Pesquisa da Alelo traça perfil financeiro dos trabalhadores de Curitiba

Buscando conhecer cada vez mais o comportamento e hábitos dos trabalhadores brasileiros – empregados e desempregados – diante dos altos e baixos da economia do País, a Alelo, bandeira especializada em benefícios e gestão de despesas corporativas, em parceria com o IBOPE CONECTA, realizou a Pesquisa Alelo Hábitos Financeiros dos Brasileiros. O estudo inédito foi realizado na cidade de Curitiba e mapeia o impacto nos orçamentos e quais soluções estão sendo buscadas por milhares de trabalhadores.

A pesquisa ouviu 2.810 pessoas das classes ABC, sendo 45% homens e 55% mulheres, entre 18 e 65 anos e residentes de 11 capitais brasileiras, havendo 7% da amostra em Curitiba. Entre os entrevistados de todo o Brasil, 77% estão empregados, 18% desempregados e 5% são estudantes.

Mercado de trabalho

A pesquisa apontou que 27% dos trabalhadores curitibanos trocaram de emprego nos últimos 12 meses. A grande maioria (73%) não mudou de emprego durante esse período. Destes, 46% foram promovidos ou receberam algum aumento salarial.

Dos 27% que trocaram de emprego, 24% encontraram um emprego melhor (abaixo da média nacional de 38%) e 38% foram demitidos (acima da média nacional de 28%), somente 4% abriram seus próprios negócios e 16% mudaram de carreira (acima da média nacional de 9%).

Dos trabalhadores que mudaram de emprego, 49% conseguiram um salário maior. 16% afirmam que o salário se manteve o mesmo (abaixo da média nacional de 24%) e 36% dos entrevistados tiveram redução salarial ao trocar de emprego (acima da média nacional de 22%).

Benefícios que recebem

28% dos entrevistados que estão empregados afirmam não receber nenhum benefício. Entre os que recebem, o vale-transporte é o mais recebido (46%), seguido de vale-alimentação (45%) e plano de saúde (44%). O vale-refeição é recebido por 41% dos entrevistados (acima da média nacional de 30%), enquanto o plano odontológico soma 32% dos respondentes (acima da média nacional de 26%). Apenas 13% afirmam receber PPR/Bônus (acima da média nacional de 8%), 5% vale-combustível, 4% auxílio creche, 5% cartão para adiantamento salarial e 8% auxílio educação.

Para 21% dos trabalhadores curitibanos que recebem vale-alimentação, o benefício representa de 90% a 100% da despesa mensal com supermercado.

Pausas para almoço

68% dos respondentes afirmam que as pausas para almoço continuam iguais. Já para 23%, estão menores – destes, 51% relacionam o aumento da demanda de trabalho como principal motivo do tempo mais curto para o almoço, 46% atribuem à equipe mais enxuta (acima da média nacional de 38%) e 22% diminuíram o tempo de almoço para economizar dinheiro. Apenas 9% têm pausas mais frequentes.
Ainda sobre o uso do tempo durante o intervalo para almoço, 30% dos trabalhadores utilizam o horário apenas para fazer refeições (abaixo da média nacional de 35%). O restante dos entrevistados aproveita de outras maneiras: 48% vão ao banco/pagar contas (acima da média nacional de 34%), 22% estudam, 24% fazem compras, 14% vão ao médico (acima da média nacional de 7%), 9% a manicure/pedicure e 9% frequentam a academia.

Plano B em caso de demissão

2/3 dos trabalhadores curitibanos que estão empregados têm um plano B: 21% dos trabalhadores já mantêm atividade de renda extra e 9% possuem outra fonte de renda além do salário (aluguel, rendimento, pensão).20% dos entrevistados têm uma reserva de dinheiro, 17% afirmam que podem contar com alguém da família e 22% pensam em trabalhar como freelancer ou autônomo caso percam o emprego. Desses, 61% pretendem trabalhar como freelancer na mesma profissão que exercem caso sejam demitidos (acima da média nacional de 44%); 8% passariam a vender marmitas/comida, 17% passariam a vender bolos/doces, 22% seriam motoristas de aplicativos de carona, como Uber, 99POP e Cabify, 14% afirmam que dariam aula particular, 17% venderiam artesanato e 11% fariam bicos de serviços para casa (abaixo da média nacional de 15%). Porém, 37% afirmam não ter nenhum plano B em caso de desemprego (acima da média nacional de 31%).

Desempregados

Na cidade de Curitiba, 13% dos profissionais estão desempregados. Desses, 47% estão fora do mercado de trabalho há mais de um ano. Dos trabalhadores atualmente desempregados, 69% foram demitidos do último emprego (acima da média nacional de 61%) e 13% afirmam ter pedido demissão porque estavam infelizes no último emprego.

Busca por emprego

O salário é o principal fator levado em consideração pelos trabalhadores curitibanos que estão em busca de uma vaga (41%). O segundo fator mais importante, de acordo com a pesquisa, são os benefícios oferecidos (38% – acima da média nacional de 30%), seguido pela distância de casa (13%) e reputação da empresa (9%).

Impactos do cenário econômico

Segundo a Pesquisa Alelo Hábitos Financeiros dos Trabalhadores Brasileiros, o contexto econômico impactou financeiramente 85% dos brasileiros. Em Curitiba, 69% tiveram que cortar despesas. Desses, a maioria (68% – acima da média nacional de 61%) passou a sair para comer fora com menos frequência e 66% a consumir marcas mais baratas. 49% deixaram de viajar; 49% abriram mão de hobbies; 49% passaram a comparar preços antes de fazer compras; 44% passaram a ir em mercados mais baratos e que oferecem mais promoções; 45% pararam de comprar produtos dispensáveis; 35% passaram a comprar marcas próprias dos supermercados (acima da média nacional de 28%), 27% substituíram medicamentos de marca por genéricos; 22% mudaram o plano de celular para um mais barato e 20% passaram a usar o transporte público com mais frequência.

31% dos entrevistados não tiveram que cortar gastos para comprar medicamentos (abaixo da média nacional 37%), porém 32% tiveram que usar o dinheiro que estavam economizando (acima da média nacional de 25%) e 26% cortaram gastos de lazer para conseguir comprar remédios. A maioria dos curitibanos (57%) não buscou métodos alternativos de tratamento para economizar com remédios.

O cenário econômico diminuiu a frequência com que as famílias faziam as compras de mercado: 36% costumavam ir toda semana, hoje o número caiu para 11%; 20% costumavam ir a cada quinze dias, agora o número está em 30% (acima da média nacional de 25%); 23% não tinham frequência certa, fazendo compras de reposição quando necessário. Este número cresceu para 36%.

Gastos escolares

Dentre os pais curitibanos que tiveram dificuldades com os gastos escolares dos filhos: 27% afirmaram ter dificuldade em comprar material escolar (abaixo da média nacional de 34%); 11% tiveram que mudar para uma escola mais barata; 10% tiveram que cortar atividades físicas (balé, futebol, natação) e extracurriculares (inglês, reforço). Contudo, 58% não tiveram dificuldade com os gastos de educação dos filhos (acima da média nacional de 50%).

Gestão do orçamento familiar

Cerca de 82% dos brasileiros costumam fazer a gestão do orçamento familiar – a maioria (62%) faz há mais de um ano. Em Curitiba, 45% dos trabalhadores sempre fazem essa gestão, 36% fazem de vez em quando e 19% não fazem.

Dentre os entrevistados da classe A, 24% não ultrapassam o limite que definiram (abaixo da média nacional de 29%); 55% ultrapassam às vezes; 11% sempre ultrapassam e 10% não definem o limite de gastos.

Quanto ao formato que utilizam para fazer os cálculos, 43% dos curitibanos usam uma planilha e 50% fazem a gestão do orçamento no papel. Apenas 7% dos entrevistados utilizam aplicativos.

Comparação de preços

Na comparação por preços mais em conta, 53% dos entrevistados afirmam que vão em diversas lojas antes de fazer uma compra (abaixo da média nacional de 60%), 53% usam sites comparativos de preços e 50% entram nos sites das lojas que pretendem comprar; 34% buscam em sites de promoções e folhetos; apenas 3% não comparam preços.

Esta é a primeira edição da Pesquisa Alelo Hábitos Financeiros dos Trabalhadores Brasileiros. O levantamento chega para complementar uma série de pesquisas já publicadas pela companhia. Em 2016 a Alelo lançou a Pesquisa Mobilidade Alelo e em 2015 e 2014 divulgou a Pesquisa Alelo Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Alelo Hábitos Financeiros dos Brasileiros ouviu 2.810 pessoas das classes ABC, sendo 45% homens e 55% mulheres, com idade de 18 a 65 anos e residentes em 11 localidades do Brasil – São Paulo (região metropolitana e interior), Rio de Janeiro (região metropolitana e interior), Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Porto Alegre, Recife e Salvador. Entre os entrevistados, 77% estão empregados, 18% desempregados e 5% são estudantes.

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