Governo publica decreto que altera poligonal dos portos do Paraná

Foi publicado nesta sexta-feira (12), no Diário Oficial da União, o decreto do governo federal que altera o traçado da chamada poligonal dos Portos de Paranaguá e Antonina – uma linha imaginária que delimita a abrangência do porto público. Com a modificação, inúmeras áreas deixam de fazer parte do limite de atuação do porto, abrindo a possibilidade de ampliação da base portuária paranaense por meio de investimentos privados, que podem chegar a R$ 8 bilhões. A alteração foi comemorada pelo G7, grupo que reúne as principais entidades representativas do setor produtivo do Estado, que considera que os investimentos representarão reduções significativas nos custos logísticos para as empresas e possibilitarão maior desenvolvimento ao litoral do Paraná.

“É uma vitória do setor produtivo paranaense, que nos últimos anos mostrou união e se empenhou na articulação junto ao governo federal para que a poligonal fosse alterada”, afirma Edson Campagnolo, presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e atual coordenador do G7. Ele lembra que, entre outras ações nesse esforço, as entidades enviaram ofícios para os órgãos responsáveis pela gestão portuária brasileira, reuniram-se com ministros e parlamentares e realizaram diversos encontros técnicos para debater o assunto.

Campagnolo explica que a alteração da poligonal deve destravar vários projetos já existentes para a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no litoral paranaense. “Esses terminais serão construídos por grupos privados, que até agora não podiam tirar os projetos do papel porque as áreas estavam dentro da poligonal do porto público. Com o decreto, resolve-se esse impasse”, diz. O G7 estima que, hoje, existam pelo menos quatro grandes projetos para a implantação de TUPs em Paranaguá e Pontal do Paraná, com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 8 bilhões e geração de 4 mil empregos diretos.

“Esses empreendimentos são fundamentais para atender o crescimento da demanda do setor produtivo e trarão maior concorrência na área portuária, resultando em redução de custos logísticos dos produtos paranaenses”, afirma Campagnolo. “E tão importante quanto a maior competitividade que eles trarão para as empresas é o desenvolvimento que possibilitarão ao litoral do Estado, com aumento da geração de empregos, renda e arrecadação”, completa o coordenador do G7.

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