Por que gastar comprando se você pode economizar trocando?

Por que gastar comprando se você pode economizar trocando?

Novo aplicativo criado em Curitiba explora um nicho de mercado que tende a crescer nos próximos anos: a troca de produtos e serviços entre pessoas sem a necessidade de dinheiro

“Durante a pandemia percebemos um aumento no número de pessoas ofertando e aceitando produtos e serviços à base de troca – então, pensamos, por que não criar um aplicativo para facilitar a vida de quem gosta de negociar nessa modalidade?”, aponta Luiz Fernando Gerber, um dos fundadores do Finpli.

O Finpli é um sistema muito simples de usar. As pessoas baixam o aplicativo na Apple Store ou na Google Play, se cadastram e já estão aptas a usar. Basta cadastrar os produtos que deseja trocar, com foto e descritivo, como em qualquer aplicativo de compra e venda, e indicar o preço de referência, que servirá como base para a negociação.  Depois, é só esperar pelas ofertas de troca.

Através de um poderoso sistema de geolocalização, os usuários do Finpli podem localizar pessoas próximas que tenham os produtos que queiram trocar e fazer a proposta. Caso haja o aceite das duas partes ou, usando uma linguagem de internet, dê match, um chat privado é aberto para que os usuários combinem a troca  e se encontrem para trocar os produtos. O objetivo é unir as pessoas que desejam fazer as trocas e, como não há valor financeiro, a empresa não tem nenhum ganho sobre elas.

O projeto ainda está em captação de base. Em três semanas, sem investimento, apenas no famoso “boca a boca”, mais de mil pessoas fizeram o download e se inscreveram. A maioria já está cadastrando produtos e serviços, que vão de roupas usadas a imóveis que as pessoas aceitam trocar por um de menor valor, por exemplo. Isso mostra que o Finpli será um aplicativo muito democrático, sem restrições em relação às trocas. O aplicativo dispõe de um filtro por categorias de interesse, tornando-o personalizável para diversas comunidades.

Atualmente, o Finpli conta com seis pessoas para desenvolver sua tecnologia. Em breve, abrirá vagas para times comerciais e de atendimento. A ideia é monetizar de outras formas que não em comissão por cada troca, até porque não estará envolvido dinheiro em nenhuma transação, por isso, para 2021 não há projeção de faturamento, uma vez que os planos de monetização, que na maioria passam por publicidade, têm relação direta com o tamanho da base. Portanto, será um ano para estudos, melhorias, novas ideias e, acima de tudo, aprimoramento da experiência do usuário, algo que Marcelo Kume, outro sócio criador do aplicativo, acredita ser essencial para o sucesso.

O mercado de Curitiba foi eleito para os testes, não apenas por ser a cidade onde o Finpli nasceu, mas por ser um excelente mercado para testes de produtos e serviços. A ideia é, no segundo semestre de 2021, avançar a área de atuação do aplicativo para o Sul e Sudeste e, com o sucesso, abrir para todo o país em 2022, inclusive ampliando as parcerias que já estão sendo mapeadas.

“A dinâmica do Finpli, com seu formato único no mercado, são os diferenciais que apostamos no aplicativo. Algumas plataformas, cujo foco são as vendas, até exploram a troca, mas de uma forma tímida e não segmentada. O Finpli veio para preencher essa lacuna, sendo exclusivamente para a troca de produtos e serviços locais”, aponta Marcelo.

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