DCTF: que declaração é essa e porque os empresários devem ficar sempre atentos?

O documento é importante para evitar dores de cabeça com a Receita Federal e manter as empresas regulares

Uma das declarações mais complexas que as empresas devem apresentar para se manter na legalidade é a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). O documento tem tamanha importância por informar 12 tributos e contribuições* obrigatórias para a Receita Federal, funcionando como uma espécie de relatório geral da saúde dos negócios frente aos órgãos federais. O DCTF aprofunda em detalhes os dados, incluindo os valores usados para saldar essas dívidas.

“A principal função do DCTF é esclarecer a situação do crédito tributário do empreendedor. O contribuinte deve declarar o status dos tributos e contribuições. Informar se estão quitados, parcelados ou se há compensações”, explica Heber Dionizio, contador responsável da Contabilizei, escritório de contabilidade com mais de 5.000 clientes no Brasil. Para o Estado, a declaração permite maior controle ao supervisionar as empresas, fiscalizando a inadimplência.

Que empresas são obrigadas a apresentar a DCTF?

A obrigatoriedade da declaração inclui todas as pessoas jurídicas que se encaixam nos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido. A entrega do registro pode ser mensal ou semestral, dependendo do faturamento da empresa. Caso o lucro seja superior a R$ 30 milhões ou os tributos somem mais de R$ 3 milhões, a empresa deve entregar a DCTF mensalmente. A entrega do documento deve ser feita até o 15º dia útil do 2º mês seguinte.

Por exemplo, os dados referentes a junho são declarados em julho. Apesar do número de informações, a elaboração do registro é facilitada pela internet. Por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível no site da Receita Federal, o tributário faz o procedimento com praticidade. O arquivo gerado deve ser enviado pelo sistema Receitanet. Para que todo esse processo seja possível, o contribuinte deve ter um Certificado Digital.

Segundo Heber, as informações declaradas envolvem o regime de tributação, o tipo de pessoa jurídica e os dados gerais sobre a empresa. “No caso de atrasos, a empresa entrega uma nova declaração, mas ainda corre o risco de ser multada e se omitir informações, também terá de lidar com sanções”.

* O DCTF engloba as seguintes obrigações:

1- IRPJ – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica;

2- IRRF – Imposto de Renda Retido na Fonte;

3- IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados;

4- IOF – Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários;

5- CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;

6- PIS/Pasep – Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público;

7- COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;

8- CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira;

9- Cide-Combustível – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e álcool etílico combustível;

10- Cide-Remessa – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico destinada a financiar o Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa para o Apoio à Inovação;

11- CPSS – Contribuição do Plano de Seguridade Social do Servidor Público;

12- CPRB – Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta.

Pequenas e médias empresas recorrem a tecnologia para combater burocracia

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Micro e pequenos empresários brasileiros gastam, em média, 135 dias por ano de trabalho só com a execução de tarefas administrativas, o que causa a perda de R$ 79,5 bilhões anuais, de acordo com estudo realizado pela consultoria Plum. Além disso, no Brasil, são gastos aproximadamente 79 dias para abrir um negócio e, ainda assim, o número de novos empreendimentos continua crescendo.

Um dos maiores desafios enfrentados pelos novos administradores é com a saúde contábil dos seus empreendimentos. De acordo com um relatório divulgado no último ano pelo Banco Mundial, o Brasil é o país onde mais se gasta tempo com a burocracia tributária no mundo. Aqui as empresas gastam, em média, 1.958 horas por ano para cumprir todas as regras do Fisco. E uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) estima um gasto de cerca de R$ 60 bilhões em 2016 somente para calcular e pagar impostos.

A resiliência e perseverança dos empresários é impulsionada pelo surgimento de tecnologias que tentam facilitar e aumentar o tempo de vida de pequenas e médias empresas. Caso do empreendedor paulistano Caio Motta, fundador da Elementar Digital, que, para superar os obstáculos e burocracias no processo de abertura de seu negócio, recorreu à Contabilizei, escritório de contabilidade que usa tecnologia para desburocratizar compromissos contábeis.

“Entendemos que esta é uma área fundamental para o sucesso do nosso negócio e com o uso da tecnologia conseguimos fazer uma gestão mais simples e confiável”, justifica Caio. O CEO da Contabilizei, Vitor Torres, conta que o principal investimento da empresa é justamente no setor. “Nosso propósito é deixar a contabilidade mais transparente, automatizando todos os procedimentos obrigatórios, desde as folhas de pagamentos e impostos até os recibos de entrega, e garantindo maior segurança para as empresas dos nossos clientes”, explica.

O impacto da tecnologia na diminuição da burocracia e, por consequência, em um caminho menos tortuoso para empreendedores pode ser notado também na Zebu Mídias, coletivo que se uniu na faculdade com o objetivo de desenvolver formas de comunicação mais sustentáveis (tinta orgânica, flyer de bambu, banner de musgo etc). “Sempre trabalhamos com softwares de gestão online tanto na parte financeira quanto na organização de tarefas”, explica Amon Pinto, um dos co-fundadores.

Maior encontro de desenvolvedores do Paraná acontecerá em abril

Nos dias 13 e 14 de abril, Curitiba vai sediar a segunda edição do #CapiConf, um evento voltado para desenvolvedores e entusiastas de tecnologia abordando as principais temáticas focadas em inovação. O evento vai acontecer no auditório principal da FESP (Faculdade de Ensino Superior do Paraná) e será promovido pela Contabilizei, escritório de contabilidade que usa tecnologia para aprimorar processos e possui mais de 5.000 clientes no País.

São esperados mais de 800 participantes que, durante os dois dias, vão ter acesso a mais de 756 minutos de conteúdo em palestras e workshops com especialistas de diversos tópicos, como mobile, metodologias ágeis, user experience, redes neurais, bots, games, web, containers, cloud e inteligência artificial. O número representa um crescimento em relação a 2017, quando 438 participantes assistiram a 24 palestras e tiveram acesso a 1416 minutos de conteúdo.

Considerado o maior evento do setor no estado, o #CapiConf tem o objetivo de promover o compartilhamento de conhecimento e aprendizado, além de servir como um ambiente de networking para a comunidade. Entre os principais palestrantes estão Jon “maddog” Hall, CEO da OptDyn e Board Chair da Linux, Christina Warren, Desenvolvedora na Microsoft, e Matheus Gontijo, Engenheiro de Software da Crimson Agility. Veja a lista completa.

Contabilizei estima crescer duas vezes mais em 2018

Em 2017, a Contabilizei, escritório de contabilidade que usa tecnologia para desburocratizar compromissos contábeis de micro e pequenas empresas, ultrapassou a marca de 5.000 clientes. E a projeção para 2018 é crescer duas vezes em comparação ao último ano.

De acordo com o CEO, Vitor Torres, uma das estratégias da empresa para alcançar esse objetivo é focar no setor varejista. “O varejo conseguiu, no segundo trimestre de 2017, o melhor resultado desde o início da recessão e está em expansão progressiva, resultado da recuperação da economia. Um serviço de contabilidade prático, transparente e econômico é essencial para o sucesso dessas empresas”, explica Vitor, que prevê um crescimento nessa área de 5 vezes em comparação ao ano passado.

Hoje, o crescimento da Contabilizei é 50% em migração de empresas e que utilizavam outras empresas de contabilidade e 50% em abertura de novos negócios. Vitor conta que a empresa vai concentrar os esforços em aprimorar o produto “nosso objetivo é facilitar a rotina contábil de micro e pequenas empresas em para isso, nossos esforços estão no desenvolvimento do nosso produto e no atendimento dos nossos milhares de clientes.””.

Lançada no final de 2013, em Curitiba, a empresa acumula um crescimento anual de 353%, se tornando um dos maiores escritórios de contabilidade do País. Além disso, a Contabilizei já conta com mais de 180 funcionários e, em 2017, foi reconhecida pelo prêmio da Love Mondays como uma das melhores empresas (PME) para se trabalhar no Brasil. Os serviços da Contabilizei estão disponíveis em mais de 30 cidades em todo o Brasil incluindo as principais capitais. Atualmente, a empresa possui mais de cinco mil clientes ativos e já gerou mais de 45 milhões de economia para eles.

Vitor Torres, da Contabilizei dá dicas para empresas começarem 2018 no azul

As reformas dos últimos meses, a chegada das eleições e o aumento do poder de compra do brasileiro prometem fazer de 2018 um ano cheio de oportunidades, tanto em crescimento quanto em facilidade para se fazer negócios. Ainda que no Brasil, seja necessário gastar 2.038 horas apenas com burocracia, ser dono do próprio negócio está nos sonhos de 44% dos brasileiros, de acordo com pesquisa do GEM (Global Entrepreneurship Monitor).

No entanto, Vitor Torres, CEO da Contabilizei, escritório de contabilidade que usa tecnologia para facilitar a rotina de milhares de empresas em todo o Brasil, faz um alerta: “o empresário tem que usar os aprendizados da crise dos últimos anos para se planejar melhor. Reduzir custos e melhorar a eficiência é obrigação daqui para frente.” Ele preparou oito dicas para que os empresários se preparem para fazer de 2018 um grande ano nos negócios:

1. Encontre os impostores dentro da sua empresa

Existem impostores do orçamento dentro de todo negócio. Reveja contratos, fornecedores, prestadores de serviço etc. E aqui, vale rever também os impostos: com as mudanças no Simples Nacional para 2018, as empresas que já fazem parte do programa podem se beneficiar e àquelas que ainda não aderiram (empresas do Lucro Presumido, por exemplo) podem ganhar com a simplificação no pagamento dos impostos.

2. Ganhe eficiência e facilite a sua vida

Fazer mais com menos é lei para quem quer crescer e isso pode ser traduzido em eficiência. Para alcançar isso, é preciso estar aberto aos novos recursos. A tecnologia é muito positiva neste sentido e tem ajudado os empreendedores a otimizarem suas operações, independente do tamanho. Hoje, já é possível fazer tudo no meio digital com a mesma qualidade, mas ganhando em rapidez. Desde chamar um serviço de motoboy, encontrar um prestador de serviço, alugar um imóvel e até fazer contabilidade. Modernize seu negócio para ganhar eficiência e economia.

3. Não seja um fantasma para a Receita

Operar regularmente no âmbito fiscal é primordial para a saúde das empresas e até para estimular um ambiente de negócios mais favorável no país como um todo. Afinal, só podemos exigir se cumprimos a nossa parte. E, cada vez mais, a troca de informações entre os órgãos competentes vai facilitar a identificação de regularidades e a autuação de empresas. O governo está na caça aos fantasmas.

4. Regra de 5x

Uma das mais simples e efetivas regras de planejamento financeiro, que vale para qualquer negócio é a regra do 5x. Funciona assim: os gastos da empresa devem ser 5 vezes menores que o faturamento. Então se uma empresa fatura R$10 mil por mês, os gastos não devem ultrapassar R$2 mil mensalmente. Desta forma, o empresário tem segurança para se planejar e um caixa para os momentos mais difíceis. E em se tratando de Brasil, a gente sabe, isso é essencial.

5. De uma vez por todas: pare de misturar as coisas

A conta da empresa é a conta da empresa, a conta pessoal é a pessoal. Parece simples, mas este é um dos maiores equívocos que os pequenos empresários insistem em cometer. Além de perder o controle das finanças do seu negócio, ele está arriscando cair na malha fina da Receita Federal e ganhar muita dor de cabeça. Separe as contas e se organize.

6. Faça, sim, promessas de ano novo, mas cumpra

De nada adianta ter na cabeça o que precisa ser feito, mas não colocar em prática com consistência. Para isso, não prometa a si mesmo mais do que pode cumprir, foque no que é prioridade e no que realmente está ao seu alcance. É o único modo de afastar de si mesmo o fantasma de promessas não cumpridas de ano novo. E nos negócios, esta racionalização ainda vai te ajudar a ter foco naquilo que realmente vai fazer diferença para a sua empresa.

5 Fintechs para ficar de olho

O ano de 2016 foi, sem dúvida, importante para as startups, pois muitas das que surgiram nos anos anteriores se consolidaram em seus segmentos e, em contrapartida, muitas outras foram lançadas durante este período.

Um dos setores que mais se destacou pela criação de novas startups foi o de fintechs. As novas empresas têm como principal objetivo implantar inovações tecnológicas no mercado financeiro alterando os padrões tradicionais do setor, além de facilitar processos de pagamentos, melhorar fluxos de caixa e otimizar o gerenciamento financeiro das empresas. Com isso, há uma automatização de processos que antes eram arcaicos, favorecendo a entrada de novos consumidores e fortalecendo a estrutura operacional das empresas de qualquer porte ou segmento.

De acordo com um levantamento feito pela FintechLab, o número de fintechs no Brasil cresceu significativamente em menos de um ano, passando de 130 em abril de 2016, para 244 em janeiro de 2017, o que representa um crescimento de 87%. Segundo a consultoria CB Insights no mundo existem cerca de 12 mil fintechs, sendo que 26 delas já são consideradas unicórnios, empresas que possuem valor de mercado de mais de 1 bilhão de dólares cada.

Diante deste cenário, sugiro cinco fintechs para ficarmos de olho em 2017:

Contabilizei – Criada no início de 2012, a startup oferece serviços de contabilidade de forma automatizada e simples como, por exemplo, a elaboração de relatórios, registros contábeis, emissão de nota fiscal, controle de resultados e guia de impostos feito por meio de uma ferramenta online que permite simplificar, agilizar com um preço mais acessível;

Nubank – A startup, que foi criada em setembro de 2014, tem como objetivo automatizar alguns serviços bancários e melhorar a experiência do cliente, ao oferecer aos consumidores cartões de crédito sem tarifas, além de cobrar taxas de juros abaixo do mercado, em caso de atraso ou parcelamento da fatura. Uma das principais diferenças é o atendimento desburocratizado da startup e a satisfação dos seus clientes ao usar os cartões, principalmente porque os mesmos conseguem ter o controle do que foi gasto;

iugu – Fundada em 2012, a iugu é uma plataforma online de infraestrutura financeira e tem se consolidado no mercado como a principal solução para diminuir a barreira na implementação de pagamento digital, oferecendo serviços personalizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. A empresa, pioneira no Brasil, em oferecer serviços financeiros 360º, desde o processamento de pagamentos e antecipação de recebíveis, até a conciliação financeira, diminuindo o custo da operação e tempo, tornando o negócio mais eficiente, atua como facilitadora para companhias que desejam realizar cobranças de forma recorrente e acompanhar métricas de negócios.

FoxBit – Criada em 2014, a startup é maior corretora de bitcoins do Brasil, que permite que vendedores encontram compradores em um ambiente simples, ágil e seguro, com a maior liquidez do Brasil. Possui cerca de 90 mil clientes cadastrados e mais de R$ 600 milhões transacionados;

Konduto – Primeira empresa do mundo a monitorar todo o comportamento de navegação e compra de um usuário em uma loja virtual ou aplicativo mobile e, com isso, calcular a probabilidade de fraude em uma transação on-line. Além disso, também leva em consideração informações “básicas” da análise de risco, como geolocalização, dados cadastrais e características do aparelho utilizado na compra utilizado na compra (fingerprint), gerenciamento de regras condicionais e revisão manual. A empresa já possui mais de 150 clientes e processa mais de 4 milhões de pedidos mensalmente.

Startup curitibana está entre selecionadas pelo Google para programa de aceleração no Vale do Silício

O Google anunciou hoje as startups selecionadas para a quarta edição do Launchpad Accelerator, programa para impulsionar projetos para que se tornem uma referência de qualidade e sejam relevantes em escala global. O programa de seis meses tem início em julho de 2017, em um intensivo de duas semanas no novo espaço do Google para startups em São Francisco junto à empreendedores da América Latina, Ásia, África e Europa. A curitibana Contabilizei está entre as escolhidas.

Startups brasileiras:

Arquivei: Arquivei fornece plataforma de armazenamento, organização e consulta de informações de notas fiscais.

Contabilizei: Contabilizei é uma plataforma de contabilidade para micro e pequenas empresários dos setores de serviços e comércio, que oferece um serviço ágil, eficiente e inovador que reduz a burocracia e aumenta o controle para PMEs.

Contratado.ME: A plataforma que coloca os candidatos no centro da sua procura de emprego.

Guiche Virtual: Guiche Virtual é a plataforma independente líder na venda de passagens de ônibus online.

O programa inclui mentoria intensiva de engenheiros e gerentes de produto do Google, e outros mentores das principais empresas de tecnologia e venture capital do Vale do Silício. Os participantes recebem 50 mil dólares de apoio sem contrapartida do Google, 100 mil dólares de créditos para a compra de produtos Google e acesso contínuo aos experts e recursos do Google durante os 6 meses de programa.

No total, quanto já foi investido em startups brasileiras pelo Launchpad Accelerator?

Com as quatro primeiras classes, o impacto do programa no Brasil chega a 24 startups. Isso representa um investimento total de mais de um milhão e duzentos mil dólares (1,2 mi) em capital semente. Além disso, as startups selecionadas receberam o equivalente a dois milhões e quatrocentos mil de dólares em créditos para gastar com produtos de Cloud do Google.

As três primeiras turmas do programa contaram com: AgroSmart, AppProva, BankFacil, Cuponeria, Delivery Direto, Dog Hero, Edools,Elo7, Emprego Ligado, GetNinjas, Hand Talk, Love Mondays, Mobills, Meus Pedidos, Portal Telemedicina, ProDeaf, Qranio, QuintoAndar, SuperPlayer e UpBeat Games.

A lista completa das startups selecionadas está neste blog post.