentos no Paraná. O Brasil é o segundo maior mercado da empresa no mundo, atrás apenas da França. “Os nossos investimentos reforçam nossa aposta no País, onde produzimos há quase 20 anos”, completou Pedrucci, que acaba de assumir o cargo de presidente da Renault do Brasil.

CICLO – Richa destacou que o Paraná vive hoje o maior ciclo de investimentos da sua história. Desde o início do programa Paraná Competitivo já foram mais de R$ 42 bilhões em investimentos produtivos. “O programa é um sucesso e foi eleito, pelo Financial Times, um dos oito melhores programas de atração de investimentos do mundo”, disse.

CONFIANÇA – O investimento da Renault mostra a confiança do empresariado, ressaltou o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. “Enquanto está se reduzindo investimento em todo o País, aqui estamos ampliando os projetos e gerando empregos”. O prefeito de São José dos Pinhais, Toninho Fenelon, disse que a expectativa é muito boa. “O projeto deve gerar emprego, renda e maior qualidade de vida”, afirmou.

EMPRESA – A Renault, que começou a produzir no Brasil em 1998, emprega 6,3 mil pessoas diretamente e gera aproximadamente 25 mil empregos indiretos. O complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, reúne as três fábricas da marca no Brasil: a de automóveis (CVP), a de comerciais leves (CVU), além da fábrica de motores (CMO).

FÁBRICAS – De acordo com a Renault, a fábrica de injeção de alumínio começará a produzir em janeiro de 2018. A produção será a partir de uma linha para o bloco e outra para cabeçote do motor.

A fábrica de motores, por sua vez, será ampliada para produção de motores mais eficientes. A empresa vai aumentar o índice de nacionalização de componentes e prevê o lançamento de uma nova geração de motores. Inaugurada em 2001, a fábrica de motores já produziu aproximadamente 3,5 milhões de propulsores, com cerca de 40% destinados à exportação, principalmente para Argentina. Durante o evento, a montadora também fez o lançamento do Kwid, novo veículo que já está sendo produzido no Paraná.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Governo do Estado extingue dívida da Cidade Industrial

A Curitiba S.A, empresa de economia mista responsável pela regularização de áreas da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), não é mais devedora do Governo do Estado. O passivo, que tinha a Prefeitura de Curitiba como fiadora, foi encerrado na tarde desta quarta-feira (12/7) com a sanção de uma lei pelo governador Beto Richa. A medida altera a Lei Estadual 16.348, que passa classificar a antiga dívida como uma subvenção de investimentos, o que não gera tributos.

Para o governador, a ação se justifica em razão da contribuição da capital e seu setor industrial para o Estado. “Curitiba deu grandes contribuições ao Paraná com as riquezas que foram proporcionadas pelas indústrias e, principalmente, pela geração de muitos empregos”, declarou.

Com a remissão, acrescentou o prefeito Rafael Greca, o valor que seria empregado no pagamento dos impostos será aplicado em benfeitorias para a população. “Agora a Cidade Industrial é de fato uma realidade econômica geradora de empregos e rendas”, completou.

A dívida original, de R$ 600 milhões, foi remida em 2008, porém os impostos federais decorrentes da operação ainda estavam em discussão. A proposta de alteração da lei é de autoria dos deputados Alexandre Curi e Luiz Cláudio Romanelli, que acompanharam a assinatura da sanção com o presidente da empresa, Bruno Rocha, e o diretor administrativo financeiro, Mateus Maranhão.

Histórico

O acordo começou a ser negociado em 2009, quando o governador Beto Richa era prefeito de Curitiba, e foi baseado em lei estadual que extinguiu a dívida das companhias municipais de desenvolvimento com o Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) e com os ativos provenientes do processo de saneamento e privatização do Banestado. Tanto o FDE como os ativos remanescentes do Banestado pertencem ao Estado do Paraná.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Vale do Pinhão: Curitiba precisa de muito mais do que um nome engraçadinho para ser referência em tecnologia

Prefeito Rafael Greca, durante eleições, já falava a empresários sobre o Vale do Pinhão

Nos últimos quatro anos, Curitiba viveu um “período de trevas” no incentivo ao setor de tecnologia. A prefeitura da cidade congelou programas importantes como o ISS Tecnológico e o Tecnoparque, cuidou mal da relação com o ICI, principal fornecedor de TI do município, abandonou o Parque de Software. A criação de uma secretaria para Tecnologia Informação não mostrou qualquer resultado positivo. A cidade pagou o preço: viu Florianópolis despontar como “capital tecnológica” e apresentou menos iniciativas inovadoras do que municípios do interior do Paraná.

Agora, em uma elogiável demonstração de boa vontade, o novo prefeito Rafael Greca anuncia a criação do “Vale do Pinhão” para incentivar a economia criativa, as startups e o setor de TI. Mas a novidade, que lembra o tom poético do criador precisa mostrar que pode ser mais que rima. Curitiba precisa, mesmo, é de uma grande solução. O problema é que esse Vale do Pinhão parece com iniciativas que já não funcionaram em um passado recente, a começar pelo nome: a gestão anterior apoiou a tal da Capivalley, que também tinha um nome engraçadinho, mas não vingou. Afastadas as capivaras inspiradoras das mídias sociais da gestão anterior, cria-se outra marca que se identifica com a população local, mas que pode acabar não convencendo o mercado lá fora. Afinal, aposta em tecnologia é para vender para o mundo. Essa é a força do Vale do Silício.

Além do novo nome, outra aposta de Greca é a ocupação de um espaço decadente no bairro Rebouças. A ideia é integrar o setor produtivo à academia, com universidades instaladas ao redor. Mas a área nunca atraiu a atenção do empresariado do setor. Já se apostou nessa região quando Beto Richa foi prefeito e o incentivo do Tecnoparque, por exemplo, acabou sendo estendido para toda a cidade, na gestão de Luciano Ducci, porque não havia espaço para todos nas áreas delimitadas e a demarcação interessava mais aos especuladores imobiliários do que aos empreendedores da TI local.

Se Curitiba quer ser grande em tecnologia, precisa ir além do “mais do mesmo” e de soluções batidas, que voltam com rótulo diferente. Acredito que o primeiro passo seja a criação de uma Governança de TI municipal, tomando, como exemplo, o que se criou, recentemente, em nível estadual para a convergência de ideias e estratégias. Mas o mais importante é ouvir a voz de quem cria as soluções inovadoras. A união do setor produtivo com poder público e academia é muito boa, ,mas o Facebook não foi criado pelo reitor de Harvard, a Microsoft não é obra de um governador e a Apple não surgiu de algum devaneio do prefeito de Cupertino. Empreendedorismo é coisa de empreendedores.

Paraná terá seu primeiro parque de biociências

O Paraná terá o seu primeiro Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark). Iniciativa dos empresários fundadores da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, de Toledo (Oeste), que conta com apoio do Governo do Estado, o Biopark terá quatro milhões de metros quadrados e espaço reservado para universidades, hospitais, incubadoras, indústrias e até áreas residenciais. O governador Beto Richa participou do lançamento, realizado nesta quinta-feira (22). Na mesma solenidade, Richa assinou decreto que cria o marco regulatório para a implantação do Complexo Paranaense de Parques Tecnológicos no Estado.

Idealizado por Luiz Donaduzzi e a esposa Carmen, o Biopark pretende gerar 30 mil empregos e transformar a região de Toledo em um polo do setor de biociências nas próximas décadas. O investimento inicial é de R$ 100 milhões. A expectativa é que esse volume possa chegar a R$ 500 milhões em cinco anos, de acordo com Luiz Donaduzzi.

Richa enalteceu a iniciativa. “É um projeto dos mais importantes para o Oeste do Paraná e demonstra, mais uma vez, a participação da Prati-Donaduzzi no desenvolvimento econômico e social da região. A indústria é a maior fabricante de medicamentos genéricos do Brasil e merece todo o apoio do governo do Estado”, afirmou o governador. “Já estive na Prati inúmeras vezes para celebrar parcerias, investimentos do Estado, anunciar a abertura do curso de farmácia e agora, temos mais uma demanda que é a abertura de um campus avançado da Unioeste dentro do Biopark”, disse.

Richa explicou que o apoio do Governo do Estado ao projeto do Biopark será com convênios, parcerias com entidades como o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), abertura de cursos de graduação nas universidades estaduais para ampliar a disponibilidade de técnicos. “É uma iniciativa que merece o apoio decisivo do Estado”, afirmou.

QUALIFICADA – A ideia do projeto Biopark é permitir a formação de mão de obra qualificada para o setor e estimular o desenvolvimento de pesquisas, a criação de startups e a instalação de empresas. “Na área de biociências há uma infinidade de possibilidades, desde a área de medicamentos, até produtos para animais e plantas, equipamentos, softwares, cosméticos e nutracêuticos” cita.

Um dos focos é o desenvolvimento de medicamentos a preço acessível para a população. Fundada há 22 anos, a Prati-Donaduzzi é atualmente a maior fabricante de medicamentos genéricos do País, com uma produção de 11 bilhões de doses por ano. “Hoje os parques em funcionamento estão dentro das universidades. O que vamos fazer aqui é o caminho contrário. Vamos trazer a universidade para dentro da indústria”, diz Donaduzzi. “Esse projeto vai se consolidar ao longo dos anos e vamos poder trazer progresso para a região toda”.

O objetivo da Prati-Donaduzzi é continuar produzindo medicamentos, sendo uma empresa brasileira e familiar, mas profissionalizada, e que continue crescendo ao longo dos anos. O parque tecnológico vai ajudar no crescimento. O empresário explicou que a intenção é trazer pessoas de fora, que demandarão moradias, veículos, escolas, lazer. “Há todo um desenvolvimento ao redor do projeto do parque, porque a ideia é que seja um ambiente seguro e agradável de trabalhar”.

UNIOESTE – O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, ressaltou o protocolo de intenções assinado, na mesma solenidade, pelo reitor em exercício da Unioeste, Moacir Piffer, e o empresário Luiz Donaduzzi. Pelo protocolo, será doado terreno para ampliação do campus da Unioeste em Toledo para dentro do Biopark. “Isso permitirá atender novos cursos da área de tecnologia que, por certo, serão importantes para o desenvolvimento e formação de recursos humanos dessa área aqui na região de Toledo”, disse ele.

Segundo o secretário, o primeiro curso será de química farmacêutica medicinal, que já existe na Unioeste e será transferido para o campus do Biopark. Atualmente a Prati já possui uma parceria com a Unioeste em residência industrial farmacêutica.

O Biopark vai abrigar, ainda, um campus do curso de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O projeto deve ficar pronto dentro de um ano e meio. Além disso, contará com a Unibio, universidade corporativa que vai oferecer cursos técnicos e de pós-gradução.

O parque também contará com dois hospitais – um da Unimed e outro da Hoesp (Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná). A Prati deve também construir no local uma fábrica de medicamentos oncológicos, no futuro.

Eder Mafissoni, CEO da Prati-Donaduzzi, lembrou que toda indústria farmacêutica depende de muita pesquisa e o desenvolvimento é caro e lento. “A ideia do parque é atrair talentos e mentes brilhantes para facilitar o acesso à tecnologia e ao conhecimentos. O grande desafio no Brasil é conseguir conexão entre as universidades que detêm o conhecimento e a iniciativa privada, dando oportunidade para que os projetos acadêmicos se transformem em produtos para a população”, disse ele.

HISTÓRICO – A maior fabricante de medicamentos genéricos do Brasil nasceu de um pequeno laboratório em Toledo, Oeste do Paraná, em 1993. O projeto nasceu pouco depois de o casal de farmacêuticos Carmen e Luiz Donaduzzi montarem um pequeno laboratório, após cursarem mestrado e doutorado na França. Atualmente são 24 horas de fabricação ininterrupta, em três turnos, de medicamentos líquidos e sólidos. A empresa emprega 4,5 mil pessoas e tem apoio do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade a empresária Carmen Donaduzzi, o coordenador de capacitação tecnológica da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, José Antônio Silvério; o presidente da Agência Paraná Desenvolvimento (APD), Adalberto Neto; o presidente do Tecpar, Júlio Felix; o secretário de Estado da Comunicação Social, Márcio Villela; o presidente da Itaipu, Jorge Samek, e os deputados José Carlos Schiavinatto (estadual) Dilceu Sperafico (federal).

Paraná passa a ter Governança de Tecnologia da Informação e Comunicações

Em cerimônia no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o governador Beto Richa assinou o decreto que estabelece uma governança para o setor de Tecnologia da Informação e Comunicações no Paraná. O objetivo é proporcionar desenvolvimento integrado de diversas áreas da economia estadual com apoio de tecnologia, unindo esforços de setor público, empresariado e academia.

A Governança de TIC faz parte do Programa Paraná Inovador, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e é vinculada à Rede de Arranjos Produtivos Locais.

O governador do Paraná destacou a importância do setor de tecnologia para o desenvolvimento do estado. “Quem trabalha e quem produz merece o nosso apoio e o nosso respeito. Este setor, que congrega Arranjos Produtivos Locais, tem gerado riquezas e ajudado na formação da nossa economia. Basta ver o exemplo do Vale do Silício, nos Estados Unidos, Então, resolvemos criar aqui um sistema de governança com apoio do setor publico, reunindo várias secretarias como a de Ciência e Tecnologia, Fomento Paraná, secretaria de Planejamento, Celepar e Copel na busca de uma eficiência ainda maior desse setor”, explica Beto Richa.

João Carlos Gomes, secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirma que o Paraná é privilegiado pela organização e pela estrutura do setor produtivo. “E este setor de TIC tem uma qualidade muito grande. Seremos cada vez mais parceiros para o desenvolvimento de nosso estado”, completa.

O deputado estadual Guto Silva, que trabalha para o fortalecimento de uma bancada de tecnologia na Assembleia Legislativa, destacou o desempenho dos APLs que, segundo ele, “têm uma força impressionante”. Guto Silva conheceu os Arranjos Produtivos Locais de TIC em uma reunião estadual no Sebrae, em Pato Branco, no início de uma aproximação com a Assespro-Paraná, entidade que representa as empresas do setor.

Adriano Krzyuy, vice-presidente de Articulação Política da Assespro-Paraná, valorizou o apoio dos empresários na cerimônia: “O histórico da rede APL se concretiza e reforça a governance estadual. Temos APLs nas seis regionais da entidade e, nessa linha, vamos criar muitas iniciativas e conquistar muitos resultados para as empresas e toda a comunidade do Paraná”.

O presidente da Assespro-Paraná, afirma que o momento é de celebração de uma conquista de sete anos de trabalho. “Envolvemos, no início, os empresários, representados, hoje, pelos Arranjos Produtivos Locais, em um proceso conduzido pela Assespro juntamente com o Sebrae”,explica Sandro Molés da Silva. Ele também enaltece a iniciativa do Paraná ao criar uma governança de tecnologia. “O Brasil tem um estado diferenciado. A integração do setor público com a academia e iniciativa privada é fundamental. Essa medida mostra que o apoio à tecnologia é uma política de Estado no Paraná”, finaliza Sandro.

O Comitê Gestor é presidido pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e composto por representantes da Secretaria Estadual do Planejamento e Coordenação Geral; do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar); da Copel Telecomunicações; da Celepar; Fomento Paraná; da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, do Parque Tecnológico de Itaipu, pelas Federações da Indústria (Fiep) e Comércio (Fecomércio), Sebrae-PR; Assespro-Paraná, pelo APL de TI de Londrina e Região, APL de Software de Maringá e Região, APL Iguassu-IT (Oeste do Paraná), APL de TI do Sudoeste do Paraná, APL de TIC de Ponta Grossa e Região, APL de TI de Curitiba, Universidades Estaduais do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, do Centro de Tecnologia da Informação da Universidade Positivo.

Governo do Paraná firma parcerias com entidades que fornecerão o software para a NFC-e

Foto: Orlando Kissner/AENPr

O governador Beto Richa assinou nesta terça-feira (23), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, termo de cooperação com a Associação Comercial do Paraná (ACP), com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) e com a Associação das Micro e Pequenas Empresas de Curitiba (Microtiba) para a disponibilização de software gratuito de emissão de Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e).

A intenção é reduzir custos dos empresários e facilitar o acesso ao novo modelo que está sendo implantado no Estado. Assinaram o termo o governador Beto Richa, o secretário estadual da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, e os presidentes da ACP, Antônio Miguel Espolador Neto; da Faciap, Guido Bresolin Junior, e da Microtiba, Armando Santos Lira.

Richa destacou que a parceria com as entidades para a emissão da NFC-e faz parte de uma série de ações do governo para desburocratizar os processos junto ao setor produtivo. “É um importante avanço na desburocratização, agilidade, transparência e eficiência do poder público. A Nota Fiscal Eletrônica vai ajudar a combater a sonegação, a inadimplência e a concorrência desleal. É um processo em que todos saem ganhando”, ressaltou.

O secretário Mauro Ricardo Costa explicou que a NFC-e facilita a vida tanto do consumidor como do empresário porque ambos receberão as notas pela internet, sem ter mais a necessidade de imprimir o documento. “Além dessa facilidade, a ferramenta permitirá um controle maior por parte do governo, evitando a sonegação fiscal e aumentando a arrecadação pública”, disse.

DEMANDA – O uso da NFC-e vai resultar em aumento na demanda dos contribuintes em adquirir software de emissão do documento eletrônico. Para facilitar a adesão das empresas, a Secretaria da Fazenda publicou, em seu portal, um comunicado convidando instituições interessadas no desenvolvimento de aplicativo gratuito de emissão do documento.

As entidades de representação de classe que se mostraram interessadas foram a ACP, em parceria com a empresa desenvolvedora Inventti; a Faciap, em parceria com a Koinonia Sofware, e a Microtiba, em parceria com a Safeweb. Os aplicativos serão disponibilizados para download no site da Fazenda aos contribuintes paranaenses interessados.

ASSOCIADOS – A Associação Comercial do Paraná já disponibiliza o programa para seus associados desde 2010 e a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica é emitida desde o ano passado. “Nosso software faz o gerenciamento não apenas da nota fiscal, mas também de estoques e da parte financeira das empresas”, explicou Antônio Miguel Espolador. “Isso facilita, principalmente, para as micro e pequenas empresas, que não têm estrutura e dinheiro para fazer este investimento”, disse ele. “O mais importante deste sistema é a legalidade situação. A tendência é que as empresas se legalizem e que diminua a informalidade, tornando a concorrência mais leal”, afirmou.

REGISTRAR – O presidente da Faciap, Guido Bresolin Junior, lembrou que o sistema já é utilizado por outros estados. “O empresário vai poder registrar toda a sua movimentação, o que facilita para controlar o que foi vendido e até no momento de pagar os impostos”, disse ele.

“Estamos bem confiantes com esta nova ferramenta, que pode ser utilizada tanto online como offline. Em casos de falta de energia ou de acesso a internet, por exemplo, o comerciante pode emitir a nota e transmitir no final do dia”, explicou o presidente da Microtiba, Armando Lira.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o diretor-geral da Secretaria da Fazenda George Hermann Rodolfo Tormin; o Diretor da Coordenação da Receita do Estado (CRE), Gilberto Calixto; a presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CCR-PR), Lucélia Lecheta; o deputado estadual Guto Silva, diretores e gerentes das ACP, Faciap e da Microtiba, além de dirigentes e diretores das empresas parceiras.

POSTOS DE COMBUSTÍVEL SERÃO OS PRIMEIROS A SUBSTITUIR

A obrigatoriedade do uso da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica seguirá um cronograma que terá início no dia 1º de julho próximo. Os postos de combustíveis são os primeiros que terão de substituir o cupom fiscal e a nota fiscal de venda ao consumidor pelo novo documento, que tem existência apenas digital e é emitido e armazenado eletronicamente.

De acordo com o cronograma da Receita Estadual, a adesão de todas as empresas do Estado deve acontecer até janeiro de 2016.

A partir de agosto, restaurantes, comércios varejistas de livros, jornais, óticas e lojas de armas e munições passarão a emitir o documento. Comércios de calçados, tecidos, gás, artesanatos e similares aderem ao sistema em setembro. Já em outubro, será a vez das padarias, joalherias, lojas de informática, eletrodomésticos e telefonia.

A partir de novembro, passarão a emitir a NFC-e os comércios varejistas de vestuário, materiais de construção e similares. As lojas de departamentos, comércios de bebidas e padarias utilizarão o sistema a partir de dezembro. E, em janeiro, aderem à NFC-e os supermercados, farmácias, açougues, peixarias e mercearias.

Independentemente do cronograma de obrigatoriedade, as empresas podem antecipar sua adesão à NFC-e. Para adotar o novo modelo o contribuinte precisa ter um certificado digital, padrão ICP-Brasil, possuir um sistema emissor de NFC-e (que poderá ser gratuito) e formalizar o respectivo pedido de uso do sistema na área restrita do Portal da SEFA (www.fazenda.pr.gov.br).

Fonte: Governo do Paraná

Júlio Felix segue no comando do Tecpar. Diretoria já assumiu cargos para segundo mandato do governo Beto Richa

A diretoria executiva do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) foi nomeada pelo governador do Estado, Beto Richa, para a gestão no quadriênio de 2015 a 2018 e já iniciou os trabalhos nesta segunda-feira (12). A diretoria executiva segue composta pelo diretor-presidente, Júlio C. Felix, pelo diretor de Biotecnologia Industrial, Julio Salomão, e pelo diretor de Administração e Finanças, José Ciro Costa de Assunção. Assume a diretoria de Desenvolvimento Tecnológico o engenheiro químico Reginaldo Joaquim de Souza.

A nomeação dos integrantes da diretoria executiva do Tecpar pelo governador, Beto Richa, foi publicada em Diário Oficial no dia 9 de janeiro, no Decreto 115. Os diretores serão apresentados aos colaboradores do instituto nesta quarta-feira (14), às 10 horas, pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), professor João Carlos Gomes.

O diretor-presidente, Júlio C. Felix, que está há 35 anos no Tecpar, avalia que o seu primeiro mandato à frente da instituição foi trabalhar na reorganização corporativa e delinear novas oportunidades de negócio para a empresa.

O principal desafio para este quadriênio, na visão de Felix, é desenvolver os principais programas e projetos definidos no Planejamento Estratégico da empresa, que lança olhar para o cenário até 2020. Entre eles, oferecer Soluções Tecnológicas ao mercado, atuar em Educação continuada, desenvolver e produzir medicamentos biológicos com tecnologias recombinantes, atender à demanda nacional de kits diagnósticos veterinários, operacionalizar o Centro de Excelência de Diagnósticos, consolidar a planta de medicamentos farmoquímicos no Campus Ponta Grossa, fortalecer os parques tecnológicos da instituição e buscar uma atuação forte com o Tecpar Inovação.

Biotecnologia Industrial

À frente da diretoria de Biotecnologia Industrial no último quadriênio, Julio Salomão avalia que a gestão da diretoria executiva focou a sua atuação na recuperação tecnológica e de imagem do Tecpar junto aos principais parceiros, como o Ministério da Saúde. “Aproveitamos novas oportunidades com novos projetos e parcerias estratégicas para a instituição e agora vamos trabalhar pela autossuficiência da empresa”, explica Salomão, há 32 anos no instituto.

Administração e Finanças

José Ciro Costa de Assunção reassume a diretoria de Administração e Finanças. Assunção, que está há 30 anos na empresa, analisa que a última gestão do Tecpar cumpriu os objetivos do Governo do Estado ao apresentar resultados positivos em seus balanços nos últimos anos. “Cumprimos o compromisso com o governador de fazer mais com menos, trazendo saldos positivos nas contas da empresa. A expectativa agora é cumprir os objetivos definidos no nosso Planejamento Estratégico”, avalia Assunção.

Desenvolvimento Tecnológico

O diretor de Desenvolvimento Tecnológico, Guilherme Zemke, assume a chefia do Gabinete da Presidência do Tecpar, após consolidar a mudança de visão estratégica dos laboratórios da instituição, que passaram, em sua gestão, a oferecer soluções tecnológicas ao mercado.

Em seu lugar assume o engenheiro químico Reginaldo Joaquim de Souza, que atuou nos últimos quatro anos na assessoria técnica da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema). Com 15 anos de experiência na área industrial, Souza quer trabalhar para o atingimento das metas já definidas e buscar novas oportunidades. “Vou agora conhecer as particularidades de cada unidade de negócio da diretoria de Desenvolvimento Tecnológico e trabalhar alinhado aos planos definidos pela diretoria executiva”,afirma.

Fonte: Tecpar

Governador Beto Richa visita Assespro-Paraná e aponta setor de Tecnologia da Informação como estratégico para desenvolvimento do estado

Um almoço no Parque de Software de Curitiba reuniu empresários e colaboradores do setor de Tecnologia da Informação e Comunicações em um encontro com o governador do Paraná. Beto Richa. A Assespro, que representa as empresas de TIC, elaborou um programa para tornar o estado cada vez mais digital, competitivo e inovador. O presidente Sandro Molés da Silva entregou as propostas para o governador e elogiou a aproximação da entidade com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. “Nessa gestão tivemos uma aproximação com o governo que nunca existiu antes”, afirmou. O presidente da Associação do Parque de Software, também destacou a importância do apoio do poder público ao setor. “Todos os principais ecossistemas de tecnologia do mundo só avançaram graças a iniciativas governamentais de incentivo e fomento”, disse Rawlinson Terrabuio.

Beto Richa disse que a área de Tecnologia de Informação e Comunicações é estratégica para um desenvolvimento vigoroso e sustentável do Paraná. Ele destacou o trabalho de criação de um rede de fibra ópitca em 100% dos municípios do Paraná e destacou o ações de financiamento de projetos de base tecnológica com apoio da Fomento Paraná a novos negócios e a empresas já estabelecidas com a criação da Conta Paraná Inovação, que garante recursos financeiros no orçamento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio do Fundo Paraná, para projetos de Inovação, possibilitando o investimento de cerca de 11 milhões, em 2015, em projetos de empresas inovadoras ou outros empreendimentos privados do setor tecnológico. Ele ainda afirmou que “novas tecnologias contribuem para uma gestão mais eficiente e transparente” e citou, como exemplo, as ferramentas de gestão utilizadas pelo governo estadual e a Sala de Situação criada para tomada de decisões do governador e de secretários.

A Assespro tem realizado um grande trabalho de união dos principais centros de TIC com uma governança estadual e fortalecimento de unidades regionais que abrangem os territórios dos seis Arranjos Produtivos Locais de Software nas regiões de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Oeste e Sudoeste do Paraná. A entidade convidou o atual governador e os principais candidatos ao governo para dialogar sobre o papel do setor de tecnologia no desenvolvimento da economia estadual.

Veja, a seguir, as propostas apresentadas a Beto Richa:

No Paraná, assim como no Brasil e no mundo, o setor de tecnologia é um dos maiores geradores de riqueza e empregos com valor agregado e tem crescido acima da média O Paraná é referência nacional em qualificação de empresas com certificações de excelência em software, produz soluções inovadoras para os segmentos mais importantes da economia, da gestão pública e da sociedade e precisa do apoio do poder público para consolidar esse avanço. A Assespro-Paraná , em parceria com a Associação do Parque de Software e os seis Arranjos Produtivos Locais de Software do estado, apresenta propostas para um Programa Estadual voltado à Tecnologia da Informação e Comunicação.Vale ressaltar que, de acordo com o Instituto Great Place to Work, nove empresas paranaenses estão entre as cem melhores para se trabalhar em TI no Brasil em 2014.

As propostas seguem a iniciativa nacional das três principais entidades do setor – Federação Assespro, ABES e Brasscom, que também elaboraram uma pauta para o desenvolvimento do setor no Brasil com base em pilares como o estímulo a novas tendências digitais, a criação e manutenção de um ambiente competitivo e inovador, e a importância de TIC para o desenvolvimento econômico, serviços ao cidadão e a eficiência pública.A meta é contribuir para que as empresas de TI e Telecom dobrem o número de empregos diretos e alcancem participação de mais de 10% no Produto Interno Bruto do país até 2022.

O Brasil tem todas as condições para brilhar mundialmente e o Paraná, a exemplo do que já realiza com a agricultura, é campo fértil para esse crescimento internacional. Um exemplo da necessidade de se impulsionar esta promissora atividade empresarial está nas grandes diferenças que se observam em países menores que o Brasil Enquanto Israel investe 4,4% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento, o Brasil aplica apenas 1,2% do PIB no setor. Lá, o número de startups criadas para cada mil habitantes é praticamente dez vezes maior do que aqui. A Índia é outro bom exemplo. Enquanto aquele país forma 300 mil profissionais de TI ao ano, o Brasil forma 36 mil. Tanto Israel como Índia têm se destacado em soluções tecnológicas no cenário mundial.

Empreendedorismo e inovação são recursos inesgotáveis na solução de problemas e podem protagonizar a transformação econômica de qualquer país. Nesse contexto, uma política eficiente de incentivo às Startups brasileiras é prioridade para o futuro da indústria nacional de TIC.

O fortalecimento e reconhecimento da cadeia produtiva de TIC é fator determinante na estratégia de crescimento do setor. Aspectos relacionados ao equilíbrio nas relações de trabalho, em especial no que diz respeito ao marco regulatório da terceirização, e a segurança jurídica para a realização de investimentos, comprometem a competitividade das empresas brasileiras e representam um freio ao desenvolvimento da indústria nacional.

Igualmente relevante é o papel do Estado enquanto agente de fomento por meio do poder das compras públicas. Tal instrumento deve ser considerado não só como ampliador da demanda interna, mas também, e principalmente, como ferramenta para promover e consolidar marcas e tecnologias nacionais.

PROPOSTAS PARA UM PARANÁ DIGITAL E COMPETITIVO

AÇÕES GOVERNAMENTAIS E GESTÃO PÚBLICA

-Institucionalização e previsão orçamentária para a gestão da Governança de TIC no Paraná

– Adoção do sistema de NFC-e em substituição ao modelo atual PAF-ECF

– Intervir junto à Copel para que flexibilize a liberação de provedores de internet e telefonia locais na utilização de suas estruturas físicas, mesmo onde já há cobertura por outras grandes operadoras, incentivando assim a livre concorrência e redução dos preços praticados

– Incentivo ao Desenvolvimento dos 6 Arranjos Produtivos Locais:

APL de TI dos Campos Gerais (Ponta Grossa e região)
APL de Software de Curitiba
APL de TI de Londrina
APL de Software de Maringá
APL de TI do Oeste (Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Foz do Iguaçu e Toledo)
APL de TI do Sudoeste (região de Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão)

– Fundo de inovação para o setor de TIC

– Fortalecimento ao desenvolvimento de novas tecnologias

– Fortalecimento dos polos tecnológicos inovadores

– Mais Editais para o setor de TI em modelo similar ao Tecnova

– Aperfeiçoamento dos pregões eletrônicos e valorização das licitações com critérios de decisão por técnica e preço

– Maior envolvimento da academia e do setor na definição das políticas

– Políticas de TIC sob supervisão direta do Chefe do Executivo

– e-Gov de excelência com eficiência no investimento público e privado com formação de PPPs

– Poder de compra do Estado como indutor da produção local de TIC

EMPRESAS

– Disseminação do uso de TIC nas Pequenas e Médias Empresas

– Soluções de TIC para setores estratégicos e de alto potencial como: Óleo e Gás, Energias Elétrica e Renováveis, SmartGrids, Mineração,Cadeias Logísticas,Transportes,MobilidadeUrbana,Agronegócio,Indústria Farmacêutica, Distribuição, Serviços

– Fomento a processos e produtos com alto conteúdo de conhecimento e formação de redes cooperativas

– Apoio financeiro ao empreendedorismo inovador e startups

– Maior acesso das PMEs a crédito para investimento em TIC

EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA PÚBLICA

– Novas técnicas de ensino para uma geração sempre conectada

– Conteúdos, ensino a distância e ferramentas digitais para alunos, pais, professores e gestores com capacitação dos profissionais em TIC

– Formação de especialistas de nível técnico, superior e de pós-graduação alinhados com as novas tendências tecnológicas

– Automação de processos, telemedicina e capacitação profissional

– Registros, prontuários eletrônicos, gestão de saúde, incluindo SUS

– Inteligência, monitoramento à distância, patrulhamento

Assespro-Paraná vai receber candidatos a governador. Beto Richa inicia rodada de encontros

A Assespro-Paraná, associação que representa as empresas de tecnologia da informação do Paraná, vai apresentar a candidatos a governador as propostas para o desenvolvimento do setor no estado. Em parceria com a Associação do Parque de Software de Curitiba e seis Arranjos Produtivos Locais de Software, a Assespro-Paraná vai apresentar um documento que elenca prioridades que vão de infraestrutura a fomento, incentivos, qualificação e programas para geração de empregos.

Siro Canabarro, vice-presidente de articulação política, ressalta que “o setor de tecnologia da informação é um dos maiores geradores de riqueza e empregos com valor agregado ao redor do mundo e tem crescido acima da média no Brasil. O Paraná é referência nacional em qualificação de empresas e soluções inovadoras e precisa do apoio do poder público para consolidar esse avanço”. No encontro com empresários da área de TI, os candidatos vão conhecer as demandas do setor e também vão ter a oportunidade de mostrar seus planos para o desenvolvimento da economia do Paraná”.

O primeiro candidato a ser recebido na sede da Assespro-Paraná, no Parque de Software de Curitiba, é o governador Beto Richa. Ele vai participar de um almoço com empresários e colaboradores de empresas no dia 27 de agosto. Os senadores Roberto Requião e Gleisi Hoffmann também foram convidados para encontros na entidade.

Governador do Paraná sanciona Lei de Inovação

O governador Beto Richa sancionou nesta segunda-feira (24/09) a Lei de Inovação no Paraná, que cria benefícios e estabelece mecanismos de cooperação entre setor público, setor privado e academia para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico. A Assembleia Legislativa aprovou o texto na semana passada por unanimidade.

O Paraná era o único Estado das regiões Sul e Sudeste que ainda não tinha aprovado uma lei de inovação – aguardada pela comunidade empresarial e científica porque oferece segurança jurídica e define a política de propriedade intelectual.

A Lei de Inovação é moderna e contém avanços significativos em relação ao texto proposto em 2010 pelo governo estadual. “Esta lei mostra o compromisso da nossa gestão com a inovação e a modernidade, bases de um Paraná forte e avançado. É uma importante medida para tornar o Estado mais produtivo e contribui para gerar riquezas e empregos”, disse o governador.

Richa destacou que o governo, por meio da Fundação Araucária, concederá bolsas para que estudantes de mestrado e doutorado desenvolvam seus projetos e pesquisas dentro de empresas paranaenses. Serão investidos R$ 2,9 milhões neste programa. Leia mais…

Paraná cria agência para promover o comércio exterior

O governador Beto Richa participou nesta quarta-feira (7), em Curitiba, do lançamento da Agência de Internacionalização do Paraná, voltada para a promoção do comércio exterior no Estado. O órgão faz parte do programa Paraná Competitivo e representa o esforço do governo para consolidar um bom ambiente de negócios no Paraná a partir da associação entre diversas entidades ligadas ao comércio exterior. A agência é uma associação civil sem fins lucrativos constituída por empresas, pessoas físicas, instituições do setor privado, entidades associativas e os poderes públicos estadual e municipal. Leia mais…