Minhorta promove cultivo de alimentos saudáveis

Minhorta

Desde 2017, o Minhorta surgiu como uma startup curitibana que busca incentivar o cultivo de alimentos de maneira saudável e em qualquer lugar. Trata-se de um clube de assinatura em que as pessoas recebem mensalmente hortaliças e um kit completo com terra preparada, argila para dreno, borrifador, vitaminas, luvas e sementes selecionadas especialmente para cada estação do ano.

“A ideia surgiu durante um intercâmbio quando iniciei uma horta na varanda de um apartamento alugado no norte da Espanha”, comenta Matheus von Biveniczko Tomio, sócio-fundador do Minhorta.

Os planos são a partir de R$29,90 e podem ser avulso, semestral ou anual e sempre trazem mimos sustentáveis, ou seja, itens surpresa para estimular o cultivo. “Tem tudo o que a gente precisa para plantar nossas sementes e um informativo sobre a semente selecionada do mês, com as peculiaridades de cada uma. E ainda tenho apoio pelo e-mail, de um jeito muito eficiente” conta Daniele Figueiredo.

O Minhorta conta com chef’s parceiros que disponibilizam receitas com o resultado das colheitas. Segundo o sócio-fundador José Geraldo Noronha, “o projeto já nasceu com um olhar ampliado, focado realmente em cultivar experiências. Pensamos em agregar diversos produtos e serviços como automação em irrigação, um programa voltado para crianças com uma pegada educacional, além de espaço para cultivo de flores.”

Para participar basta acessar www.minhorta.com.

Dez startups de Curitiba estão entre as 100 mais inovadoras do Brasil

Mais de 1.500 relacionamentos estabelecidos entre startups e grandes empresas, quase o dobro comparado a 2017. Esses são os números apresentados pelo movimento 100 Open Startups, plataforma que conecta startups a grandes empresas, durante o anúncio do Ranking 100 Open Startups 2018, que ocorreu nesta quarta-feira (04), no CUBO, em São Paulo.

A lista é resultado de um processo anual que envolve especialistas do mercado, como aceleradoras, investidores e grandes empresas, e reconhece as startups que mais despertaram interesse em grandes instituições. Além das 100 startups mais atraentes na visão do mercado e prontas para investimento e das companhias mais engajadas no ecossistema de inovação brasileiro, o movimento também apresentou a lista de startups de destaque em 24 categorias.

Dez startups curitibanas aparecem nessa importante lista:

1. GoEpik

Indústria 4.0 – inteligência de processos. Criamos inteligência de processos que inova, conecta e transforma a gestão da organização.

2. Loox Studios

Precursora em conteúdo e tecnologia de realidade virtual e aumentada no Brasil.

3. Eruga

Desenvolvemos treinamentos operacionais e de segurança em um ambiente virtual e gamificado.

4. Pipefy

Pipefy empowers managers to quickly deploy, automate and connect any end-to-end workflow in a matter of hours without the need of IT.

5. Beenoculus

A Beenoculus Tecnologia é líder em soluções de realidade virtual, aumentada e mediada na América Latina atendendo o mercado com infraestrutura, produção e distribuição de conteúdo dessas novas mídias.

6. Vidya Techology

We develop and sell hardware and software to asset integrity and corrosion monitoring for complex industrial plants operation.

7. Ubivis

A Ubivis fornece serviços contínuos de digitalização industrial aderente ao padrão Industria 4.0 através de sistema pronto para uso via SaaS.

8. Send4

Conectamos os meios online e offline, fazendo com que o recebimento e devolução de compras online sejam simples, rápidos e práticos.

9. 33 Robotics

Logística Indoor robotizada – Transporte autônomo de cargas em locais fechados através de unidades robóticas.

10. O Polen

O Polen é uma estratégia de melhoria na experiência de compra do ecommerce que usa impacto social para diminuir o abandono de carrinho.

“Em 2018, 275 startups obtiveram pontuação para o ranking que mede o relacionamento delas com grande empresa, o que constata a consolidação deste mercado. Open Innovation já é uma realidade no Brasil e vem crescendo exponencialmente, o que é comprovado pelos números apresentados. Estamos extremamente satisfeitos em termos ajudado a fomentar no país um ambiente de colaboração que gera oportunidades reais de negócios inovadores. Há três anos, quando lançamos o primeiro Ranking era ousado pensar em encontrar 100 startups qualificadas para esse tipo de relacionamento”, comenta Bruno Rondani, fundador e CEO da 100 Open Startups.

Entre os setores que se destacaram estão: varejo, agricultura, construção, serviços financeiros, alimentação e para PMEs. Já entre as tendências de crescimento identificadas estão Marketplace, Big Data, Biotech, Visão Computacional, IoT, Realidade Virtual e Realidade Aumentada.

O evento contou ainda com a presença de uma das pesquisadoras em empreendedorismo mais influentes do mundo, professora Saras Sarasvathy, responsável por introduzir o conceito de Effectuation e que reconheceu o movimento 100 Open Startups como um case de validade global.

Números do Movimento em 2018

4.600 startups ativas

9000 executivos avaliadores

800 grandes empresas conectadas

32 mil avaliações registradas

Mais de 1.500 relacionamento estabelecidos entre 275 startups e 243 grandes empresas.

Veja o Ranking TOP 100 Open Startups.

Enfraquecido, setor de TI de Curitiba precisa de novas lideranças

2018 marca o possível retorno, na prática, de programas de incentivo ao setor de Tecnologia da Informação de Curitiba. A Prefeitura já anunciou que vai reativar o Tecnoparque, que dá incentivos, entre eles, de redução de impostos, mas que não aceita novas adesões desde a gestão anterior. A Agência Curitiba estuda formas de facilitar a entrada de novas empresas no programa e também deseja ver novamente em ação o ISS Tecnológico, que facilita compra de equipamentos com incentivo fiscal, mas esbarra em burocracia contida na legislação atual e também na exigência de aumento de carga tributária para conceder benefícios.

O empresariado local foi chamado para contribuir, apresentar sugestões, mas não tem respondido a contento. Em recente evento da associação que representa o setor, não passou de duas dezenas o número de empresas que compareceram a um importante encontro com a direção da Agência Curitiba para tratar do assunto. Foi um evento fechado, apenas par associados, que também tentou manter a imprensa à distância. Tal encontro, enfraquecido pelo número de representantes, mostrou baixa representatividade do setor de TI na capital. Este mesmo setor, anos atrás, já mostrou muita força ao ampliar os benefícios do Tecnoparque para toda a cidade e reuniu centenas de empresários para oficializar a conquista.

Com uma liderança forte e engajada e comunicação eficiente, na época, o grupo do APL de Software de Curitiba, que representa a TI da capital também criou uma Central de Negócios e até uma S/A para desenvolver projetos, compartilhar conhecimento e vender produtos e soluções em conjunto. Mas a liderança atual, que não tem poder de influência entre empresários e políticos, sofre para encher uma sala de reunião ou um auditório e perde espaço, na preferência das autoridades, para startups que têm crescido exponencialmente, gerando milhares de novos empregos, Volta, TI de Curitiba!

Com incentivo à inovação, Curitiba almeja ser o Vale do Silício brasileiro – Por Diogo Kastrup Richter


A inovação tecnológica é visualizada cada vez mais como um importante meio de crescimento econômico e de melhora dos índices de qualidade de vida, perseguida pelos setores público e privado.

Antes praticamente restritos aos geeks do Vale do Silício, termos como aceleradoras, incubadoras, investidores-anjo e venture capital são jargões cada vez mais corriqueiros no ambiente empresarial. Governos têm gradativamente destinado recursos para atrair ideias inovadoras para os seus domínios. Instituições de ensino, que são referência no conhecimento de ponta, têm buscado parcerias com esses agentes do ecossistema de inovação.

O poder de transformação da inovação e da tecnologia não tem passado despercebido em solo tupiniquim. De acordo com o ranking das Empresas Mais Inovadoras do Mundo, da Fast Company, o Brasil é sede de cinco das 350 empresas mais inovadoras do mundo e, recentemente, alcançou a façanha de conquistar sua primeira startup unicórnio (valor de mercado maior que US$ 1 bilhão).

Parques tecnológicos, fomentados por parcerias público-privadas, têm surgido em diversas cidades brasileiras – tal como o Sapiens Parque, em Florianópolis, e o Porto Digital, em Recife – todos disputando a alcunha do Vale do Silício brasileiro. A par desse cenário, a Prefeitura de Curitiba implantou, em 2017, a Política Municipal de Fomento ao Ecossistema de Inovação, à qual se deu o nome de Vale do Pinhão. É uma política de integralização de ações de universidades, investidores, grandes empresas e startups para a geração de negócios inovadores na capital paranaense, fazendo dela um polo de tecnologia nacional.

A Prefeitura anunciou, no fim de maio deste ano, o relançamento do Programa Curitiba Tecnoparque. Inativo desde 2013, o Programa concede diversos benefícios fiscais a companhias de setores considerados estratégicos, como empresas de telecomunicação, informática, pesquisa e desenvolvimento, design, ensaios de qualidade, instrumentos de precisão e automação industrial, biotecnologia, nanotecnologia, novos materiais, saúde, meio ambiente e outros setores produtivos de base tecnológica. Mediante a submissão de projeto de Pesquisa e Inovação à Agência Curitiba, gestora do Curitiba Tecnoparque, as empresas de tecnologia localizadas na capital paranaense podem contar com alíquota de 2% de ISS (ordinariamente de 5%), bem como, se instaladas no Setor Especial do Programa, com isenção de IPTU, de taxa pelo exercício do poder de polícia, de contribuição de melhoria e, ainda, de ITBI, para a instalação do estabelecimento comercial.

Com a significativa diminuição da carga tributária suportada pelo setor de tecnologia, a Prefeitura espera atrair negócios inovadores para a cidade, que já é casa de diversas startups de relevância nacional e internacional. Mas o trabalho não deve parar por aí: de acordo com o Índice das Cidades Empreendedoras, da Endeavor Brasil, o município ainda carrega o fardo de um ambiente regulatório complexo, o que torna manutenção de negócios na cidade um verdadeiro desafio burocrático – em terras onde o custo Brasil é conhecido por tornar o empreendedorismo uma atividade difícil, senão impraticável.

Com essas medidas, espera-se que a cidade Luz dos Pinhais se mantenha na trilha para se tornar um baluarte de inovação e tecnologia nacional – e uma chama de esperança à castigada economia brasileira. Afinal, ambientes de inovação saudáveis, lastreados em instituições eficientes, favorecem a difusão de conhecimento entre os diversos segmentos da sociedade, atingindo o interesse público em múltiplas facetas. Resultado: todos saem ganhando.

Diogo Kastrup Richter, advogado do departamento tributário do escritório Marins Bertoldi.

Incubadora da Fiep abre vagas para startups de impacto social

Curitiba acaba de ganhar um programa de aceleração voltado exclusivamente a startups de impacto social, em áreas como mobilidade, energia, educação, segurança, resíduos, logística e equipamentos públicos. A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) abriu, nesta quarta-feira (13/6), as inscrições para incubar em sua sede, na capital, cinco novas empresas que ofereçam produtos e soluções para cidades inteligentes.

“Este novo programa, denominado Startup Smart Cities, visa incentivar o empreendedorismo de alto impacto para criar soluções para cidades inteligentes e combina aceleração e conexão entre as empresas nascentes, as indústrias e todo o ecossistema de inovação da cidade”, explica Filipe Cassapo, gerente do Centro Internacional de Inovação da Fiep.

As inscrições para a incubação já estão abertas e a primeira banca de avaliação irá ocorrer no dia 29 de junho. A iniciativa é uma parceria da Fiep com o Sindicato das Indústrias Eletroeletrônicas (Sinaees) e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

“Quando a gente pensa em cidades, há muitos desafios que precisam ser superados e as startups podem ter um papel fundamental no desenvolvimento de soluções inovadoras. Do melhor manejo do lixo ao trânsito caótico das metrópoles, o que não falta é opção a ser explorada”, afirma Frederico Lacerda, diretor da Agência Curitiba, órgão ligado à Prefeitura e responsável pelo fomento do Vale do Pinhão, o movimento de todas as áreas do município e do ecossistema de inovação da capital para tornar Curitiba a cidade mais inteligente do país.

Lacerda, que representou a Prefeitura no lançamento do programa da Fiep, lembra também que as cidades inteligentes unem qualidade de vida e desenvolvimento econômico por meio da tecnologia aplicada nas operações do dia a dia. De acordo com o Ranking Connected Smart Cities 2017, que avalia as cidades mais inteligentes do país usando 70 indicadores, Curitiba é a 2ª colocada.

Segundo Cassapo, o ecossistema de inovação que se formou na cidade nos últimos anos certamente tem influência nesta posição de destaque. “Órgãos públicos e privados, academia e demais organizações encontram o cenário ideal para o desenvolvimento de projetos capazes de tornar a cidade cada vez mais inteligente”, completou o gerente do Centro Internacional de Inovação da Fiep.

Atualmente, a Fiep já oferece um programa de incubação, em sua sede, na capital, para 11 startups, que recebem ajuda para estruturar planos de negócio, desenvolver produtos e serviços e contatar empresários interessados em investir e contratar as soluções. São empresas como GoEpik, Metha, Prevention (Adam Robô) e Exy9br, que apostam em negócios relacionados à automação, inteligência artificial, realidade virtual e internet das coisas (IoT), que estão entre os pilares da chamada indústria 4.0.

De acordo com Cassapo, as cinco novas startups ficarão incubadas em uma nova área na sede da entidade, junto ao Instituto de Veículos Híbridos e Elétricos. “Como no caso, das 11 outras empresas que fazem parte do programa de incubação, esperamos que as novas startups criem uma sinergia com os projetos voltados a mobilidade desenvolvidos pelo instituto”, justifica o gerente da Fiep.

Cassapo observa ainda que os editais de seleção são abertos e contínuos, com opções para duas formas de incubação: residente – na qual a empresa fica nas dependências da incubadora – e não residente. O programa tem duração de um ano, período no qual são realizadas reuniões para monitoramento de desempenho por meio de indicadores e metas.

Para apoiar no seu desenvolvimento, as empresas recebem suporte de rede de mentores e consultores especializados do Sistema Fiep e parceiros.

Palestra e debate

Antes do lançamento oficial da Startups Smart Cities, Josep Maria Buades Juan, representante da Agência Catalã de Competitividade, fez a palestra O Estado da Arte das Cidades Inteligentes.

Em seguida, houve um debate sobre a importância do ecossistema de startups para as cidades inteligentes, que teve a participação de Frederico Lacerda; do presidente do Sinaees, Alvaro Dias Junior; do gerente da Regional Paraná da Abinee, Jorge Paulo de Aguiar; e do coordenador do Programa Inovativa MDIC, Rafael Wandrey.

Mais informações sobre inscrições para a incubação de startups na Fiep podem ser obtidas pelo site.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Bcredi lança desafio a alunos universitários para mudar a cultura do brasileiro em relação ao crédito

A Bcredi, empresa especializada em crédito descomplicado com garantia de imóvel, lançou no fim de maio um desafio aos alunos da FAE Centro Universitário, em Curitiba. Durante a 2ª edição da maratona de conhecimento Workatona, os estudantes foram desafiados a levantarem ideias de como inserir esse tipo de crédito, muito comum em países desenvolvidos, na cultura do brasileiro. Os alunos das equipes vencedoras participarão agora de um processo seletivo para estágios na Bcredi com foco no processo de implementação das propostas.

As 77 equipes participantes tiveram 12 horas para elaborarem suas apresentações. A avaliação foi feita por profissionais da Bcredi, do Sebrae e professores da FAE e foram utilizados cinco critérios: inovação da proposta, criatividade na apresentação, sustentabilidade social e ambiental, habilidade técnica e financeira e potencial de disseminação. A proposta vencedora, apresentada por estudantes de Direito e Publicidade e Propaganda, envolve a criação de uma rede de relacionamento entre clientes para indicação de crédito mais saudável.

“Confirmamos no evento nossa aposta de que o meio acadêmico pode contribuir para o nosso dia a dia como empresa. Aqui na Bcredi pensamos diariamente em soluções para inserir o crédito com garantia de imóvel na cultura do brasileiro”, afirma a gerente de marketing da Bcredi, Ana Victória Guarinello. “Houve muito engajamento, dedicação e vibração dos alunos”, completa.

A empresa elegeu quatro propostas como as favoritas e agora abrirá um processo seletivo, em parceria com o núcleo de empregabilidade da FAE, para escolher, entre os alunos dessas equipes, estagiários que ajudem na implementação das soluções. O processo começa em junho com dinâmicas de grupo promovidas pela FAE e continua com entrevistas na Bcredi. A empresa não restringiu o número de estudantes que poderão ser contratados e prefere avaliar os alunos por desempenho.

Ana Victória destaca, porém, que todas as propostas têm pontos a serem considerados e, por isso, a Bcredi se reunirá com as equipes para criar uma solução única que contemple as diferentes alternativas. “Não só os primeiros colocados apresentaram boas ideias, então decidimos convidar todas as equipes para conversas que nos ajudem a entender como chegaram em suas conclusões. Esse processo nos ajudará a implementar o melhor de cada uma”, explica.

Grupo de alunos da Uninter está entre os 10 finalistas do prêmio Renault Experience

SENSCAR

Com a criação da startup SENSCAR – uma solução voltada ao mercado automotivo –, três alunos do Centro Universitário Internacional Uninter estão entre os 10 finalistas do prêmio Renault Experience, ao lado de grandes universidades do país. Buscando incentivar o empreendedorismo universitário, o programa oferece um guia completo que vai desde a identificação de uma oportunidade, passando pela ideia e desenvolvimento, até, por fim, virar uma startup. “Estamos muito felizes com o reconhecimento do nosso produto. Acreditamos que a dedicação e a persistência nos colocaram entre os 10 finalistas do prêmio Renault Experience”, comemora Jean Pierre, Carlos Cunha e Gabriele Mirian, que integram a equipe de alunos do curso de Relações Internacionais.

Para o professor e orientador, André Ziegmann, a participação da equipe aponta para o engajamento da instituição não apenas no projeto, mas na formação dos estudantes. “A interdisciplinaridade entre professores e estudantes contribuiu para a troca de experiências”, explica Ziegmann. De acordo com o docente, a Uninter cumpre a sua missão ao incentivar o empreendedorismo e o desenvolvimento tecnológico em âmbito nacional.

Startup curitibana aposta em estratégia global e já atende clientes em 150 países

Fundada em 2014 pelo curitibano Alessio Alionço, a Pipefy, empresa de SaaS, foi projetada para facilitar o processo lento, caro e muitas vezes incômodo enfrentado no dia a dia por gestores. Ao se aproximar do consumidor no mercado de operações internas comuns a todos os negócios do mundo, a Pipefy cresceu rapidamente e hoje está presente em 150 países, atendendo a mais de 8 mil empresas: desde pequenos negócios, como a Dandelion Chocolates, baseada em São Francisco (EUA), a gigantes como Accenture, IBM, Santander e Wipro, passando por startups que já receberam investimentos, como a Olist e a Nibo.

Com interface intuitiva, ao estilo Kanban, a plataforma permite a execução de novos processos operacionais para departamentos como Serviço ao Consumidor, Recursos Humanos, Financeiro, Marketing e Vendas, possibilitando que sejam postos em prática dentro de horas ou dias, sem entraves de TI.

Estratégia de expansão para outros países

Para ter abrangência global, o primeiro passo foi ter a plataforma da Pipefy em inglês, desde o produto até o site, além de mídias sociais e campanhas de marketing. Outra decisão foi seguir a estratégia de países como Israel, que trabalham sempre com mercados globais: “É muito difícil ter relevância em targets pequenos”, diz Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy. “Quando o Go To Market é global, existem muitos canais de nicho, o que faz com que seja muito mais fácil o trabalho, por exemplo, para a equipe de marketing fazer uma hipersegmentação de cauda longa para mídia paga. Nós percebemos que é muito mais fácil ser global desde o primeiro dia do que migrar de um produto local para um produto global posteriormente”, diz o empreendedor paranaense.

Oferecer um bom serviço ao consumidor final sem se ter uma base física no país no qual ele é utilizado pode parecer um obstáculo, mas Alessio percebeu um elemento-chave para direcionar essa condição a seu favor. “Nós preparamos a nossa operação para trabalhar com esses países através de cultura – entender como o mercado consumidor de software no local se comporta, sempre respeitando o fuso desses locais. Por exemplo, o brasileiro gosta de marcar reuniões, enquanto o americano gosta de comprar o software de maneira self-service”, conta.

Detalhes que fazem (toda) a diferença

Particularidades de cada país atendido são consideradas na hora de pôr as operações em prática. “Hoje, o fundamental para a Pipefy é ser bem sucedida nos países em que atua. Por isso, preparamos a nossa equipe para trabalhar com diferentes realidades, horários, modos de compra e ciclo de vendas. Temos uma preocupação muito grande com as ferramentas que usamos, desde bons recursos para reunião remota, infraestrutura de voz e dados, DDDs locais para parecer que estamos mais próximos dos clientes e ferramentas de insight sales”, afirma, concluindo em seguida: “A ideia é mostrar que estamos próximos desses clientes e que entendemos as suas necessidades, bem como de que forma preferem se comunicar com a nossa equipe”.

Aproveitando espaços do mercado

“Nós estamos construindo um novo segmento de mercado”, diz Alessio. “Durante anos, gerentes de empresas e departamentos de TI vêm lutando para priorizar recursos valiosos. A área de negócio das empresas tentava usar tecnologia para ser mais eficiente, mas dependia sempre do auxílio do departamento de TI para implementar e manter essas mudanças”, pontua. “Nossa visão é permitir que cada gestor dentro de uma organização crie seus próprios fluxos de trabalho customizados, sem a necessidade de possuir conhecimento técnico em programação. Ao possibilitar o gerenciamento ágil de processos, nossos clientes podem reagir a um ambiente de mudanças constantes e rápidas, garantindo uma execução de alta qualidade”, explica.

Experiência customizada de produto

A Pipefy entende que cada negócio é único e é justamente essa singularidade dos processos de cada empresa que pode levá-la à vantagem competitiva sobre os demais concorrentes no mercado.

“É difícil criar uma experiência de produto global nesse mercado, devido à complexidade significativa das operações internas de empresas. A Pipefy conseguiu criar um belo produto, que prioriza o usuário final e vai direto ao ponto dos problemas de negócios que eles estão resolvendo”, destaca Dan Scholnick, Sócio-Geral da Trinity Ventures, que completa: “Milhares de clientes em todo o mundo validaram a plataforma por meio do tempo e dinheiro que dedicam diariamente ao Pipefy”.

Anúncio de investimentos

Em março deste ano, a Pipefy recebeu o levantamento de US$16 mi em sua rodada de investimentos Série A, encabeçada pela OpenView Partners, firma de venture capital focada em empresas em fase de expansão, além da Trinity Ventures. A Redpoint Ventures e a Valor Capital, que já haviam investido na plataforma, também participaram da rodada. Outros investidores da companhia são a 500 Startups, o Founders Fund (do fundador do Paypal, Peter Thiel) e os fundadores da Zendesk, Morten Primdahl e Alexander Aghassipour. Os fundos levantados serão utilizados para escalar as operações da empresa à medida que a Pipefy expande suas equipes tanto em São Francisco como no Brasil.

Robô curitibano está entre vencedores da etapa latino-americana da Imagine Cup 2018

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A Microsoft anunciou os vencedores da etapa latino-americana da Imagine Cup, competição global da companhia que transforma projetos acadêmicos em startups de sucesso.

Os vencedores Adam Robô (Brasil),desenvolvido em Curitiba, Eranoi (México) e LEXA (Argentina) foram anunciados em cerimônia realizada em São Paulo, onde reuniu, pela primeira vez, competidores da América Latina. A vitória da etapa garante três das 34 vagas na final global que será realizada em Seattle, EUA, no mês de julho.

A grande campeã da Imagine Cup 2018 será premiada com mais de US$ 100 mil dólares, somando dinheiro, viagens e créditos em nuvem, como subsídio ao desenvolvimento do projeto, além de mentoria de Satya Nadella, CEO da Microsoft.

“Foi uma etapa muito difícil de decidir, pois tivemos projetos inovadores em um nível que nos surpreendeu, especialmente porque temos três projetos focados em saúde e acessibilidade. Estamos com grandes expectativas para a final global”, comemora Rodrigo Dias, gerente de Programas Acadêmicos e Startups da Microsoft Brasil.

Ao todo, foram inscritos mais de 5 mil competidores e 183 projetos, sendo que estavam entre os selecionados oito brasileiros, três mexicanos, um argentino e um chileno, de universidades públicas e privadas.

Os finalistas foram avaliados de acordo com critérios como inovação, caraterísticas técnicas, aplicabilidade e modelo de negócio. A banca julgadora foi formada por empresários e especialistas em startups.

Veja mais detalhes dos projetos campeões da etapa latino-americana da Imagine Cup 2018:

ADAM Robô – Centro Europeu (Brasil – PR)

Uma solução que utiliza inteligência artificial para identificar problemas oftalmológicos como miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia (vista cansada), e obter o resultado em até cinco minutos a preço acessível.

Eranoi – Instituto Tecnológico de Veracruz, Instituto Tecnológico de Culiacán, Universidad Insurgentes (México)

A solução é um sistema de monitoramento que mede, em tempo real, os sinais vitais de um paciente como temperatura, umidade, frequência cardíaca, oxigênio no sangue e atividade elétrica do coração por meio de máquina de aprendizado e inteligência artificial.

LEXA – ITBA (Argentina)

Usando a tecnologia de blockchain pública aberta, a solução armazena prescrições médicas, a fim de viabilizar as informações do paciente para futuras consultas e evitar fraudes.

Sobre a Imagine Cup

A Microsoft criou a Imagine Cup em 2003, uma competição estudantil, que tem o objetivo de transformar trabalhos acadêmicos em startups. Os alunos das mais variadas disciplinas colocam nos seus projetos toda a criatividade e conhecimento.

Fonte: Microsoft Brasil

Bossa Nova investe na curitibana SmartHint

A Bossa Nova Investimentos, maior investidora de venture capital brasileira em número de startups, que atualmente possui 340 empresas em seu portfólio, continua a todo o vapor selecionando empresas para fomentar. A escolhida da vez é a SmartHint, startup curitibana que atua com foco em aumentar a taxa de conversão no varejo de pequeno e médio porte.

Presente em cinco países da América do Sul, a SmartHint é um sistema SaaS (Software as a Service) de recomendação inteligente de produtos e retenção de clientes.

Segundo João Kepler, partner da Bossa Nova Investimentos, a expectativa da empresa e chegar ao final de 2018 com 450 startups investidas. “Temos muito interesse em auxiliar empesas que estão ampliando os horizontes para novos mercados e assim contribuindo para o ecossistema”, explica.

No Brasil é frequente uma pessoa entrar em uma loja virtual procurar por um produto desejado, não encontrar e sair do site sem comprar nada. Os números mostram a realidade desse fato, a baixa taxa de conversão de vendas pelo e-commerce chega a 1,65% ou seja, para cada 1.000 visitas apenas 16 pedidos são realizados.

Criada em 2017, a SmartHint foi objetivada para ser uma solução de aumento de vendas para o comércio eletrônico. Através de vitrines inteligentes os produtos possivelmente desejados pelo cliente são recomendados na tela como um incentivo para que ele faça a compra.

O uso do sistema de inteligência artificial facilita o trabalho do lojista, pois a vitrine funciona de forma autônoma e automática aplicada de acordo com o perfil de navegação do consumidor dentro da loja virtual.

Além disso, para ser realmente inteligente, o sistema manipula as vitrines para se adequar ao público de cada lojista, por exemplo, algumas vendem produtos com maior valor agregado enquanto outras destacam o preço.

A ferramenta é um pacote de assinatura mensal recorrente e permite que o lojista ative o serviço no momento que desejar com apenas 1Click, sem ajuda de um programador.

O varejista tem como testar por sete dias grátis para conhecer a ferramenta e acompanhar os primeiros resultados antes de fazer a adesão ao plano recomendado para a loja.

Nos primeiros quatro meses do ano de 2018 a startup faturou 3 vezes mais do que o ano inteiro de 2017 e já conquistou 3.500 lojas ativas, esse crescimento aumenta em média 20% ao mês com uma previsão de alcançar 10.000 lojas virtuais ativas até o final do ano.

Incubada do Sistema Fiep é selecionada em programa nacional e receberá R$ 1 milhão para investir em geração de energia renovável

A Metha Soluções é a única empresa do Paraná selecionada no programa Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep). A startup receberá um aporte de R$ 1 milhão para colocar em prática o plano de negócios apresentado durante o processo seletivo. A empresa tem como foco principal a geração de energia renovável e um de seus produtos, a Micro Central Hidrelétrica (MCH), um equipamento de pequenas dimensões, é capaz de gerar energia elétrica a partir dos menores pontos de disponibilidade de água para até cinco casas de porte médio. “Esse investimento é fundamental para que possamos desenvolver nosso plano de negócios”, disse Felipe Wotecoski, um dos sócios da Metha Soluções.

Ao todo, foram 503 empresas inscritas para participar do programa Finep Startup. A seleção das vencedoras foi realizada em três etapas. Na primeira, em que os inscritos estruturaram um plano de negócios, o número de concorrentes caiu para 75. Na segunda etapa, as selecionadas se apresentaram para uma banca composta por especialistas e a última etapa teve a participação de apenas 25 empresas, que foram avaliadas presencialmente, para verificar se elas cumpriam o que disseram no plano de negócios. A Metha Soluções foi uma das 19 startups selecionadas. “É uma oportunidade incrível. Estamos felizes e ansiosos para dar continuidade em nosso trabalho”, disse Felipe.

Desde 2016, a Metha Soluções faz parte do programa Incubadora Sistema Fiep. Para Felipe, essa parceria foi essencial. “O Sistema Fiep esteve presente durante todo o processo seletivo do programa Finep. Eles nos ajudaram com assistência jurídica para organizar toda a documentação necessária para participar do programa. Além disso, a reunião presencial, que ocorreu na terceira etapa, foi realizada na Incubadora Sistema Fiep”, disse.

Para Priscilla Assahida, Consultora do Sistema Fiep, a Incubadora Sistema Fiep promove o desenvolvimento da indústria, apoiando e acelerando empreendimentos inovadores e auxiliando empresas com alto potencial de crescimento a obter acesso ao mercado, capital e gestão. “Quem participa do nosso projeto tem acesso a um ambiente propício ao desenvolvimento de ideias inovadoras, além de ter acesso ao mercado, consultorias especializadas, network orientado e outros benefícios”, afirma.

Incubadora Sistema Fiep

A Incubadora do Sistema Fiep promove o desenvolvimento das startups que possuem um negócio com perspectiva de mercado e crescimento em escala. Trabalha com os empreendedores até que atinjam maturidade e estejam preparados para o mercado e para contribuir com o aumento da competitividade da indústria paranaense.

Grandes companhias brasileiras se unem para lançar hub de inovação em Curitiba

Barigui, Rumo e Bosch são as idealizadoras do projeto Distrito – Spark CWB, que busca fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias e crescimento de startups no país

A tecnologia vem transformando o mundo como o conhecemos e novos comportamentos estão moldando as empresas e produtos do futuro. Pensando em oferecer oportunidades para empreendedores, investidores e empresas a fim de contribuir com as constantes mudanças do mercado, os grupos Conglomerado Financeiro Barigui, Rumo e Bosch se uniram para lançar o Spark CWB Curitiba, parte do ecossistema Distrito, que é um hub de inovação para startups, corporações e investidores.

Com sede em Curitiba (PR), o objetivo do projeto é difundir a inovação de forma compartilhada, atraindo e apoiando startups, corporações e investidores que buscam crescer e alcançar retornos exponenciais.

Empresas com as melhores tecnologias e produtos estarão presentes em um espaço compartilhado de 1.050m² no novo prédio da FAE Business School para disseminar e desenvolver novas ideias, fortalecendo o ecossistema de inovação de Curitiba e do país no processo de operação e gestão de negócios. Entre os parceiros do projeto, já estão confirmadas empresas como Google, Microsoft, IBM, Amazon, Coca-Cola, Claro, Ambev, entre outras.

Investindo em inovação

O Conglomerado Financeiro Barigui tem um forte viés em inovação, prova disso é que, em 2016, o grupo paranaense lançou sua própria fintech, a Bcredi, que chegou ao mercado para descomplicar a oferta de crédito imobiliário no Brasil, oferecendo juros mais baixos na modalidade com garantia, maior prazo de pagamento e rápida aprovação em um processo 100% online.

Hoje, a fintech já é o maior player de crédito imobiliário do país e também será uma das startups residentes do Distrito. “Temos como preocupação o constante investimento em tecnologia, que atualmente é essencial para acompanhar as novas demandas do mercado. Por isso, fazer parte de um projeto que vai fomentar cada vez mais a evolução e desenvolvimento das corporações brasileiras é uma grande oportunidade”, comenta Maria Teresa Fornea, diretora executiva do Conglomerado Financeiro Barigui e cofundadora da Bcredi.

A Rumo, maior operadora de ferrovias do Brasil, está desenvolvendo dentro do seu plano estratégico uma política de inovação aberta. Neste contexto, o espaço surge como uma oportunidade para agregar novos valores para a companhia, focado no aumento da eficiência operacional e diminuição de custos.

“É uma prática de integração que vai possibilitar aumentar as chances de sucesso no desenvolvimento de projetos. A ferrovia vive um momento especial no Brasil, as possibilidades de expansão da malha ferroviária e o desenvolvimento de novas tecnologias na engenharia ferroviária e de automação estão sendo trabalhadas constantemente para otimizar a logística”, destaca o diretor de tecnologia da Rumo, Roberto Rubio Potzmann.

A Bosch, uma líder global no fornecimento de tecnologias e serviços, iniciou sua história de sucesso no Brasil em 1954 na cidade de São Paulo. Atualmente, a empresa oferece produtos e serviços para as áreas de Soluções para Mobilidade, Tecnologia Industrial, Bens de Consumo e Energia e Tecnologia Predial. Mundialmente, o Grupo Bosch emprega cerca de 402.000 colaboradores e gerou vendas de 78.1 bilhões de Euros em 2017.

A inovação faz parte do DNA da Bosch desde a sua fundação e é a base para o crescimento futuro da organização. Em todo o mundo, o Grupo Bosch emprega cerca de 62.500 colaboradores na área de pesquisa e desenvolvimento em 125 localidades, já no Brasil a empresa investe cerca de 3,3% do seu faturamento em P&D. Cada vez mais a Bosch mira no intraempreendedorismo e no ecossistema de startups para poder inovar com agilidade e conseguir disponibilizar inovações para uma vida conectada, aprimorando a qualidade de vida com produtos e serviços inovadores em todo mundo.

Founder Institute capacita empreendedores em Curitiba

Criar o seu próprio negócio é uma tarefa difícil. No entanto, o Founder Institute foi criado para mudar esta realidade. O programa de incentivo desenvolvido pelo instituto, já ajudou mais de 2.700 empreendedores em todo o mundo a lançarem as suas empresas de tecnologia/escaláveis. De acordo com dados internos, essas start ups valem, hoje, mais de US$ 15 bilhões e o programa funciona em oito cidades do Brasil.

Para Marina Beraz, codiretora do Founder Institute, o programa mundial de pré-aceleração oferece um diferencial no Brasil por focar no empreendedor enquanto ele ainda não pode ter uma equipe formada, produto ou mercado validado. Através do programa, o Founder conecta-se com uma rede nacional de mais de 400 mentores que são CEOs ou cofundadores de iniciativas de sucesso.

“O programa ajuda desde o início, no momento de originação do próprio fundador e de sua ideia de negócio. O objetivo é desafiá-lo ao máximo durante a etapa eliminatória, com avaliações de pitches, por exemplo, pois é ideal que o empreendedor tenha uma opinião embasada e crítica sobre o seu negócio”, explica Marina. O programa aplica ferramentas científicas e acompanha a execução do participante durante três meses e meio.

Com o objetivo de auxiliar os participantes, o programa oferecido pelo instituto, que funciona em 160 cidades de 70 países, faz parcerias com escritórios de advocacia de destaque para a elaboração das mentorias na sessão jurídica. “A experiência dos mentores é aplicada para ajudar os participantes em assuntos específicos. A ideia é contribuir de alguma forma para que os projetos se desenvolvam, identificar fraquezas e pontos fortes das iniciativas e estimular o empreendedorismo”, conta Emerson Albino, especialista em Direito Tributário e sócio do Marins Bertoldi.

Contudo, os candidatos têm de ter força de vontade para levarem os seus negócios adiante. “O Founder é um programa estruturado e ajuda você em todas as etapas para abrir um negócio e força você a buscar soluções, testando se está realmente atento a todos os detalhes. É preciso de muita resiliência para prosseguir e o Founder Institute ajuda você a continuar”, conta Igor Ferraz, fundador da GreenPlug e participante do programa.

Mais informações sobre o programa e sobre as inscrições no site do instituto: www.fi.co/s/curitiba

Glovo inicia operações em Curitiba

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A Glovo, startup espanhola de entregas rápidas, inicia as operações em Curitiba (PR) e, com isso, chega a 7 cidades em pouco mais de 2 meses no Brasil. A capital paranaense integra um agressivo plano de rápida expansão pelo território nacional, onde a empresa já está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Niterói e Campinas, além da forte atuação na América Latina, com serviços em países como Argentina, Chile e Peru.

A partir de uma joint venture com a Cabify na América Latina, plataforma inteligente de mobilidade urbana, a proposta da Glovo é apresentar o modelo de “Multi delivery on-demand”, já consagrado em países como Espanha e Itália, e permitirá entregas em bairros na região central de Curitiba, como Água Verde, Batel, Bigorrilho, Bom Retiro, Cristo Rei, Juvevê, Mercês, entre outros. O plano da startup é chegar a 12 cidades brasileiras até junho deste ano.

O conceito da startup se baseia em realizar entregas rápidas com preços mais competitivos. No país, a startup realiza entregas com taxa fixa de R$ 6,90 nos primeiros 3 meses de operação e de R$ 16,90 para courier, serviço de correio expresso para entrega de documentos e objetos. Os “glovers” (apelido dos entregadores) poderão se cadastrar na plataforma para realizar entregas de motocicleta, podendo ser remunerados de acordo com o número de pedidos atendidos, tempo e distância percorrida.

Inspirado pelos modelos de negócios como o do Airbnb, o jovem empresário e engenheiro aeroespacial Óscar Pierre fundou a Glovo em fevereiro de 2015, a partir da ideia de que é possível otimizar o tempo de maneira consistente com o uso de um serviço que entrega qualquer coisa de forma muito mais rápida. Por isso, o app permite comprar, receber ou mesmo enviar qualquer item em poucos minutos dentro de uma mesma cidade.

Atualmente são mais de 3,5 mil estabelecimentos associados à marca – como o McDonald’s que, na Itália e Espanha têm o app como parceiro exclusivo de entregas, além de 4 mil “glovers” espalhados por mais de 25 cidades ao redor do mundo. “Permitimos que, a qualquer momento, todo tipo de estabelecimento comercial se conecte aos perfis dos usuários da Glovo, otimizando o tempo e transformando a forma como os clientes adquirem novos produtos e os recebem em suas casas”, explica Pierre, CEO global e fundador.

O Country Manager da Glovo no Brasil é Bruno Raposo, ex-Peixe Urbano e ImóvelWeb, que abraça a aposta da empresa espanhola em território nacional. “O mercado de delivery no Brasil tem crescido acima de 10% nos últimos anos e muitos empresários estão atentos a esta demanda. Assim, acreditamos que o país tem grande potencial para se tornar um dos nossos maiores mercados nos próximos anos”, analisa o executivo, destacando que a joint-venture com a Cabify prevê que a Glovo assuma a operação do Cabify Express, serviço de entregas rápidas.

Dividido em sete categorias de serviços, o aplicativo atende parceiros como farmácias, supermercados, lanchonetes e restaurantes, além de outros de diversas naturezas. “O ponto é que não ficamos restritos à entrega de comida, este é um dos principais diferenciais da Glovo”, ressalta Raposo. O aplicativo traz a função “o que quiser”, através da qual o usuário pode solicitar qualquer produto com assistência de um tipo de “concierge” pessoal. Ao escolher por esta funcionalidade, a startup assume a mediação do contato entre o comprador e fornecedor, de forma a levantar as especificações exatas dos itens requisitados e monitorar todo o serviço, da aquisição à entrega das encomendas ao cliente.

O modelo de negócio da Glovo ainda contempla uma grande rede de suporte aos clientes, composta por call centers terceirizados e equipe de atendimento dedicada. Os “glovers”, por sua vez, também passam por palestras informativas oferecidas pela startup, para que as entregas sejam realizadas com o máximo de cuidado, agilidade e eficiência.

Startup curitibana recebe US$ 16 milhões de aporte

A Pipefy, plataforma de gerenciamento de processos eficientes, anunciou hoje o levantamento de US$16 mi em sua rodada de investimentos Série A, encabeçada pela OpenView Partners, firma de venture capital focada em empresas em fase de expansão, e a Trinity Ventures. A Redpoint Ventures e a Valor Capital, que já haviam investido na startup, também participaram da rodada. Outros investidores da companhia são a 500 Startups, o Founders Fund (do fundador do Paypal, Peter Thiel) e os fundadores da Zendesk, Morten Primdahl e Alexander Aghassipour. Os fundos levantados serão utilizados para escalar as operações da empresa à medida que a Pipefy expande suas equipes tanto em São Francisco como no Brasil.

“Nós estamos construindo um novo segmento de mercado”, disse Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy. “Nossa visão é permitir que cada gestor dentro de uma organização crie seus próprios fluxos de trabalho customizados, sem a necessidade de possuir conhecimento técnico em programação. Ao possibilitar o gerenciamento ágil de processos, nossos clientes podem reagir a um ambiente de mudanças constantes e rápidas, garantindo uma execução de alta qualidade.”

A plataforma em nuvem da Pipefy está presente em 8.000 empresas, que vão de pequenos negócios como a Dandelion Chocolates, baseada em São Francisco, a grandes empresas como Accenture, IBM Santander e Wipro, passando por startups que ja receberam investimentos, como a Olist e a Nibo. O Pipefy foi projetado para facilitar o processo lento, caro e muitas vezes incômodo enfrentado por muitos gestores. Com o Pipefy, novos processos operacionais para departamentos como serviço ao consumidor, RH, financeiro, marketing e vendas podem ser postos em prática dentro de horas ou dias, sem entraves de TI.

“A paixão e a visão de produto do CEO e fundador são cativantes,” disse Dan Demmer, Sócio-Gerente da OpenView, que acaba de se juntar ao Conselho de Administração da Pipefy. “Estamos animados para trabalhar com o Alessio e o resto da crescente equipe Pipefy para continuar o trabalho em cima do sucesso obtido até agora com a transição para um modelo de gerenciamento de processos que não envolve programação.”

A Pipefy se dedica a atender ao mercado global de gestão de processos de negócios, que vale mais de US$7 bi e deve chegar a 2024 valendo mais de US$ 23 bi, de acordo com a Grand View Research. Ao se aproximar do consumidor no mercado de operações internas comuns a todos os negócios do mundo, a Pipefy cresceu muito rapidamente e agora já atende clientes em mais de 146 países. Uma vez implementado em uma empresa, o software é rapidamente adotado a uma taxa de crescimento de 10% ao mês.

“É difícil criar uma experiência de produto global nesse mercado, devido à complexidade significativa das operações internas de empresas. A Pipefy conseguiu criar um belo produto, que prioriza o usuário final e vai direto ao ponto dos problemas de negócios que eles estão resolvendo,” disse Dan Scholnick, Sócio-Geral da Trinity Ventures. “Milhares de clientes em todo o mundo validaram a plataforma por meio do tempo e dinheiro que dedicam diariamente ao Pipefy.”

Durante anos, gerentes de empresas e departamentos de TI vêm lutando para priorizar recursos de TI valiosos. A área de negócio das empresas tentava usar tecnologia para ser mais eficiente, mas dependia sempre do auxílio do departamento de TI para implementar e manter essas mudanças.

“O Pipefy revolucionou a forma como vemos e construímos nossos processos nas operações da Accenture”, disse Fabiano Guastela, gerente de transformação digital da empresa líder em serviços profissionais de outsourcing. “Sua flexibilidade e facilidade de uso nos permitiram melhorar nossa produtividade e qualidade de entrega”.

O Pipefy elimina uma batalha de longa data entre os gerentes de operações e os setores de TI, colocando o poder de gerenciar processos de negócios complexos, em que a velocidade da entrega de valor é fundamental, de volta nas mãos dos especialistas. Sua plataforma permite o gerenciamento ágil de processos, permitindo que os negócios controlem os próprios fluxos de trabalho.

Quando uma startup nasce de um legado

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Por Maria Teresa Fornea

Fintechs, insurtechs, biotechs, agrotechs, independente do prefixo, o que une essas empresas é a transformação através da tecnologia. São as já famosas startups, que estão mudando a cara do mercado tradicional, propondo inovações para os diferentes nichos em que atuam.

Geralmente, as startups nascem do zero, a partir da identificação de uma ineficiência de mercado a ser resolvida por uma ideia, muitas vezes, disruptiva. Nesse caso, contudo, nem sempre o empreendedor tem a bagagem de produto necessária para fazer o negócio funcionar. Esse é um dos fatores que, infelizmente, levam uma em cada quatro startups a fechar com menos de um ano de funcionamento, e outras 50% pararem de funcionar depois de menos de quatro anos, de acordo com informações da Fundação Dom Cabral.

Por outro lado, o que poucas pessoas sabem é que as startups também podem surgir dentro de uma empresa que já existe. Assim como ocorre no cinema, quando o personagem de um filme faz tanto sucesso que depois acaba ganhando uma sequência só dele, essa mesma movimentação também acontece nas companhias. Dependendo do sucesso de um produto e do seu potencial de crescimento, essa “empresa-mãe” pode fazer um spin-off, ou seja, criar uma nova empresa a partir desse produto. Ao pé da letra, startups spin-off são empresas subsidiárias de outras companhias já consolidadas no mercado, que passam a viver de forma autônoma e independente, caminhando pelas próprias pernas.

Com a tecnologia avançando a todo vapor, inovar é justamente o principal foco de empresas que adotam essa estratégia. Isso porque implementar mudanças e transformar o legado de uma instituição tradicional não é tarefa das mais simples, então o spin-off surge como alternativa para a startup já nascer com uma cultura própria, apostando fortemente em tecnologia e pessoas que pensam fora da caixa para alavancar o novo negócio, ao mesmo tempo que a empresa-mãe mantém seu core business.

Ou seja, o objetivo é trazer o FIN para o TECH, e não ao contrário. Assim, a empresa criada se torna competitiva e acompanha a velocidade do mercado, movendo dados, produtos e clientes para uma nova infraestrutura escalável.

Justamente assim nasceu a Bcredi, fintech do Conglomerado Financeiro Barigui, criada a partir da experiência consolidada de mais de 10 anos do grupo em crédito imobiliário, 500 milhões de crédito já contratados e mais de 5 mil clientes. A Bcredi surge aliando grande expertise de produto à tecnologia de ponta para se tornar a maior empresa de geração e prestação serviços de produtos de crédito imobiliário do Brasil.

E essa é a principal e grande diferença entre startups que surgem do zero versus as que nascem de um spin-off: a expertise adquirida no legado. Desta forma, as startups spin-off saem na frente, oferendo um serviço já amplamente testado e que entrega o que o cliente está buscando!

Maria Teresa Fornea é cofundadora da Bcredi, fintech que oferece crédito imobiliário de forma rápida e descomplicada em um processo 100% online. www.bcredi.com.br

AB2L promove 1º Meetup sobre Inovação e Tecnologia no Direito

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A Associação Brasileira de Lawtech e Legaltechs reuniu dezenas de pessoas no espaço JUPTER, em Curitiba. para uma conversa sobre tecnologia, empreendedorismo e investimento em inovação na área do Direito.

As mediadoras foram as advogadas Thaina Cavalcanti e Bibiana Espíndola e a Mesa Redonda foi formada por Maurício Kavinski, diretor da Preâmbulo, Dayana Dallabrida, Advogada e Consultora na Vernalha Guimarães & Pereira, Márcia Beatriz Cavalcanti, Angel Investor, empresária e PhD em inovação e Bruno Doneda, Co-Founder da Contraktor.

Maurício Kavinski mostrou como startups atuam no exterior, especialmente no Estados Unidos, em comparação com o que se desenvolve em tecnologia para o setor no Brasil. Deixou claro que há um vasto campo a ser explorado. Mas enfatizou o baixo investimento que cada advogado faz em tecnologia, anualmente, no país, algo em torno de 600 reais. O empresário também alertou que departamentos jurídicos das empresas estão cada vez mais atentos a inovações e cobram maior investimento da parte dos escritórios, chegando a internalizar demandas e soluções.

Dayana Dalabrida falou sobre advocacia para startups. Explicou que a atividade exige criatividade e atuação em equipe de diversas áreas de um escritório, saindo, muitas vezes, de uma conduta tradicional de atendimento. Ela ressaltou a importância de um retorno rápido, assertivo e simplificado para as startups.

Márcia Cavalcante apresentou o trabalho da Curitiba Angels, grupo de 45 investidores que apoiam ideias e negócios inovadores. Ela falou sobre características que marcam empreendedores de startups e negócios exponenciais que têm maiores chances de receber grandes investimentos.

Bruno Doneda tratou de contratos digitais. Disse que um contrato nativo digital nasce eletrônico, não tem papel, mas tem backup e rastreamento, facilitando ações de governança e compliance. Explicou conceitos de blockchain e mostrou o que essa novidade tecnológica pode agregar para advogados e escritórios de advocacia. No final, ao comentar sobre inovação no direito, salientou que cultura interna e falta de informação atuam contra a transformação digital.

O Meetup no JUPTER foi o primeiro da AB2L em Curitiba. A Associação tem como objetivo criar um espaço de diálogo entre as empresas de tecnologia, os advogados, os escritórios de diferentes portes, os departamentos jurídicos e as instituições jurídicas existentes para incentivar as boas práticas e contribuir com esse momento de grandes transformações tecnológicas.

Veja, abaixo, as empresas que participam da AB2L:

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RH da ContaAzul compartilha práticas de Gestão de Pessoas em palestra na Amcham Curitiba

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Mudanças tecnológicas e comportamentais ajudaram a transformar o relacionamento entre empresas e funcionários. O encontro do Comitê de Empreendedorismo da Câmara Americana de Comércio (Amcham-Curitiba), que aconteceu na última semana, teve como tema os desafios de gestores para engajar os colaboradores nos valores e objetivos da empresa nessa nova realidade. Os palestrantes João Trotta e Ananda Armani, ambos da ContaAzul – empresa brasileira que surgiu no Vale do Silício com uma plataforma de gestão financeira e contábil voltada para pequenas empresas –, apresentaram as inovações adotadas pelo grupo na busca, contratação e engajamento de novos talentos.

Trotta, que é Business Partner da empresa, destacou o papel fundamental do líder na criação de um ambiente motivador para os colaboradores. “Costuma-se dizer que o bom gestor acaba com os conflitos na empresa. Mas o conflito é uma certeza, faz parte da relação humana. Na verdade, o bom gestor é o que sabe administrar os conflitos existentes”, afirma o profissional de Recursos Humanos.

A Coordenadora de Talent Acquisition da ContaAzul, Ananda Armani, detalhou as etapas do processo seletivo adotado pela empresa, destacando que a primeira preocupação é desenvolver uma marca positiva como empresa empregadora. “É um trabalho que fica entre o RH e o Marketing”, explica Armani. Segundo ela, a ContaAzul se empenha para ser reconhecida no mercado por ter bom ambiente de trabalho e valorizar seus colaboradores. Essa estratégia otimiza o processo de encontrar e recrutar novos talentos. Ela cita como exemplo o Instagram da ContaAzul, cujo conteúdo é direcionado mais aos colaboradores e possíveis candidatos que aos clientes da empresa, que são priorizados em outras mídias.

Outra estratégia que tem se demonstrado eficaz é a realização das entrevistas técnicas antes da proposição de um desafio ao candidato. Essa inversão nas etapas exigiu que profissionais da mesma área de atuação dos candidatos fossem capacitados para integrarem o processo de seleção, mas reduziu o número de desistências durante a fase do desafio técnico, já que chegam à etapa depois de uma conversa mais detalhada sobre o dia a dia da função à qual concorrem.

Respondendo a perguntas dos gestores e profissionais de RH presentes na sede da Amcham Curitiba, João Trotta e Ananda Armani enfatizaram o trabalho conjunto entre esses profissionais. “A última etapa do processo seletivo é o consenso, quando reunimos todos os colaboradores que participaram das etapas anteriores”, disse Armani. “Quando o gestor está presente em todas essas etapas, ele compreende a importância e a complexidade desse processo.”

Vale do Pinhão promove mega evento de inovação

Foto: Levy Ferreira/SMCS

Foto: Levy Ferreira/SMCS

Primeiro evento organizado pelo ecossistema de inovação da capital, o Vale do Pinhão vai sediar, no fim de semana dos dias 3 e 4 de março, o Movimenta Curitiba. O encontro ocorrerá no espaço Usina5, no Prado Velho, e vai oferecer palestras e oportunidades de negócios na área de inovação para estudantes, empreendedores e pessoas em busca de novos desafios. O evento será gratuito e é uma extensão do Smart City Expo Curitiba 2018, que termina dia 1º de março. As inscrições devem ser feitas no site movimentacuritiba.com.br.

“A inovação é reconhecida como uma das principais formas para ampliar a competitividade da economia de uma cidade. Por isso, todo o ecossistema se uniu para promover um evento de oportunidades de negócios durante a semana de inovação de Curitiba, que começa com o Smart City Expo”, salienta Tiago Francisco da Silva, diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. Ele lembra que o Vale do Pinhão é o ecossistema de inovação da capital e região, que é fomentado pela Prefeitura de Curitiba e é formado por empreendedores, startups, poder público, empresas, universidades e terceiro setor.

Segundo Tiago, 100 palestras sobre inovação e 47 exposições serão realizadas durante o Movimenta Curitiba. Além disso, 120 startups estarão apresentando seus projetos. O evento será ainda um ponto de encontro e lazer para passar o fim de semana, com música, food trucks, intervenções de grafite e até corridas de drones. Intervenções culturais promovidas pela Fundação Cultural de Curitiba e a divulgação do Worktiba, primeiro coworking público do Brasil, também ocorrerão no festival.

A programação detalhada do Movimenta Curitiba será divulgada nos próximos dias pelo site do Vale do Pinhão www.valedopinhao.agenciacuritiba.com.br .

Pacto

O Movimenta Curitiba é uma das três ações estabelecidas pelo Pacto de Inovação Curitiba, lançado em dezembro do ano passado por 31 instituições públicas e privadas que integram o Vale do Pinhão.

Aprovado por empreendedores, startups, poder público, empresas, universidades e terceiro setor, durante encontro no Engenho da Inovação, o Pacto de Inovação prevê, além do Movimenta Curitiba, a criação de uma agenda colaborativa dos eventos do ecossistema para 2018 e a discussão e definição das linhas gerais de uma estratégia de inovação para a cidade.

Movimenta Curitiba

Data: 3 e 4 de março

Horário: das 10 às 21h (sábado) e das 10h às 19h (domingo)

Local: Usina5, Rua Constantino Bordignon, 5, Prado Velho.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Leis de incentivo à inovação devem estimular a criação de startups

O Governo Federal regulamentou na quinta-feira, 8/2, medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo. O decreto já foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e tem aplicação imediata.

Para o advogado Fabio Sertori, sócio da área de Infraestrutura do escritório Cascione, Pulino, Boulos & Santos e sócio fundador da think tank Startup 4 Cities, o decreto irá facilitar o trabalho de empresas inovadoras e startups voltadas para o desenvolvimento de soluções aplicadas ao aumento da competitividade no setor industrial, além de estimular o surgimento de outros produtos e processos inovadores. O texto regulamenta as Leis 10.973/2004 e 13.243/2016, que trazem o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. Fabio Sertori ressalta que, além do decreto federal, apenas o Estado de São Paulo já havia regulamentado o marco legal. Para Sertori, o texto da União é mais flexível do que o estadual: “O decreto federal regulamenta com clareza a participação das agências de fomento e empresas públicas/de economia mista como investidoras diretas em empresas públicas de inovação ou por meio de fundos de venture capital. Também confere flexibilidade na disciplina da propriedade intelectual decorrente de projetos apoiados pelo governo. O do estado de SP é mais tímido em relação a esses temas”, analisa.

Segundo o advogado, a União poderá ser investidora minoritária em projetos de inovação atrelados ao aumento da produtividade por meio de inovação na indústria e no setor de serviços. Além de regular as fontes de financiamento, o decreto abre oportunidades para a geração de ambientes promotores de inovação, seja colocando prédios públicos e laboratórios de pesquisa à disposição do ecossistema de inovação e empresas, seja organizando coworkings públicos. Em outra frente, o decreto federal promove o desenvolvimento de pesquisas aplicadas à produção com isenção aduaneira para a importação de insumos e permite a contratação de encomenda tecnológica sem licitação para o desenvolvimento de produtos e serviços com empresas inovadoras. “Não é PPP (Parceria Público-Privada), não é concessão, é um instrumento jurídico que permite a formação de alianças estratégicas entre Governo e a iniciativa privada, com investimentos e transferência de tecnologia, entre instituições públicas e empresas de inovação, viabilizando patentes e produtos. É muito flexível e avançado”, afirma Sertori. Para tanto, o projeto precisa estar de acordo com as diretrizes e as prioridades definidas nas políticas de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento da indústria. “As novas regras criam mecanismos para integrar as instituições cientificas e tecnológicas e empresas privadas inovadoras, com potencial para alavancar o setor”, afirma.