Bossa Nova investe na curitibana SmartHint

A Bossa Nova Investimentos, maior investidora de venture capital brasileira em número de startups, que atualmente possui 340 empresas em seu portfólio, continua a todo o vapor selecionando empresas para fomentar. A escolhida da vez é a SmartHint, startup curitibana que atua com foco em aumentar a taxa de conversão no varejo de pequeno e médio porte.

Presente em cinco países da América do Sul, a SmartHint é um sistema SaaS (Software as a Service) de recomendação inteligente de produtos e retenção de clientes.

Segundo João Kepler, partner da Bossa Nova Investimentos, a expectativa da empresa e chegar ao final de 2018 com 450 startups investidas. “Temos muito interesse em auxiliar empesas que estão ampliando os horizontes para novos mercados e assim contribuindo para o ecossistema”, explica.

No Brasil é frequente uma pessoa entrar em uma loja virtual procurar por um produto desejado, não encontrar e sair do site sem comprar nada. Os números mostram a realidade desse fato, a baixa taxa de conversão de vendas pelo e-commerce chega a 1,65% ou seja, para cada 1.000 visitas apenas 16 pedidos são realizados.

Criada em 2017, a SmartHint foi objetivada para ser uma solução de aumento de vendas para o comércio eletrônico. Através de vitrines inteligentes os produtos possivelmente desejados pelo cliente são recomendados na tela como um incentivo para que ele faça a compra.

O uso do sistema de inteligência artificial facilita o trabalho do lojista, pois a vitrine funciona de forma autônoma e automática aplicada de acordo com o perfil de navegação do consumidor dentro da loja virtual.

Além disso, para ser realmente inteligente, o sistema manipula as vitrines para se adequar ao público de cada lojista, por exemplo, algumas vendem produtos com maior valor agregado enquanto outras destacam o preço.

A ferramenta é um pacote de assinatura mensal recorrente e permite que o lojista ative o serviço no momento que desejar com apenas 1Click, sem ajuda de um programador.

O varejista tem como testar por sete dias grátis para conhecer a ferramenta e acompanhar os primeiros resultados antes de fazer a adesão ao plano recomendado para a loja.

Nos primeiros quatro meses do ano de 2018 a startup faturou 3 vezes mais do que o ano inteiro de 2017 e já conquistou 3.500 lojas ativas, esse crescimento aumenta em média 20% ao mês com uma previsão de alcançar 10.000 lojas virtuais ativas até o final do ano.

Frete corresponde a mais da metade dos custos logísticos no e-commerce

A ABCOMM apresentou recentemente os resultados de sua pesquisa sobre a logística no e-commerce brasileiro no último ano. Entre os dados, um dos destaques está na alta porcentagem do frete (custo com transporte) no valor total gasto em logística sendo, em média, responsável por 58,1% dos custos logísticos do setor. Além disso, o fim do serviço de e-Sedex aliado a problemas com violência e alta dos combustíveis foram responsáveis pelo aumento do valor de frete, sendo repassado para o consumidor.

O fim do serviço de e-Sedex trouxe grande mudança para o e-commerce. Sem o serviço, que oferecia valores diferenciados o setor, houve um aumento na utilização de empresas privadas. Ao utilizar empresas privadas de transporte, o e-commerce tem a disposição uma entrega normalmente mais segura e constante, com menor risco de paralisação de funcionários ou extravio de mercadoria. Porém o custo final costuma ser acima do valor cobrado pelos Correios. Para manter seu produto com preço competitivo, muitas lojas virtuais subsidiam parte do custo de frete, buscando manter o valor final atrativo para o consumidor.

Outra opção utilizada pelo e-commerce para oferecer um valor competitivo é a opção de retirada em um local físico, eliminando o custo de frete para o consumidor. Um exemplo é a loja virtual OfficeTotalShop, do Rio de Janeiro, que permite ao consumidor retirar o produto em seu escritório, localizado no centro da cidade.

“A retirada no escritório acaba sendo uma boa opção para o cliente, mesmo sem a comodidade de receber no seu endereço. Ele reduz o valor e o prazo de entrega. Também o atual momento da cidade faz com que o risco de extravio do produto seja alto, com lojas chegando a recusar entregar em alguns bairros. A retirada acaba sendo a opção mais segura para a loja e para o cliente”, explica Anderson Martins, da OfficeTotalShop.

A pesquisa aponta que a estrutura logística brasileira ainda tem muito que melhorar para comportar o constante aumento na demanda de entregas para o e-commerce. Problemas com a malha rodoviária, além dos gastos com combustível e segurança privada fazem com que o aumento no custo de frete não reflita em aumento na qualidade do serviço, prejudicando a competitividade de todo o setor frente às lojas físicas.

Sete passos para quem deseja investir no comércio virtual

Por Vinicius Guimarães

O desejo de empreender tem motivado muitos profissionais a investirem no e-commerce, ainda mais levando em consideração as quedas no comércio físico e o aumento da segurança nas transações online tanto para o lojista como para o cliente.

De acordo com a Ebit, o segmento, que está em franca ascensão no Brasil, movimentou apenas no primeiro semestre de 2017 R$ 21 bilhões, um aumento de 3,9% em comparação com o mesmo período de 2016. Números preliminares da instituição apresentam um crescimento em torno de 10% em 2017.

No entanto, apesar das altas cifras, todos devem ficar atentos à legislação, às peculiaridades operacionais e processuais. Abaixo estão os primeiros sete passos para quem quer investir em seu próprio negócio on-line:

1. Formalização da empresa

Independentemente do nicho de atuação, a efetivação do negócio oferece diversos benefícios, como acesso a crédito especial, juros menores e conta jurídica. Caso a empresa fature até R$ 81 mil reais por ano, valor em vigor desde o dia primeiro, uma opção viável é tornar-se um Microempreendedor Individual (MEI). Se o faturamento ultrapassar esse teto, o melhor é o SIMPLES Nacional.

Ainda nessa fase, escolha um nome e faça o registro na junta comercial, garantindo sua exclusividade. Inscreva também a documentação da empresa (e do empresário) na junta comercial local e na Receita Federal.

2. Legislação do e-commerce

As vendas on-line são regidas por uma legislação própria. Os principais pontos de atenção são: os dados da empresa (CNPJ, endereço e nome) devem estar no rodapé do site; é preciso discriminar despesas adicionais em cada compra, como frete e seguro; ofereça um canal de contato para o consumidor; assegure o direito de devolução em até sete dias após a compra; providencie a troca de produtos com defeito, seguindo o prazo de 30 dias para bens não duráveis e 90 dias para bens duráveis.

3. Estude o mercado

Ao iniciar o projeto, analise os concorrentes e compreenda as demandas do segmento em que pretende atuar. Identificar as práticas de mercado e desenvolver estratégias para seguir adiante permitirá um início com mais garantia de vitória.

4. Escolha a plataforma mais adequada

Para a loja virtual, é importante escolher a dedo a plataforma que será utilizada, pois uma pouco eficiente pode prejudicar as vendas, dificultando as compras e afastando clientes. Por outro lado, um sistema estruturado melhora o desempenho do e-commerce.

Nesse cenário, as plataformas pré-montadas são as mais vantajosas, pois foram desenvolvidas para atender todos que desejam iniciar no comércio virtual, oferecendo diversas opções de customização.

5. Formas de pagamento

Defina desde o início quais os meios de pagamentos mais viáveis e descubra os prós e contras de cada um, assim como os mais usados pelos consumidores. Os intermediadores de pagamento são ótimas alternativas para quem está começando, já que a solução assume riscos de fraudes e adianta os recebíveis. Já os gateways de pagamento oferecem mais estabilidade às conexões, mas exigem medidas adicionais de segurança por não contarem com um sistema antifraudes próprio.

6. Entrega dos produtos

A questão logística é fundamental. Os Correios oferecem serviços mais simples e práticos para o empreendedor de primeira viagem, ainda que haja limitações referentes a peso e dimensões dos itens adquiridos. As transportadoras disponibilizam uma entrega mais estável, sem limites para peso e tamanho. São indicadas para quem já possui um e-commerce de maior proporção.

7. Use a tecnologia em prol das integrações

No e-commerce, as informações podem ter origens e destinos diversos. Por isso, é necessário avaliar antes quais serão as tecnologias usadas para integrar os dados referentes aos clientes, às compras, às entregas, ao estoque e assim por diante.

O uso de uma ferramenta de Enterprise Resource Planning (ERP), por exemplo, permite a automação de alguns processos, que vão desde o recebimento do pedido até a emissão de nota fiscal e o acompanhamento da entrega do produto. Realizar essas atividades manualmente representa um grave risco operacional.

Vinicius Guimarães é coordenador de marketing e vendas na Tray, unidade de e-commerce da Locaweb.